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segunda-feira, 2 de julho de 2018

A Lenda da Morte

A crença na fatalidade da morte produziu no sertão a mesma lenda que existe no Oriente, com pequena diversidade de forma e nenhuma de substância. Onde quer que a alma popular pense do mesmo modo, se manifesta de idêntica maneira e, como ensina Van Gennepp, a qualquer momento em tema lendário bem localizado será achado num ciclo de contos populares em outro extremo do mundo.


Conta Paul de Saint-Vitor que, na Turquia, em certa época, todo o dia que Alá dava ao mundo um dos mais queridos pachás do sultão vinha saudá-lo na Sala do Divã e suplicar-lhe para ser nomeado governador duma cidade distante. Justificava o pedido com uma desculpa qualquer.

O soberano não o queria atender e até já estava se aborrecendo com aquela insistência, quando o velho servidor do trono confessou o verdadeiro motivo do seu desejo de deixar Istambul. Todas as manhãs, ao sair de seus aposentos, encontrava a Morte que lhe cravava olhos de espanto. Já não podia mais com essa obsessão. O sultão tomou a narrativa como caduquice, teve pena do pachá e mandou-o para onde tanto queria ir.

Semanas depois, passeando a noite pelo jardim do palácio, o sultão encontrou a Morte e interpelou-a:

- Porque perseguias o meu velho pachá, fitando-o diariamente com olhos de espanto?

E ela respondeu:

- Porque recebi ordem de matá-lo na cidade para onde foi nomeado governador e me admirava de ainda vê-lo por aqui ...

Esta certeza de que ninguém escapa à morte no dia marcado se consubstancia também numa história sertaneja:

Um caçador armou um mondéu por trás dum cemitério, a fim de pegar um tatu que costumava andar por ali. Numa noite de luar, topou com o maior espanto a Morte presa naquela armadilha, cujo pesado tronco lhe caíra sobre uma das tíbias. O corpo esquelético se estirava no chão, envolto no branco lençol e a foice rolara por uma ribanceira, ficando dependurada numa raiz de angico. Gelado e imobilizado de pavor, o matuto ouviu a Morte chamá-lo:

- Venha cá! Livre-me deste mondéu e o recompensarei.

Cobrou algum ânimo, aproximou-se e, aproveitando o ensejo, pediu-lhe, como recompensa para libertá-la, o direito de viver sadio e forte até avançada idade, que somente diria depois dela lhe revelar quanto teria de vida, se não fosse aquela ocasião de prestar-lhe um favor. Ela respondeu sinceramente que isso não lhe era possível revelar e nem seria preciso para que dissesse quantos anos desejava de existência.

- Cento e vinte! Exigiu o caçador.

A Morte acedeu e ele a libertou. Viveu sempre rijo e feliz, assombrando o sertão e vendo o desfile das gerações, aquele longo período. No dia em que se completava o prazo obtido com o acordo, teve medo de morrer e resolveu enganar a Morte. Raspou completamente barba, bigode, cabelos e até sobrancelhas, de modo a se tornar irreconhecível e se meteu num baile que davam no lugar onde morava.

Perto da meia-noite, que era quando terminava o prazo, a Morte, que o procurava por toda a parte sem o achar, veio ter a festa, perguntando se o tinham visto; mas ninguém lhe dava a menor notícia dele. Aproximava-se a hora fatal. Então, ela examinou um por um os convivas e, ao bater a primeira badalada das doze horas, disse, segurando o nosso caçador pelo braço:

- Como não tenho mais tempo de procurar o velhaco e não quero me retirar de mãos vazias, levo comigo este pelado!...

Gustavo Barroso

Gustavo Barroso (Gustavo Dodt Barroso), historiador e folclorista, nasceu em Fortaleza, CE, em 29/12/1888, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 3/12/1959. Publicou, entre outras obras, Terra de sol, Rio de Janeiro, 1912; Heróis e bandidos, Rio de Janeiro, 1917; Casa de marimbondos, São Paulo, 1921; Ao som da viola, Rio de Janeiro, 1921 (2 ed. aumentada, Rio de Janeiro, 1949); O sertão e o mundo, Rio de Janeiro, 1923; Através dos folclores, São Paulo, 1927; Almas de lama e de aço, São Paulo, 1930; Mythes, contes et légendes des indiens, Paris, 1930; Aquém da Atlântida, São Paulo, 1931; As colunas do templo, Rio de Janeiro, 1932.


Fonte: Jangada Brasil - (Barroso, Gustavo. Ao som da viola; nova edição correta e aumentada. Rio de Janeiro, 1949).

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

A Múmia do Rio de Janeiro

Quadrinhos do Terror apresenta: Mistérios do Mundo em "A Múmia do Rio de Janeiro". Revista Calafrio nº 07, junho/1982. Texto: Rivaldo; Desenhos: Herrero. Estúdio D - Arte Criações Ltda, São Paulo. "Calafrio" foi uma revista de histórias em quadrinhos de terror que circulou de 1981 até o início dos anos 1990. Pertencia à editora D-Arte (fundada em 1981, em São Paulo) de Rodolfo Zalla. Era uma produção só com artistas nacionais.



sábado, 9 de dezembro de 2017

O Lenhador e a Morte

Quadrinhos do Terror apresenta: "O Lenhador e a Morte!" (Adaptação livre da fábula de Jean de La Fontaine). Revista Calafrio nº 08, julho/1982. Texto: Osvaldo Talo; Desenhos: Eugênio Colonnese. Estúdio D - Arte Criações Ltda, São Paulo.

"Calafrio" foi uma revista de histórias em quadrinhos de terror que circulou de 1981 até o início dos anos 1990. Pertencia à editora D-Arte (fundada em 1981, em São Paulo) de Rodolfo Zalla. Era uma produção só com artistas nacionais.




A Estátua Maléfica de Papeete

Quadrinhos do Terror apresenta: Mistérios do Mundo: "A Estátua Maléfica de Papeete!". Revista Mestres do Terror nº 09, 1982. Texto: Rivaldo; Desenhos: sem créditos. Estúdio D - Arte Criações Ltda, São Paulo.

"Mestres do Terror" foi uma revista em quadrinhos do gênero terror brasileira. Circulou comercialmente entre 1981 a 1993. Era publicada pela Editora D-Arte do editor Rodolfo Zalla. Foi cancelada em 1993 junto com Calafrio pela D-Arte. Sendo considerada até hoje uma das publicações mais duradouras do gênero terror no Brasil.



O Monstro do Lago Loch Ness

Quadrinhos do Terror apresenta: Mistérios do Mundo em: "O Monstro do Lago Loch Ness". Revista Mestres do Terror nº 10, 1982. Texto: Jota Laerte; Desenhos: sem créditos. Estúdio D - Arte Criações Ltda, São Paulo.

"Mestres do Terror" foi uma revista em quadrinhos do gênero terror brasileira. Circulou comercialmente entre 1981 a 1993. Era publicada pela Editora D-Arte do editor Rodolfo Zalla. Foi cancelada em 1993 junto com Calafrio pela D-Arte. Sendo considerada até hoje uma das publicações mais duradouras do gênero terror no Brasil.



Rebanho de Fogo!

Quadrinhos do Terror apresenta: "Rebanho de Fogo!". Revista Mestres do Terror nº 11, 1982. Texto: Maria Godoy; Desenhos: Salatiel. Estúdio D - Arte Criações Ltda, São Paulo. A ótima história em quadrinhos, ambientada no Rio Grande, lembra a balada "Riders In The Sky", composta por Stan Jones em 05 de junho de 1948, abaixo traduzida:

"Vaqueiro do Arizona desordeiro e beberrão / Seguia em seu cavalo pela noite do sertão / No céu porém a noite ficou rubra num clarão / E viu passar um fogaréu, um rebanho no céu.

