domingo, 18 de março de 2012

Anfisbena


Anfisbena, palavra grega, que significa "que vai em duas direções", do (amphis), que significa "ambos os caminhos", e (bainein), que significa "ir", também chamado a Mãe das Formigas, é uma serpente mitológica, que come formigas e com uma cabeça em cada ponta.

Segundo a mitologia grega, a Anfisbena nasceu do sangue que gotejou da cabeça de Górgona Medusa quando Perseu voou por cima do Deserto da Líbia, com ela em suas mãos.

Foi então que o exército de Cato encontrou-a junto com outras serpentes em sua marcha. A Anfisbena alimentou-se dos cadáveres deixados para trás.

Ela tem sido citada por poetas, como Nicandro de Cólofon, John Milton, Alexander Pope, Alfred Tennyson, e Alfred Edward Housman, e a Anfisbena como uma criação mitológica e lendária foram citados por Lucano, Caio Plínio Segundo, Isidoro de Sevilha, e Thomas Browne, os últimos dos quais desiludiram a sua existência.

Aparência

“A Amphisbaena tem cabeça dupla, uma que está na extremidade da cauda, bem, como se não fosse o suficiente para ser envenenado por uma boca" (Caio Plínio Segundo. Naturalis Historia, circa 77 AD). Porém, os desenhos medievais e posteriores muitas vezes mostram-na com dois ou mais pés escamosos, em particular pés de frango e asas emplumadas. Alguns até representam-na como uma criatura chifruda, semelhante a um dragão com o rabo de cabeça-de-serpente e orelhas pequenas e redondas, enquanto outras têm os dois "pescoços" do mesmo tamanho para que não possam ser destinguido qual é a cabeça traseira.

Muitos relatos da Anfisbena dizem que seus olhos incandescem como luz de velas ou como relâmpago, mas o poeta Nicandro parece contradizer isto descrevendo-a como "sempre de olho fosco". Ele também diz que "de uma ponta a outra sobressai um queixo embotado; cada um é distante um do outro." O relato de Nicandro de Cólofon parece estar se referindo ao que de fato é chamado de Anfisbena.

Fonte: Wikipédia.

Bacantes e mênades


Na mitologia grega, as Mênades, (de mainomai, ”enfurecido”), também conhecidas como bacantes, tíades ou bassáridas, eram mulheres seguidoras e adoradoras do culto de Dioniso (ou Baco, na mitologia romana). Eram conhecidas como selvagens e endoidecidas, de quem não se conseguia um raciocínio claro.

Durante o culto, dançavam de uma maneira muito livre e lasciva, em total concordância com as forças mais primitivas da natureza.

Os mistérios que envolviam o deus provocavam nelas um estado de êxtase absoluto, entregando-se a desmedida violência, derramamento de sangue, sexo, embriaguez e autoflagelação.

Em geral, as bacantes são representadas com um tirso feito com um caule de ferula (Ferula communis, família Apiaceae) encimado por uma pinha (Pinus spp., família Pinaceae) e coroadas com uma grinalda de hera (Hedera helix, família Araliaceae).

Uma célebre peça de teatro grego tem como título “As Bacantes” e foi escrita por Eurípides (c.480-406 a.C.). Um pequeno trecho desta peça, referente ao coro: “…As bocas sem freio e a loucura sem lei abismam-se no infortúnio. A vida tranquila e a sabedoria conservam-se ao abrigo do desgaste e garantem a sua duração. Por muito longe que os deuses celestes habitem no Éter, eles vêem as obras dos mortais. Sofismas não são sabedoria, como não o é ter os sentimentos de um simples mortal. A vida passa breve. Porquê vivermos o dia presente com demasiadas ambições? São assim os insensatos e os homens de mau conselho…”.

Na obra intitulada "Dionisíacas" são citadas dezoito mênades:

01 - Egle - o esplendor
02 - Calícore - a formosa dança;
03 - Eupétale - as belas pétalas;
04 - Ione - a harpa;
05 - Cálice - a taça;
06 - Bruisa - a florescente;
07 - Silene - a lunar;
08 - Rode - a rosada;
09 - Oquínoe - a mente veloz;
10 - Ereuto - a corada;
11 - Acrete - o vinho sem mistura;
12 - Mete - a embriaguez;
13 - Enante - a foice;
14 - Arpe - a flor do vinho;
15 - Licaste - a espinhosa;
16 - Estesícore - a bailarina;
17 - Prótoe - a corredora;
18 - Trígie - a vindimadora;

Fontes: Etnobiodiversidade.blogspot.com.br; Wikipédia.

Borametz

O Borametz ou cordeiro vegetal da Tartária, também chamado de Borametz e Polypodium borametz e polipódio chinês, é uma planta com a forma de um cordeiro, coberta de penugem dourada. Eleva-se sobre quatro ou cinco raízes. As plantas morrem ao redor dela, enquanto ela se mantém louçã. Quando a cortam, sai um sumo sangrento. Os lobos têm prazer em devorá-la.