Ypieaeee ypiaooohhh
Correndo pelo céu

As rubras ferraduras punham brasas pelo ar / Os touros como fogo galopavam sem cessar / Atrás vinham vaqueiros como loucos a gritar / Vermelhos a queimar também, galopando para o além.

Ypieaeee ypiaooohhh
Seguindo para o além

Um dos vaqueiros ao passar gritou dizendo assim: / Cuidado companheiros tu viras para onde eu vim / Se não mudas de vida tu terás o mesmo fim / Querer pegar num fogaréu, um rebanho no céu.

Ypieaeee ypiaooohhh
Correndo pelo céu ...
"

"Mestres do Terror" foi uma revista em quadrinhos do gênero terror brasileira. Circulou comercialmente entre 1981 a 1993. Era publicada pela Editora D-Arte do editor Rodolfo Zalla. Foi cancelada em 1993 junto com Calafrio pela D-Arte. Sendo considerada até hoje uma das publicações mais duradouras do gênero terror no Brasil.




domingo, 7 de agosto de 2016

13 Superstições de Casamento


O pensamento de que certas coisas podem trazer boa ou má sorte vem desde o início dos tempos, está presente em todas as culturas e, quase sempre, segue as convicções religiosas. No casamento não é diferente, existe diversas superstições. Veja algumas:

1. Segunda sim, terça não, sexta sim. Esta superstição está relacionada com os astros associados a cada dia da semana: Segunda, o dia da Lua, atrairia abundância e felicidade. Já sexta, por ser o dia de Vénus, prometia casamentos cheios de beleza e amor. Pelo contrário a terça, por ser associada a Marte, previa um casamento de guerras.

A verdade é que a grande maioria dos casamentos se realiza ao sábado, mas se decidirem casar durante a semana é possível que encontrem preços bastante atrativos. Existe ainda uma outra superstição que diz que casar no dia da semana em que o noivo nasceu traz sorte ao casal. Será que anula o efeito da azarada terça?

2. Os noivos não se podem ver antes do casamento. Esta superstição remete-nos para os casamentos combinados em que se temia que o noivo mudasse de ideias quando visse a noiva. Por isso era preferível mantê-los sem se verem. Hoje em dia não faz muito sentido pensar desta forma, mas se se quiserem surpreender mutuamente, esta é uma excelente oportunidade!

3. Mesmo que os noivos já vivam juntos, devem passar a noite anterior ao casamento separados.

4. Chover no casamento é sinal de boa sorte.

5. Chuva de arroz ao sair da cerimônia significa um casamento com fertilidade.

6. Evite rosas amarelas. Na época vitoriana foi publicado um livro, "A Linguagem das Flores", em que era atribuído um significado a cada flor. Às rosas amarelas associou-se o ciúme e é por isso que se desaconselhava o seu uso nos casamentos. No entanto, esta é uma tradição que caiu em desuso e a verdade é que existem magníficos arranjos com rosas amarelas!

7. A noiva não deve usar pérolas, pois elas podem representar as lágrimas ao longo da vida de casado.

8. A noiva não deve remover o seu anel de comprometida até ao dia do casamento, para não dar azar ao casamento.

9. O véu representa para alguns a juventude, para outros a pureza que será descoberta pelo homem e para os mais supersticiosos protege dos maus espíritos, inveja ou ciúmes.

10. A noiva deve usar algo novo, algo velho, algo emprestado e algo azul. Algo novo por ser o símbolo do começo de uma nova etapa. Um acessório velho pela relação da noiva com o que foi sua vida antes deste dia, para o que vai ser após o matrimônio. Algo emprestado significa a união e confiança de uma amizade. Uma jóia ou roupa de cor azul, representando a fidelidade dos noivos.

11. Se cai uma aliança, o seu dono morre. Esta superstição diz que se cai uma das alianças a pessoa que a ia usar morre. Não faz qualquer sentido pensar nesta eventualidade. Mas, e especialmente se forem levadas por uma criança para o altar, é preferível prendê-las com uma fita para que não se percam e, assim, evitem ter de pedir a todos os convidados que as procurem.

12. A noiva e o noivo cortam juntos a primeira fatia de bolo para assegurarem uma vida de partilha.

13. A noiva deve entrar em casa ao colo do noivo. Dizia-se que a noiva estava especialmente vulnerável a espíritos malignos que entrariam pela sola dos pés. Para evitar tal infortúnio, o noivo levava a noiva ao colo para casa, protegendo-a. Pode não ter muito fundamento, mas é muito romântico. Mas atenção! Quem levar os pés no chão tem de entrar com o pé direito!


Fontes: Casamentos.pt; Daniela Leal - Noivas e Estética.

sábado, 4 de junho de 2016

Devorador de Pecados


"Depois de levarem o caixão para fora da casa e colocá-lo em um esquife perto da porta, era hábito, antigamente, para os parentes do falecido, distribuir pão e queijo para os pobres, tendo o cuidado de entregá-los a cada um sobre o caixão. Estes pobres, na expectativa desses alimentos, se engajavam ativamente na coleta de flores e ervas para enfeitar o funeral. Às vezes, a doação era complementada pela oferta de um pão ou queijo com dinheiro (ou moeda) colocado no seu interior. Em seguida era apresentado um copo com bebida, e o receptor era obrigado a beber um pouco imediatamente." — Texto e gravura sobre o folclore galês extraídos do livro de Wirt Sikes "British Goblins: Welsh Folk-lore, Fairy Mythology, Legends and Traditions" (1880).

A deusa asteca Tlazolteotl, da terra, da maternidade e da fertilidade, tinha uma função redentora nas práticas religiosas da civilização Mesoamérica. No final da vida de um indivíduo, ele é autorizado a confessar seus crimes a esta divindade, e segundo a lenda ela limpa sua alma "devorando a sua sujeira".

No estudo do folclore galês (céltico), "devorador de pecados" é considerado uma forma de magia religiosa, referindo-se a uma pessoa que, através de meios rituais, por meio de comida e bebida assuma os pecados de outra, muitas vezes por causa de uma morte recente, assim absolvendo a alma e permitindo que o falecido descanse em paz.

No filme "Violação de Privacidade" ("The Final Cut", de 2004), o termo "devorador de pecados" foi descrito como sendo uma pessoa que sobre o leito de morte do moribundo, colocava em seus olhos duas moedas, e sobre o seu peito um pedaço de pão e uma porção de sal, após a sua entrega assumindo os pecados do moribundo, para que esse fosse para o paraíso livre do purgatório que deveria estar indo, o "devorador de pecados" recebia como pagamento pelos seu serviço as moedas, o pão e o sal, utilizados em seu ritual.

Este ritual é dito ter sido praticado em partes da Inglaterra e Escócia, e supostamente sobreviveu até final do século XIX ou início do século XX no País de Gales e os adjacentes Welsh Marches de Shropshire e Herefordshire, bem como certas partes da Appalachia na América.

Tradicionalmente, era realizada por um mendigo, e algumas aldeias mantinham seus próprios devoradores de pecados. Eles seriam levados para o leito do moribundo, onde um parente colocaria um pedaço de pão no peito do moribundo e passava uma tigela de cerveja para ele sobre o cadáver. Depois de rezar ou recitar o ritual, ele, então, bebia e pegava esse pão para comê-lo, atos que iriam remover o pecado da pessoa que estava morrendo e levá-lo para dentro de si.

Uma lenda local, em Shropshire, Inglaterra, diz respeito ao túmulo de Richard Munslow, que morreu em 1906, disse ser o último devorador de pecados da área:

"Ao comer pão e beber cerveja, e fazendo um breve discurso ao lado da sepultura, o devorador de pecados tomou sobre si os pecados do defunto". O discurso foi escrito como: ".... Eu dou servidão e descanso agora a ti, querido homem. Não venham em nossas vias ou nos nossos prados. E para a tua paz eu comprometo minha própria alma. Amém."

O livro "Funeral Customs" (práticas funerais), de Bertram S. Puckle (1926), menciona o devorador de pecados:

"O professor Evans do Colégio Presbiteriano, Carmarthen, realmente viu um devorador de pecados no ano de 1825, que vivia perto de Llanwenog, Cardiganshire. Abominável pelos aldeões supersticiosos como o imundo, o devorador de pecados cortou todas suas relações sociais com seus semelhantes por causa da vida que havia escolhido; ele viveu como uma regra em um lugar remoto por si mesmo, e aqueles que tiveram a oportunidade de conhecê-lo o evitavam como se fosse um leproso. Este infeliz foi detido por bruxaria, encantamentos e práticas profanas; apenas quando a morte lhe ocorreu que eles o procuraram, e quando seu propósito foi realizado queimaram a tigela de madeira e do prato de onde ele havia comido o alimento entregue em todo, ou colocado sobre o cadáver de seu consumo."

Howlett menciona o devorador de pecados como um velho costume em Hereford, e, portanto, descreve a prática:

"O cadáver sendo retirado da casa, e posicionado em um esquife, um pedaço de pão que fica sobre o cadáver é dado ao devorador de pecados, também uma tigela, cheia de cerveja. Estes consumidos, uma taxa de seis pence foi-lhe dado por consideração de ter tomando sobre si os pecados do falecido, que, assim, liberto, não queria vagar após a morte."

A Encyclopaedia Britannica 1911 afirma em seu artigo sobre o "devorador de pecados":

"A sobrevivência simbólica do que (o devorador de pecados) foi testemunhada recentemente, em 1893, Market Drayton, Shropshire. Depois de um serviço preliminar foi realizada sobre o caixão na casa, uma mulher derramou um copo de vinho para cada portador e entrega um 'biscuit funeral'. Na Alta Baviera o devorador de pecados ainda sobrevive: um bolo de cadáver é colocado sobre o peito do morto e, em seguida, comido pelo parente mais próximo, enquanto na península balcânica uma imagem do felecido num pão pequeno é feito e consumido pelos sobreviventes da família. Os dead-cake holandeses marcados com as iniciais do falecido, introduzidos na América no século 17, foram por muito tempo dado aos atendentes em funerais na antiga Nova York. Os bolos de enterro que continuam a ser feitos em partes da Inglaterra rural, por exemplo, Lincolnshire e Cumberland, são quase certamente uma relíquia do devorador de pecados".


Fontes: British Goblins: Welsh Folk-lore, Fairy Mythology, Legends and Traditions, by Wirt Sikes; "Last 'sin-eater' to be celebrated with church service". BBC News. 19 September 2010; The Sin Eaters' Grave at Ratlinghope. BBC News. 23 May 2010; Funeral Customs, by Bertram Puckle; Encyclopaedia Britannica.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Luzes Fantasmas


Os galeses as chamavam de "velas de cadáveres", e associavam os fantasmagóricos glóbulos de luzes dançantes com uma morte iminente. Elas também já foram chamadas de luzes fantasmas e fogo-fátuo.

Em seu livro, "British Goblins", Wirt Sikes, ex-cônsul dos EUA no País de Gales, recolheu diversos relatos de testemunhas sobre essas luzes misteriosas, inclusive um em que os passageiros de um ônibus entre Llandilo e Carmathen viram três luzes pálidas, quando cruzavam uma ponte sobre um rio em Golden Grove. Três homens morreram afogados no mesmo lugar, poucos dias depois, quando seu pequeno barco soçobrou.

John Aubrey, autor de "Miscellanies", contou a história de uma mulher que afirmou ter visto cinco luzes pairando na sala recentemente pintada da casa onde trabalhava.

Ela disse que foi aceso um fogo para secar as paredes, e cinco outros trabalhadores morreram em consequência da fumaça.

Outras histórias sobre luzes fantasmas podem ser encontradas na coleção enciclopédica "Lightning, Auroras and Nocturnal Lights", de Corliss. Uma história particularmente assustadora é contada por um homem de Lincoln, Inglaterra, que passeava com seu cavalo na primavera de 1913.

- Durante meu passeio - disse ele -, um fogo-fátuo chamou minha atenção, seguindo na mesma direção para onde eu estava indo. Seu movimento era irregular, às vezes perto da superfície, e então, de repente, ele se elevou a uma altura de quase 2 metros. - Segui a luz com todo cuidado durante uma certa distância, pois eu estava decidido a, se possível, inspecionar melhor aquele meu guia luminoso. Como a noite estava muito escura, eu tinha todas as condições favoráveis para minha observação.

A distância, a luz fez uma manobra e parou no meio da estrada. Desmontei, na esperança de capturá-la. Mas fiquei decepcionado. Pois à minha aproximação, talvez pelo barulho que fiz, ou por algum outro motivo, ela de repente se levantou, permaneceu a uns 60 centímetros de altura do solo, iluminou um aterro, e prosseguiu seu curso em linha reta sobre os campos contíguos. Os grandes e profundos diques impossibilitaram minha perseguição. Mas meus olhos seguiram seu movimento constante até seu brilho se perder com a distância.

Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz

quinta-feira, 12 de maio de 2016

13 Curiosidades sobre Sexta-Feira 13


Sexta-feira 13 é um dia de azar, um dia para não sair de casa e não tomar decisões importantes. As lendas e fama de mau agouro desta data acompanham as pessoas supersticiosas há séculos. Não se sabe ao certo o porquê da maldição deste dia, mas existem muitas histórias cercando a data e você pode conferir algumas abaixo:

1) Se você tem medo desta data, prepare-se. Nos próximos 15 anos teremos 32 sextas-feiras 13.

2) Para os cristãos o número 13 é amaldiçoado por este ser o número de pessoas na última ceia de Cristo e o 13º apóstolo (Judas) ter sido o traidor. O escritor Mark Twain foi também o 13º convidado de um banquete e quando abordado se isso lhe trouxe mau agouro, simplesmente respondeu: "sim, porque só haviam 12 pratos de comida".

3) Para os romanos o número 13 significava morte, destruição e azar. Para a mitologia nórdica, em um banquete com 12 convidados, o deus Loki surgiu sem ser convidado e acabou causando a morte de Balder, e o número ganhou sua má fama.

4) Ainda nos nórdicos, a sexta-feira foi batizada em louvor à deusa do amor e da beleza Frigga (daí as palavras friggadag e por consequência friday em inglês). Com a conversão deste países ao cristianismo, a deusa foi transformado pelos padres em bruxa e a lenda que se espalhou é que por vingança ela se reunia com outras 11 feiticeiras e o demônio, logo 13 à mesa, em seu dia.

5) Na numerologia, o número 12 representa algo completo (12 meses no ano, 12 apóstolos de Cristo, 12 deuses do Olimpo, 12 tribos de Israel, 12 horas no relógio), enquanto o 13 é uma transgressão a essa plenitude.