Sir Thomas Browne descreve-a no livro III na obra Pseudodoxia Epidemica (Londres, 1646). Em outros monstros combinam-se espécies ou gêneros animais, enquanto no Borametz, o reino vegetal e o reino animal.

Recordemos a esse propósito a Mandrágora que grita como um homem quando arrancada, a triste selva dos suicidas, num dos circulos do Inferno, de cujos troncos feridos brotam ao mesmo tempo sangue e palavras, e a árvore sonhada por Chesterton, que devorou os pássaros que haviam feito ninho em seus ramos e que, na primavera, deu penas ao inves de folhas.

Fonte: Fantastipédia.

A lenda dos Gremlins

Os Gremlins vão chegar se você não tomar cuidado! (U.S. National Archives - c. 1942-1943)

Um gremlin é uma criatura mitológica de natureza malévola popular na tradição saxã. O nome gremlin provém do inglês antigo grëmian, que significa “irritar” ou “incomodar”. Também está relacionado com grim, “sinistro”, e no termo alemão, grämen, “confusão”.

Os gremlins são populares como criaturas capazes de sabotar qualquer tipo de equipamento. A popularidade dos gremlins veio de uma história contada entre os pilotos da RAF (Força Aérea Britânica) a serviço no Oriente Médio durante a Segunda Guerra Mundial. Esses seres seriam uma forma de explicar os frequentes acidentes que aconteciam durante os vôos, as estranhas quedas que ocorriam na ausência de ataques inimigos.

Foram feitos dois filmes sobre essas criaturas, mostrando todos os seus aspectos críticos: Gremlins (Joe Dante, 1984) e Gremlins 2 (Joe Dante, 1990).

Os gremlins nesses filmes são apresentados em duas fases: a Mogwai, que seria o estágio infantil destes seres, no qual são quase inofensivos, e Gremlins, que são muito perigosos. Diz-se também que existem três coisas que não pode ser feito com um Gremlin ou Mogwai e deve ser evitado a todo custo para que tudo corra bem. A primeira é que a luz não deve ser administrada diretamente a eles, pois a odeiam: não se deve dar a luz do sol, sob o risco de ser morto. A segunda é que eles nunca devem entrar em contato com a água, pois quando isso ocorre com um Mogwai, saem bolas de pelos de suas costas, e assim ele se reproduz, em cópias parecidas, porém, mais travessas. Mas o que jamais se deve fazer a um Mogwai é alimentá-lo depois da meia noite, realizando assim a metamorfose, da fase infantil (Mogwai) para o adulto (Gremlin), encapsulando-se em uma pupa, como uma borboleta.

Eles também tiveram aparições em desenhos animados da Warner Bros, e da mesma no filme "Twilight Zone" , que apresenta uma criatura mais assustadora e letal.

Os gremlins também apareceram na expansão do jogo eletrônico Quake intitulada "Quake:Scourge of Armagon".No jogo,eles podem roubar a arma que o jogador estiver usando no momento e usá-la contra este.

Fonte: Wikipédia.

Apolônio de Tiana

Apolônio de Tiana (Tiana, 13 de março de 2 a.C. – Éfeso, c. 98), filósofo neo-pitagórico e professor de origem grega, influenciou, com seus ensinamentos, o pensamento científico por séculos após a sua morte.

A principal fonte sobre a sua biografia é a "Vida de Apolônio", de Flávio Filóstrato, na qual alguns estudiosos identificam uma tentativa de construir uma figura rival à de Jesus Cristo. Apolônio também é citado nas obras "A Vida de Pitágoras", de Porfírio, e "A Vida Pitagórica", de Jâmblico. Acredita-se ainda que ele seja o personagem "Apolo", citado na Bíblia em Atos dos Apóstolos e I Coríntios.

Apolônio foi vegetariano e discípulo de Pitágoras, com base no seu escrito, abaixo:

    "Por mim discerni uma certa sublimidade na disciplina de Pitágoras, e como uma certa sabedoria secreta capacitou-o a saber, não apenas quem ele era a si mesmo, mas também o que ele tinha sido; e eu vi que ele se aproximou dos altares em estado de pureza, e não permitia que a sua barriga fosse profanada pelo partilhar da carne de animais; e que ele manteve o seu corpo puro de todas as peças de roupa tecidas de refugo de animais mortos; e que ele foi o primeiro da humanidade a conter a sua própria língua, inventando uma disciplina de silêncio descrito na frase proverbial, 'Um boi senta-se sobre ela.' Eu também vi que o seu sistema filosófico era em outros aspectos oracular e verdadeiro. Então corri a abraçar os seus sábios ensinamentos…"

Nascido na cidade de Tiana (Turquia), na província da Capadócia, na Ásia Menor, então integrante do Império romano, alguns anos antes da era cristã, foi educado na cidade vizinha de Tarso, na Cilícia, e no templo de Esculápio em Aegae, onde além da Medicina se dedicou às doutrinas de Pitágoras, vindo a adotar o ascetismo como hábito de vida em seu sentido pleno.