6) A sexta-feira é considerada maldita desde o século 14 com a obra "Os Contos de Canterbury". Já a sexta-feira negra foi como o crash da bolsa de New York em 1929 ficou conhecido.

7) O medo da sexta-feira 13 se chama paraskevidekatriafobia, que se origina do grego Paraskeví (sexta-feira) e dekatreís (13).

8) Foi em uma sexta-feira, 13 de dezembro de 1968, que o governo militar decretou o AI-5 e trouxe azar para muita gente.

9) A Apollo 13 foi lançada às 13h 13 min, numa data cuja soma é 13 (11/04/70) e o acidente ocorreu em 13 de abril. Acontece que a tripulação teve a sorte de voltar viva para a Terra.

10) Fidel Castro nasceu numa sexta-feira 13 de agosto de 1926 e está aí até hoje dando dor de cabeça aos americanos. O famoso bandido Butch Cassidy nasceu num 13 de abril de 1866 e virou filme.

11) Nos Estados Unidos muitos hospitais e hotéis não possuem o 13º andar e algumas companhias aéreas não têm a 13ª fileira. Já na França, quando existem 13 pessoas a uma mesa, elas podem contratar um 14ª convidado profissional.

12) Segundo matéria da revista National Geographic de 2004, nos Estados Unidos cerca de 900 milhões de dólares são perdidos nas sextas-feiras 13, justamente devido às pessoas que se recusam a fazer qualquer tipo de negócio nesta data.

13) Número de mortes na série de filmes Sexta-feira 13 : 192. Veja abaixo:

Sexta-Feira 13: 9; Sexta-Feira 13 parte 2: 10; Sexta-Feira 13 parte 3: 12; Sexta-Feira 13 - O Capítulo final: 14; Sexta-Feira 13 parte V - O Novo Começo: 22; Sexta-Feira 13 parte VI - Jason Vive: 18; Sexta-Feira 13 parte VII - 15; Sexta-Feira 13 parte VIII - Jason em Manhattan: 17; Sexta-Feira 13 parte IX - Jason vai para o Inferno: 21; Jason X: 21; Freddy vs Jason: 19; Sexta-Feira 13 (2009): 14.


Terra

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Elfos, Fadas e Anões

"Um vislumbre de fadas" - Pintura de Lear Charles Hutton.

O esplendor derrama-se sobre muros de castelo 
E picos nevados de história antiga: A luz 
comprida tremula nos lagos E a impetuosa 
catarata salta gloriosa.
Toque, corneta, toque, mande a voar os selvagens ecos,
Toque, corneta; responda, ecoe, morrendo, morrendo, morrendo.
Escute, ouça! Como é agudo e claro,
E, quanto mais agudo, mais claro, mais longe vai!
Doce e longe de penhascos e escarpas
Os chifres da Terra dos Elfos tocam suavemente!

Definição: Um elfo é um ser sobrenatural, menor do que os humanos, com poderes mágicos e muitas vezes associado aos poderes elementares da terra, do mar e da floresta; uma fada é um ser sobrenatural minúsculo na forma humana, quase sempre alegre (porém, tão comumente quanto, travessa) e possuidora de poderes mágicos; um anão é uma criatura pequena, por vezes barbuda, que em geral vive em cavernas e, algumas vezes, tende a ser vingativa e travessa.

O que os crentes dizem: Elfos, fadas, anões e outras criaturas míticas como duendes e gnomos são reais e possuem poderes mágicos. Eles dividem a Terra conosco desde tempos imemoriais e inúmeros relatos dão testemunho de suas aparições e envolvimento em assuntos humanos.

O que os céticos dizem: Elfos, fadas, anões e outras criaturas míticas são todos faz-de-conta. Eles não existem em lugar algum que não em contos de fadas, lendas e épicos fantásticos, como "O Senhor dos Anéis". São fruto da imaginação e não há qualquer prova concreta de que essas criaturas tenham existido em algum lugar que não num universo fantasioso chamado "folclore". As pessoas que alegam ter visto uma fada ou um duende não viram nem um nem outro. Ou estavam sonhando, alucinando, ou inventaram a história.

Qualidade das provas existentes : Fraca.

Probabilidade de o fenômeno ser paranormal : Inconclusiva.

A fada dos dentes traz dinheiro ou presentes para as crianças em troca dos dentes que caíram e foram colocados sob o travesseiro. Quando eu era criança, a gente ganhava 25 centavos. Entendo que a fada tenha reajustado seu preço e que o normal agora seja pagar um dólar por dente perdido.

Os elfos ajudam Papai Noel a construir todos os brinquedos que ele leva para as crianças bem-comportadas de todo o mundo. Esses elfos são conhecidos como os ajudantes do Papai Noel, são pequenos, geralmente se vestem de verde e trabalham com afinco.

Eles devem ter uma fábrica e tanto no polo Norte, se levarmos em consideração todos os brinquedos que as crianças encontram sob a árvore de Natal ao acordarem.

Nossa fada madrinha cuida de nós, tal qual um anjo da guarda. Não dá para deixar de imaginar se eles trabalham em regime de escala.

Os duendes, que são uma espécie de elfos, são conhecidos por fazerem travessuras com as pessoas e também por saberem onde está escondido o tesouro. Que tesouro?, você pode me perguntar. O pote de ouro no final do arco-íris! Na próxima vez que vir um, certifique-se de olhar em volta à procura de um duende. Se o vir, pergunte a ele onde está o tesouro; segundo a lenda, ele será obrigado a dizer. Você poderia se aposentar mais cedo.

Na trilogia "O Senhor dos Anéis", de J. R. R. Tolkien, a raça élfica é imortal; os anões são mineradores famosos que construíram gigantescas e magníficas galerias e câmaras sob as montanhas. Os elfos de Tolkien parecem com os homens; seus anões são pequenos, atarracados e barbudos — mesmo as mulheres.

Esses são apenas alguns exemplos da amplitude da mitologia com relação a elfos, fadas e anões.

Eles são reais?

As lendas configuram um maravilhoso enriquecimento de nossa cultura global, de modo que ninguém consegue evitar se sentir um estraga-prazeres ao afirmar que elfos, fadas, duendes e todos os seus amigos místicos e travessos não são nada além de mera fantasia.

Elfos de Rivendell.


Gêneros inteiros de literatura fantástica têm sido criados em torno das lendas sobre elfos e seus associados. Algumas pessoas adotam nomes élficos, vestem-se especialmente para festas à fantasia e aprendem a falar a língua élfica.

Distrações idiotas, você diria?

Talvez. Mas será que algo que alimenta tão bem a necessidade humana de fantasia e coisas extravagantes deve ser considerado sem sentido e uma perda de tempo?

E aí está o poder persistente das lendas sobre criaturas míticas: ponderar sobre sua existência e viver na realidade de seu mundo expande a mente, estimula a criatividade e dá satisfação.

O poder da fantasia não pode nem deve ser banalizado ou descartado como algo tolo e imaturo.

Desse modo, sim, Virgínia, Papai Noel existe. E Elrond vive em Rivendell, e a fada dos dentes é quem deixa dinheiro sob o seu travesseiro.

Por acaso, a verdade não vem em várias formas e tamanhos?


Fonte: Os 100 Maiores Mistérios do Mundo - Stephen J. Spugnesi - Difel 2004

segunda-feira, 21 de março de 2016

Maria Angula


Maria Angula era uma menina alegre e viva, filha de um fazendeiro de Cayambe (Equador). Era louca por uma fofoca e vivia fazendo intrigas com os amigos para jogá-los uns contra os outros. Por isso tinha fama de leva-e-traz, linguaruda, e era chamada de moleca fofoqueira.

Assim viveu Maria Angula até os dezesseis anos, dedicada a armar confusão entre os vizinhos, sem ter tempo para aprender a cuidar da casa e a preparar pratos saborosos.

Quando Maria Angula se casou começaram seus problemas. No primeiro dia, o marido pediu-lhe que fizesse uma sopa de pão com miúdos, mas ela não tinha a menor ideia de como prepará-la.

Queimando as mãos com uma mecha embebida em gordura, acendeu o carvão e levou ao fogo um caldeirão com água, sal e colorau, mas não conseguiu sair disso: não fazia ideia de como continuar.

Maria lembrou-se então de que na casa vizinha morava dona Mercedes, cozinheira de mão-cheia, e, sem pensar duas vezes, correu até lá.

- Minha cara vizinha, por acaso a senhora sabe fazer sopa de pão com miúdos?

- Claro, dona Maria. É assim: primeiro coloca-se o pão de molho em uma xícara de leite, depois despeja-se este pão no caldo e, antes que ferva, acrescentam-se os miúdos.

- Só isso?

- Só, vizinha.
   
- Ah - disse Maria Angula - mas isso eu já sabia!

- E voou para sua cozinha a fim de não esquecer a receita.

No dia seguinte, como o marido lhe pediu que fizesse um ensopado de batatas com toicinho, a história se repetiu:

- Dona Mercedes, a senhora sabe como se faz o ensopado de batatas com toicinho?

E como da outra vez, tão logo a sua boa amiga lhe deu todas as explicações, Maria Angula exclamou:

- Ah! É só? Mas isso eu já sabia! - E correu imediatamente para a casa a fim de prepará-lo.

Como isso acontecia todas as manhãs, dona Mercedes acabou se enfezando. Maria Angula vinha sempre com a mesma história: "Ah é assim que se faz o arroz com carneiro? Mas isso eu já sabia! Ah, é assim que se prepara a dobradinha? Mas isso eu já sabia!" Por isso a mulher decidiu dar-lhe uma lição e, no dia seguinte ...

- Dona Mercedinha!

- O que deseja, Dona Maria?

- Nada, querida. Só que o meu marido quer comer no jantar caldo de tripas e bucho e eu ...

- Ah, mas isso é fácil demais! - Disse dona Mercedes. E antes que Maria Angula a interrompesse, continuou:

- Veja: vá ao cemitério levando um facão bem afiado. Depois espere chegar o último defunto do dia, e sem que ninguém a veja, retire as tripas e o estômago dele. Ao chegar em casa, lave-os muito bem e cozinhe-os com água, sal e cebolas. Depois que ferver uns dez minutos, acrescente alguns grãos de amendoim e está pronto. É o prato mais saboroso que existe.

- Ah! - Disse Maria Angula - É só? Mas isso eu já sabia!

E, num piscar de olhos, estava ela no cemitério, esperando pela chegada do defunto mais fresquinho. Quando já não havia mais ninguém por perto, dirigiu-se em silêncio à tumba escolhida. Tirou a terra que cobria o caixão, levantou a tampa e ... Ali estava o pavoroso semblante do defunto! Teve ímpetos de fugir, mas o próprio medo a deteve ali. Tremendo dos pés à cabeça, pegou o facão e cravou-o uma, duas, três vezes na barriga do finado e, com desespero, arrancou-lhe as tripas e o estômago. Então voltou correndo para casa. Logo que conseguiu recuperar a calma, preparou a janta macabra que, sem saber, o marido comeu lambendo os beiços.

Nessa mesma noite, enquanto Maria Angula e o marido dormiam, escutaram-se uns gemidos nas redondezas.

Ela acordou sobressaltada. O vento zumbia misteriosamente nas janelas, sacudindo-as, e de fora vinham uns ruídos muito estranhos, de meter medo a qualquer um.

De súbito, Maria Angula começou a ouvir um rangido nas escadas. Eram os passos de alguém que subia em direção ao seu quarto, com um andar dificultoso e retumbante, e que se deteve diante da porta. Fez-se um minuto eterno de silêncio e logo depois Maria Angula viu o resplendor fosforescente de um fantasma. Um grito surdo e prolongado paralisou-a.

- Maria Angula, devolva minhas tripas e o meu estômago, que você roubou da santa sepultura!

Maria Angula sentou-se na cama, horrorizada, e, com os olhos esbugalhados de tanto medo, viu a porta se abrir, empurrada lentamente por essa figura luminosa e descarnada.

A mulher perdeu a fala. Ali, diante dela, estava o defunto, que avançava mostrando-lhe o seu semblante rígido e o seu ventre esvaziado.

- Maria Angula, devolva as minhas tripas e o meu estômago, que você roubou da minha santa sepultura!

Aterrorizada, escondeu-se debaixo das cobertas para não o ver, mas imediatamente sentiu umas mãos frias e ossudas puxarem-na pelas pernas e arrastarem-na gritando:

- Maria Angula, devolva as minhas tripas e o meu estômago, que você roubou da minha santa sepultura!

Quando Manuel acordou, não encontrou mais a esposa e, muito embora tenha procurado por ela em toda parte, jamais soube do seu paradeiro.


Fonte: Terra / Informante: María Gómez / Versão: Jorge Renán de la Torre.

A Mulata de Córdoba


Diz uma antiga lenda colonial que, há quase três séculos, vivia na cidade de Córdoba, perto de Veracruz, Vice-Reino da Nova Espanha, uma mulher muito formosa, que jamais envelhecia a despeito do passar dos anos. Todos a chamavam de ‘Mulata’, por causa da cor de sua pele, dourada pelo sol.

Além do mais, corria a fama de que esta mulher era advogada das causas impossíveis: as moças que não tinham prazer no sexo, os homens que perderam o vigor, os trabalhadores sem emprego, as pessoas com enfermidades graves, todos a procuravam para resolver seus problemas e, a todos eles, a Mulata atendia.

Acontece que os homens ficavam presos por sua formosura e disputavam entre si para ver qual conquistaria o seu coração. Ela, porém, não correspondia a nenhum deles, pelo contrário, os desdenhava. Todos comentavam os poderes da Mulata e diziam que era uma bruxa, uma poderosa feiticeira. Algumas pessoas garantiam que já haviam surpreendido a Mulata voando sobre os telhados, sem falar nos seus belos olhos negros, que, segundo diziam, despediam miradas diabólicas ao mesmo tempo em que a bela sorria com seus lábios vermelhos e dentes muito brancos.

Falavam a boca pequena que a Mulata tinha pacto com Satã e o recebia em sua casa. Quando ele a visitava, sempre depois da meia-noite, quem passasse defronte à casa da bruxa veria claramente uma luz sinistra brilhando por entre as rendas do cortinado e pelas frestas da porta: uma luz infernal, como se dentro da casa estivesse ocorrendo um grande incêndio. A fama daquela mulher ultrapassava fronteiras, era imensa! Até canções populares cantavam os seus prodígios.

Ninguém sabe ao certo por quanto tempo essas histórias circularam, aumentando a fama da Mulata. O que todos dão por certo é que, um certo dia, foi levada da cidade de Córdoba e conduzida, presa, pelo Tribunal da Inquisição, para os sombrios cárceres do Santo Ofício no México, acusada de bruxaria e satanismo.