Após manter um juramento de silêncio por cinco anos, ele partiu da Grécia através da Ásia e visitou Nínive, a Babilônia e a Índia, absorvendo o misticismo oriental de magos, brâmanes e sacerdotes. Durante esta viagem, e subsequente retorno, ele atraiu um escriba e discípulo, Damis, que registrou os acontecimentos da vida do filósofo. Estas notas, além de cobrirem a vida de Apolônio, compreendem acontecimentos relacionando a uma série de imperadores, já que viveu 100 anos. Eventualmente essas notas chegaram às mãos da imperatriz Julia Domna, esposa de Septímio Severo, que encarregou Filóstrato de usá-las para elaborar uma biografia do sábio.

A narrativa dessas viagens por Damis, reproduzida por Filóstrato, é tão repleta de milagres, que muitos a têm considerado como de caráter imaginário. Em seu retorno à Europa, Apolônio foi saudado como um mágico, e recebeu as maiores homenagens quer de sacerdotes quer de pessoas em geral. Ele próprio se atribuiu apenas o poder de prever o futuro; já em Roma afirma-se que trouxe à vida a filha de um senador romano. Na auréola do seu poder misterioso ele atravessou a Grécia, a Itália e a Espanha. Também se afirmou que foi acusado de traição tanto por Nero quanto por Domiciano, mas escapou por meios milagrosos. Finalmente Apolônio construiu uma escola em Éfeso, onde veio a falecer, aparentemente com a idade de cem anos. Filóstrato mantém o mistério da vida do seu biografado ao afirmar: "Com relação à maneira de sua morte, ‘se ele morreu’, as narrativas são diversas."

Esta obra de Filóstrato é geralmente considerada como um trabalho de ficção religiosa. Ela contém um número de histórias obviamente fictícias, através das quais, no entanto, não é de todo impossível discernir o caráter geral do homem. No século III, Hierócles esforçou-se para provar que as doutrinas e a vida de Apolônio eram mais valiosas do que as de Cristo, e, em tempos modernos, Voltaire e Charles Blount (1654-1693), o livre-pensador inglês, adotaram um ponto de vista semelhante. À parte este elogio extravagante, é absurdo considerar Apolônio meramente como um charlatão vulgar e um fazedor de milagres. Se descartamos a massa de mera ficção que Filóstrato acumulou, ficaremos com um reformador sincero, altamente imaginativo, que tentou promover um espírito de moralidade prática.

Escreveu muitos livros e tratados sobre uma ampla variedade de assuntos durante a sua vida, incluindo ciência, medicina, e filosofia.

As suas teorias científicas foram finalmente aplicadas à ideia geocêntrica de Ptolemeu que o Sol revolvia ao redor da Terra. Algumas décadas após a sua morte, o Imperador Adriano colecionou os seus trabalhos e assegurou a sua publicação por todo o império.

A fama de Apolônio ainda era evidente em 272, quando o Imperador Aureliano sitiou Tiana, que tinha se rebelado contra as leis romanas. Num sonho ou numa visão, Aureliano afirmava ter visto Apolônio falar com ele, suplicando-lhe poupar a cidade de seu nascimento. À parte, Aureliano contou que Apolônio lhe disse "Aureliano, se você deseja governar, abstenha-se do sangue dos inocentes! Aureliano, se você conquistar, seja misericordioso!" O Imperador, que admirava Apolônio, poupou desse modo a cidade. Também no século III, Flávio Vopisco, em seu escrito sobre Aureliano, cita Apolônio.

O Livro de Pedras, do alquimista medieval islâmico Jabir ibn Hayyan, é uma análise prolongada de trabalhos de alquimia atribuídos a Apolônio (aqui chamado Balinas) (ver, por exemplo, Haq, que fornece uma tradução para o inglês de muito do conteúdo do Livro de Pedras).

Devido a algumas semelhanças de sua biografia com a de Jesus, Apolônio foi, nos séculos seguintes, atacado pelos Padres da Igreja sendo considerado desde um impostor até um personagem satânico. Mas houve também quem o exaltou comparando-o aos grandes magos do passado, como Moisés e Zoroastro.

Apolônio faleceu em Éfeso, cerca de 98.

Bibliografia: - Eduardo Amarante, Dulce Leal Abalada & George Robert Stowe Mead, Apolônio de Tiana, O Taumaturgo Contemporâneo de Jesus, Zéfiro, 2009.

Fonte: Wikipédia.
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