Conta-se que, na manhã do dia em que deveria ser executada o carcereiro entrou no calabouço onde estava acorrentada, e ficou surpreso ao ver que em uma das paredes da cela a Mulata desenhara um navio. Ela sorriu e lhe perguntou: “Bom dia, carcereiro, podes me dizer o que falta neste navio? ” O pobre-diabo respondeu com uma imprecação: “Tu és uma desgraçada! Se te arrependesses, não irias agora morrer! ”

Ela, porém, insistiu: “Anda, diz-me o que falta a este navio”. Intrigado com a pergunta, o carcereiro respondeu: “Claro está que falta um mastro. ” Ao que a Mulata prontamente retrucou: “Se um mastro lhe falta, um mastro ele terá! ” O carcereiro se retirou da cela com o coração cheio de confusão, não conseguia entender as palavras enigmáticas da Mulata.

Por volta do meio-dia, o carcereiro voltou à cela e contemplou admirado o desenho. “E agora, carcereiro, o que falta ao navio? ” Perguntou a bela mulher. Mais uma vez ele exortou-a: “Desafortunada mulher, se queres salvar tua alma das chamas do inferno, ajoelha e suplica o perdão perante a Santa Inquisição, encarregada de te julgar. O que pretendes com tais perguntas? Está claro que ao navio faltam as velas. Imediatamente a mulher replicou: “Se as velas lhe faltam, as velas ele terá! ”

Mais uma vez o carcereiro se retirou, abismado com aquela misteriosa mulher que, nas últimas horas de vida que lhe restavam, desperdiçava o tempo desenhando, sem temor da morte. Quando caiu a tarde, hora em que se cumpriria o destino da Mulata, estando tudo preparado para sua execução, o carcereiro entrou pela terceira vez em sua cela. Ela aguardava-o, sorridente, de tal forma que sua beleza exuberante mais se destacava no cenário feio e sujo do calabouço.

Perguntou-lhe: E agora, o que falta ao meu navio? O homem, aflito, gritou: “Infeliz mulher, põe tua alma nas mãos de Deus Nosso Senhor e arrepende-te dos teus pecados. A este navio, a única coisa que falta é navegar, está perfeito! ”

A Mulata, mais bela que nunca, respondeu, exultante: “Pois se Vossa Mercê o deseja com toda força de sua vontade, o meu navio navegará! ”

Dito isto, sob o olhar aterrado do carcereiro, a Mulata, tão veloz quanto o vento que começou a soprar, saltou para o navio e este começou a se mover, primeiro lenta, e, depois, muito rapidamente, a toda vela, e em questão de minutos desapareceu, levando a formosa prisioneira.

O homem caiu de joelhos, imobilizado pela surpresa, seus olhos saltavam das órbitas, sua boca não poderia estar mais aberta e seus cabelos estavam em pé! Ninguém jamais voltou a colocar os olhos na Mulata. Todos imaginam que esteja com o demônio.


Fontes: Leyendas Coloniales; Lendo e Aprendendo.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Jack da Lanterna era Nabo


O costume de se usar abóboras no Dia das Bruxas, surgiu com os imigrantes irlandeses, que chegavam em grande quantidade nos Estados Unidos nos idos do século XIX. Usavam nabos em sua terra natal e se deram mal na terrinha do Tio Sam: os nabos eram raros! Que fazer? .... Esse povo de origem celta os substituiu por abóboras ...

Dizia a lenda que um homem chamado Jack, após a morte, foi proibido de entrar no paraíso porque enquanto esteve na terra foi pão-duro. Já as portas do inferno foram fechadas porque fez o diabo de bobo, escavando, no interior do tronco de uma árvore, uma cruz. O demônio ficou aprisionado lá dentro até jurar que nunca mais iria provocá-lo com tentações.

Sem ter para onde ir Jack foi condenado a andar na escuridão até o juízo final. Então, ele implorou a Satã que acendesse brasas para iluminar seu caminho. O diabo deu-lhe um pequeno pedaço de carvão incandescente. Para proteger a luz, o irlandês colocou o carvão dentro do buraco de um nabo. Surgiu assim o jack o’lantern (Jack da Lanterna) como é conhecida a lenda.

A ideia de usar um nabo surgiu com os Celtas, povo que se espalhou pela Europa entre 2.000 e 100 a.C. Um dos símbolos do seu folclore era um grande nabo com uma vela espetada.

Quando os irlandeses chegaram aos Estados Unidos, encontraram pouquíssimos nabos nos campos. Mas havia abóboras em abundância. Os imigrantes fizeram a substituição. Cultura (in)útil é com o Gato Peleque talvez celta (peleque = vira-lata). Um boa noite para vocês!


Fontes: Superinteressante; Wikipédia.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Destinos assustadores: Charles Bridge


Praga, República Checa

Dizem ser assombrada por dez senhores decapitados que perambulam a ponte à noite. A história da ponte é macabra: existem 27 estátuas ao longo da ponte, estátuas de líderes Checos, hoje santos. Elas foram construídas no local exato onde esses líderes foram executados brutalmente por Jan Mydlar: 24 decapitações e 3 enforcamentos.

Um dos locais mais famosos de Praga, Charles Bridge é normalmente a primeira parada para muitos visitantes. A ponte está alinhada com as estátuas de pedra dos santos, dando aos visitantes a sensação de que eles estão sendo observados enquanto fazem seu caminho para o outro lado. No entanto, a lenda que um desses santos não foi morto exatamente no momento em que foi transformada em uma estátua.

O conto diz que no século 14, São João Nepomuceno tinha acabado de tomar a confissão da rainha Joana, esposa do rei Venceslau IV. Quando o santo se recusou a dizer ao rei, precisamente o que foi confessado, o rei mandou o padre ser torturado antes de ser jogado fora da ponte e deixado para morrer. Seu fantasma andou a ponte por 300 anos, até o século 17, quando foi congelado e colocado em forma de estátua.

Se você tocar a estátua poderá manter qualquer segredo seguro e garantido que ele não será descoberto por ninguém. Apesar de São João já não assombrar a ponte, não é aconselhável para cruzar a área da meia-noite.

Isto é quando os fantasmas dos dez senhores, executados na Idade Média, aparecem cantando canções tristes, com a intenção de assustar alguém atravessando a ponte durante a hora das bruxas.

A lenda também diz que essa ponte jamais cairá, porque à sua argamassa foram incorporados ovos e vinho.


Fonte: Portugal paranormal; 10 destinos assustadores

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Hoje é Halloween


Hoje, dia 31 de outubro, se comemora o Halloween, mais conhecido no Brasil como o “Dia das Bruxas”. As comemorações do Halloween são mais comuns nos países anglo-saxônicos, com especial relevância aos Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido, tendo como base e origem as celebrações dos antigos povos celtas. Acredita-se que "na passagem dessa noite as almas saem de seus túmulos e partem pelas ruas amedrontando todos aqueles que estão por perto".

O dia das bruxas se infiltrou em nossas comemorações de forma tímida, pois o Brasil, país que celebra as coisas boas da vida, não se vê em meio a festividade aos mortos. Apesar de sua pequena influência, pode ser vista em escolas, clubes, casas noturnas e shoppings de várias cidades, mas como dito anteriormente, não adquire força expressiva, já que nem o folclore local é efetivamente comemorado.

Muitos nacionalistas dão créditos à influência do imperialismo cultural americano a vinda do halloween, assim, alguns brasileiros, localizados em São Luiz do Paraitinga, cidade paulista, decretou o dia 31 de outubro como o dia oficial do Saci Pererê em protesto à inclusão do Halloween. A maioria das manifestações critica a posição dos brasileiros em importar a cultura americana, já que o país tem grande diversidade folclórica que não é aproveitada e comemorada.

Apesar de todo o esforço da imprensa em destacar essa festividade norte-americana, os brasileiros não costumam festejar a data. É uma festa celebrada por poucos. No Rio de Janeiro as manifestações são caracterizadas por placas espalhadas pela cidade opondo tal prática e ainda em pedido ao retorno das considerações brasileiras, isto é, dar valor e importância às crenças nascidas no país, deixando manifestar o patriotismo dentro de nossa cultura.

Fonte: Brasil Escola; Wikipedia.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Baba Yaga


Baba Yaga é uma figura folclórica do leste europeu, imaginada como um bruxa velha e ossuda, senhora da magia e espírito da floresta, que viaja pelos céus montada em um almofariz (pilão). Os rastros que deixa, apaga com uma vassoura. "Baba" significa "avó" e "Yaga" é diminutivo de Yadviga, nome eslavo derivado do alemão e equivalente ao português Edviges. Segundo o linguista germano-russo Max Vasmer, também é possível que seu nome derive do proto-eslavo ęgа, "dor".

Vive em uma cabana na floresta, muito pequena, que dança sobre um par de patas de galinha e é cercada por uma paliçada de ossos humanos com crânios no alto de cada poste, exceto um, reservado ao protagonista da história. O buraco de fechadura da sua porta é uma boca cheia de dentes afiados.

Em alguns contos, a bruxa entra voando pela chaminé e a cabana não tem janelas ou porta visível. A porta está sempre do lado oposto de quem quer entrar. Só aparece quando é dita uma frase mágica: "Cabana, ó cabana, vire as costas para a floresta e a frente para mim".



Pela descrição, a cabana de Baba Yaga se assemelha às cabanas elevadas construídas pelos siberianos para proteger seus suprimentos de animais selvagens e também para abrigar seus ídolos. Cabanas como essas, circundadas de paliçadas, também foram usadas em rituais de cremação na Rússia antiga.

Em alguns contos, três cavaleiros reportam-se diariamente a ela: um de branco, que cavalga um cavalo branco com arreios brancos, que é o Cavaleiro da Manhã, um vermelho, que é o Cavaleiro do Meio-Dia e um negro, Cavaleiro da Tarde. Dentro da casa, tem servos invisíveis. Ela dá explicações sobe os cavaleiros se lhe perguntarem, mas mata o visitante se lhe perguntarem sobre os servos.



Baba Yaga é às vezes a antagonista, outras vezes ajuda e dá conselhos ao herói. Há histórias nas quais ajuda pessoas em suas buscas e outras nas quais rapta crianças e ameaça comê-las. Procurar sua ajuda é considerado perigoso. É necessária uma preparação adequada, pureza de espírito e polidez.

Na Polônia, Baba Jaga é uma bruxa má que voa montada num esfregão e a casa se apoia sobre um só pé de galinha.

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Fontes: Fantastipédia; Wikipédia.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A Procissão dos Ossos

Em Portugal, em 1498, determinou o rei dom Manuel que à Irmandade da Misericórdia fosse permitido todos os anos, no dia de Todos os Santos, retirar dos patíbulos os restos ainda pendentes dos justiçados para lhes dar sepultura. 

Foi esta a origem da procissão dos ossos. Investida a Misericórdia do Rio de Janeiro nos privilégios e atribuições da sua congênere de Lisboa, que lhe servira de modelo, assumiu também aqui o mesmo encargo.

À tarde do dia primeiro de novembro começavam a dobrar funebremente os sinos de todas as igrejas, tocando a defuntos. No início da noite, concluídas as vésperas, saíam os irmãos da Misericórdia, em solene cortejo, com os farricocos carregando duas “tumbas” para recolher as ossadas ao pé da forca.

Era o mais funéreo espetáculo que se possa imaginar. Quem quiser conhecer a organização desse préstito encontrará a descrição pormenorizada no velho “compromisso” da Irmandade, no capítulo que diz: “Do modo com que se hão de ir buscar as ossadas dos que padeceram por justiça…”


Cumprida a sua macabra missão, regressava a procissão à igreja da Misericórdia onde eram depositadas as tumbas. Havia então sermão e ofício dos mortos. Revezando-se, os irmãos velavam os restos mortais recolhidos que, na manhã seguinte, eram inumados no cemitério atrás do hospital.

Com o abrandamento dos costumes e o aperfeiçoamento da civilização, deixou de ser proferida a sentença de morte natural para sempre e a procissão dos ossos pouco a pouco foi perdendo a razão de ser, até que se extingüiu.

Fonte: Coaracy, Vivaldo. Memórias da cidade do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Livraria José Olympio Editora, 1965. Coleção Rio Quatro Séculos, 3

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Superstições populares


Do latim "superstitione", o Dicionário Aurélio define superstição da seguinte maneira: a) sentimento religioso baseado no temor ou na ignorância, e que induz ao conhecimento de falsos deveres, ao receio de coisas fantásticas e à confiança em coisas ineficazes; crendice; b) crença em presságios tirados de fatos puramente fortuitos; c) apego exagerado ou infundado a qualquer coisa. Veja a seguir algumas das mais conhecidas superstições populares com prováveis explicações para seu surgimento:

Gato preto

Durante a Idade Média, imaginava-se que os gatos eram na verdade bruxas transformadas, ou que eles tinham alguma relação com o diabo. Com isso, muitos felinos foram caçados e mortos. Durante a Inquisição, quando se queimava alguém acusado de bruxaria, era normal também queimar os gatos da pessoa. Por outro lado, existem tradições pagãs onde o gato preto (ou de qualquer cor) é considerado benéfico, trazendo prosperidade e protegendo a casa dos maus espíritos.

Passar sob uma escada

Nada mais antigo e obvio: uma escada colocada em algum lugar supõe que alguém tenha subido nela para fazer alguma coisa. Essa ‘alguma coisa’ pode cair na cabeça de quem passar por baixo. Isso sem mencionar que uma pessoa pode bater na escada sem querer e derrubar quem está no alto.

Coçar a mão

Se for a direita, significa dinheiro. Se for a esquerda, dívidas. Não se sabe ao certo quando surgiu essa superstição, mas, por via de dúvida, quando a mão direita coçar, coloque- a no bolso. Segundo dizem, isso atrairá ainda mais dinheiro.

Espelho quebrado sete anos de azar.

Se hoje o espelho é algo comum, em épocas remotas, era um artigo de luxo ao qual só os nobres tinham acesso. Para evitar o descuido dos criados, criou-se a superstição. E a partir dessa surgiram outras: quem olhar um espelho à luz de velas, poderá ver como irá morrer.

Vassoura

Vassoura atrás da porta faz as visitas indesejáveis irem embora logo (essa é antiga e, segundo consta, funciona mesmo). Outra superstição diz que, se uma mulher passar por cima de uma vassoura caída, ela engravidará logo. Também dizem que varrer os pés de alguém com uma vassoura faz a pessoa ficar solteira. A vassoura sempre foi considerada um elemento mágico por natureza. A wicca e outras religiões de natureza pagã a consideram um símbolo um símbolo e ferramenta de poder, de modo que essa pode ser a origem das superstições.

O número 13

Algumas pessoas o consideram um número de muito azar. Em alguns prédios nos EUA o 13º andar nem mesmo aparece nos números dos elevadores. Outras pessoas vêem o13 como número de sorte em virtude de coincidências felizes. Quem será que tem razão?

Bater na madeira

Além das superstições que dão azar, existem as usadas para atrair a sorte. Na maior parte, podemos traçar a origem dessa crendice nos cultos pagãos da antiga Europa e nos escravos trazidos da África. Com o avanço do cristianismo, as religiões de muitos lugares acabaram sendo absorvidas e seus ensinamentos se transformaram em lendas, que tinham por objetivo atrair sorte para quem as seguisse.

Bater 3 vezes na madeira

Esse costume nasceu da idéia de que demônios e duendes malignos ficavam sobre a mesa escutando a conversa dos humanos e preparando possíveis maldades. Quando alguém falava de algo importante que estava para acontecer, batia na madeira para afastar as criaturas e garantir o sucesso.

Sal

O sal é considerado sagrado para várias religiões, sendo inclusive utilizado como pagamento para os mercenários no antigo Império Romano (de onde surgiu o nome salário). Acredita-se que em sua forma bruta ou não-refinada ele afaste o azar, traga boa sorte a quem o carrega consigo e permite exorcizar os maus espíritos.

Entrar com o pé direito

Esse costume surgiu porque a Igreja Católica acreditava que os canhotos tinham ligação com as forças demoníacas. Assim, o lado direito representaria o certo, o divino. Ao entrar com o pé direito, a pessoa atrairia as forças divinas e a sorte, afastando os espíritos malignos de seu caminho. Os canhotos discordam.

Alho

O alho é visto como uma planta extremamente forte do ponto de vista mágico. É considerado eficaz contra o mau-olhado vampiros e todo tipo de forças malignas. Ter alho em casa afasta as forças negativas e atrai os bons espíritos.

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Fonte: Matéria retirada da revista 'Sexto Sentido' - Ano 2 - nº 13 - Por Alex Alprim. Mythos Editora. (www.mythoseditora.com.br)

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Os 10 piratas mais famosos


Conheça dez piratas famosos que realmente existiram e escolha seu preferido:

Os irmãos Barbarossa (ou Barba-Ruiva)

“Rossa”, em italiano, significa vermelho, ruivo e talvez os nomes Aruj e Hizir não sejam familiares, mas com certeza muitos já ouviram falar do pirata Barba-Ruiva. Barbarossa foi o nome dado aos irmãos turcos pelos corsários europeus. Sua base era na África e eles atacavam várias cidades costeiras, se tornando os homens mais temidos da região.

Sir Francis Drake


Um dos mais famosos piratas que navegavam pelas águas do Caribe, Francis Drake (1540 - 27 de Janeiro 1596) era considerado um nobre por alguns (Rainha Elizabeth I da Inglaterra o condecorou cavaleiro em 1581) e um bandido por outros (Espanha). Ele navegou pelo mundo e derrotou boa parte da Armada Espanhola. Suas pilhagens pela costa do Caribe, especialmente nas colônias espanholas, representam uma das maiores quantias arrecadadas com a pirataria. Ele morreu de disenteria em janeiro 1596, depois de um mau ataque a San Juan, Porto Rico.

Calico Jack

Calico Jack Rackham foi o primeiro a usar o emblema “oficial” dos piratas – a bandeira com a caveira e duas espadas cruzadas (conhecida no Caribe antigo como Jolly Roger). Ele é mais conhecido pela associação com Anne Bonny e por sua “clássica morte pirata” do que por seus feitos e pilhagens. Ele foi capturado na Jamaica e, para servir de aviso para outros piratas, foi enforcado e pendurado em um lugar alto, hoje conhecido como Rackham’s Cay.

Henry Morgan

Morgan é tão popular que hoje existe uma marca de rum que carrega seu nome. Henry Morgan (País de Gales 1635 — Jamaica, 25 de agosto de 1688) foi um oficial que se coverteu em corsário, associando-se com o pirata holandês Eduard Mansvelt e tendo o governador da Jamaica, Thomas Modyford como protetor, saqueou grande parte do Caribe, principalmente o Panamá, na época uma colônia espanhola.

Capitão Kidd

William Kidd (Greenock, 22 de janeiro de 1645 - 23 de maio de 1701) Levado para o mar ainda criança, emigrou para a América do Norte, residindo em Nova Iorque. Possuiu o próprio navio e em 1689 distinguiu-se como capitão a serviço da Inglaterra contra a França e na captura de embarcações piratas. Mas, ao atacar embarcações islâmicas, no mar Vermelho, foi rechaçado por um navio inglês que fazia escolta à essa frota mercante. Depois de outros incidentes infelizes, foi considerado à margem da lei pelos ingleses, sendo então preso e enforcado como pirata. Até hoje persistem boatos sobre a localização do enorme tesouro que ele teria reunido nos anos de pirataria e enterrado em alguma ilha perdida.

Bartholomeu Roberts

Bartholomeu Roberts (1682 — 1722), também conhecido por Black Bart, foi um pirata dos primeiros anos do século XVIII que embora não sendo o mais famoso, foi o mais bem sucedido era de ouro da pirataria, nas águas africanas e caribenhas. Derrotou mais de 400 outros barcos em apenas quatro anos de pirataria. Era um homem de muito sangue frio e raramente deixava algum inimigo viver. Foi intensamente caçado pelo governo britânico e, por fim, morreu no mar.

Ching Shih

E quem disse que as mulheres não participaram ativamente da era de ouro da pirataria? Ching Shih foi capturada por piratas de um bordel cantonês e logo orquestrou seu caminho para a glória, se tornando uma das primeiras capitãs. Ela chegou a comandar uma frota com mais de cem navios e terminou a sua carreira em 1810, aceitando uma oferta de anistia do governo chinês. Ela manteve ainda seu barco, casou-se com o seu tenente e abriu uma casa de jogos. Morreu em 1844, com a idade de 69 anos.

Capitão Samuel Bellamy

Samuel Bellamy (23 de fevereiro de 1689 – 26 de abril de 1717), pirata inglês, mais conhecido pela alcunha de "Black Sam" Bellamy, apesar de ter morrido com apenas 28 anos, marcou seu nome na história pirata, capturando vários navios, incluindo o famoso Whydah Gally, um navio negreiro que vinha carregado com escravos e ouro. Ele tomou o Gally como seu “navio sede”, mas acabou morrendo com ele, em meio a uma enorme tempestade em 1717.

Anne Bonny

Já comentamos mais acima sobre Anne Bonny (8 de março de 1702 – possivelmente 22 ou 24 de abril de 1782), parceira de Calico Jack. Ela é a mais famosa pirata da história e dizem que era bonita, esperta e tão terrível como qualquer homem pirata. Ela era filha de latifundiários, mas abandonou sua vida tranqüila em 1700 e resolveu se tornar um “homem” do mar. Segundo a lenda, ela só foi poupada de ser morta com Calico Jack e com o resto de sua tripulação porque estava grávida (do próprio capitão).

Barba Negra

Barba Negra em gravura (circa 1736).

Barba Negra (Black Beard) se chamava na verdade Edward Teach (circa 1680 - Ocracoke, 22 de novembro de 1718). Ele era um corsário a ativo a favor dos ingleses, mas depois da Guerra da Sucessão Espanhola, se tornou pirata. Apesar da exuberância que ganhou o apelido dele, o aspecto mais proeminente da lenda de Barba Negra é o grande tesouro que teria sido enterrado por ele e que nunca foi encontrado. Porém, até hoje há dúvida de que o tesouro tenha existido. Sua embarcação foi encontrada em 1996 no litoral da Flórida, a uma profundidade aproximada de 10 metros; vários outros artefatos do navio foram resgatados, recuperados e conservados.

Fontes: HypeScience; wikipédia.