domingo, 6 de março de 2016

A Quarta Morte de Musyoka Mututa


Musyoka Mututa, de Kitui, Quênia, foi sepultado em setembro de 1985. Seu irmão Timothy disse que o corpo ficara insepulto durante dois dias.

- Demoramos dois dias para enterrá-lo, aguardando alguma eventualidade, embora não esperássemos mais nenhum milagre - declarou ele. - Meu irmão disse que a quarta vez seria definitiva.

Embora fosse apenas um humilde pastor, Mututa, conhecido como "o homem que enganou a morte", era uma verdadeira lenda no Quênia.

A primeira "morte" ocorreu quando ele tinha apenas 3 anos de idade. Ao ser enterrado, gritou e foi rapidamente trazido para a superfície.

Quando completou 19 anos, Mututa desapareceu. Seis dias depois, uma equipe de busca encontrou-lhe o corpo aparentemente sem vida em um campo. No cemitério, quando o caixão estava sendo baixado, amigos e familiares ficaram apavorados ao verem a tampa começar a se abrir. Ele havia "voltado à vida".

Ele "morreu" outra vez em maio de 1985, após uma breve doença. Um cirurgião atestou a morte. Seu corpo foi velado por um dia, mas, antes do enterro, Mututa levantou-se e pediu água.

Declarou ele que, durante cada uma das três "mortes", sua alma deixava o corpo e subia aos céus, onde os anjos lhe explicavam que tinha havido "um caso de troca de identidade" e devolviam-no à Terra.

Ao que parece, na quarta tentativa eles pegaram o homem certo.


Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz

Adivinhação e Profecia

Ursula Southeil (c 1488 — 1561), mais conhecida como Mãe Shipton, era um adivinha inglesa e profetiza. A primeira publicação de suas profecias, que não apareceu até 1641, oitenta anos após sua morte, continha uma série de previsões principalmente regionais.

"A galinha e os pintinhos. Sonhar com uma galinha e seus pintinhos é muito negativo; isso indica perda de propriedade, de amigos e de reputação — no amor, significa miséria e decepção. Após um sonho desse tipo, eu aconselharia a pessoa a trocar de casa. Sonhar que escutou galinhas cacarejando indica sucesso no amor e um acúmulo de riquezas através das relações femininas." — Mãe Shipton

Definição: A adivinhação é a ação (alguns dizem arte) de prever o futuro ou de revelar conhecimentos ocultos por meio de augúrios ou de um método supostamente sobrenatural; a profecia é o pronunciamento inspirado de um profeta, em geral visto como uma revelação da vontade divina.

O que os crentes dizem: A adivinhação é real e as pessoas que possuem esse poder são verdadeiros paranormais. Há uma quantidade enorme de provas concretas que atestam a precisão de profecias desde que a história começou a ser registrada.

O que os céticos dizem: A adivinhação é uma bobagem. Não existem provas concretas que atestem a existência de habilidades divinatórias. Ninguém pode prever o futuro, especialmente utilizando quaisquer dos métodos descritos neste capítulo. Pétalas de rosas? Cinzas? Brasas sobre a cabeça de um burro? É tudo uma bobagem e uma projeção da tentativa desesperada da humanidade em controlar o destino.

Qualidade das provas existentes: Inconclusiva.

Probabilidade de o fenômeno ser paranormal: Alta.

As inúmeras formas de adivinhação tratam todas da mesma coisa: prever o futuro.

A lista adiante descreve mais de 50 formas usadas pelo homem para tentar essa adivinhação. Muitas delas são claramente ridículas e, sem dúvida, originam-se na superstição e na suscetibilidade em aceitar interpretações loucas sobre eventos mundanos.

Ainda assim, é preciso reconhecer que muitas dessas "maneias" são ferramentas para a compreensão do subconsciente e do inconsciente. Em geral, há um grande significado psicológico pessoal no modo como um presságio em particular é interpretado — mais uma vez, o "olho de quem vê" normalmente vê mais do que na verdade está ali, e talvez esse seja o caminho para a compreensão.

Será que um vidente consegue ver o futuro numa bola de cristal? Será que ele se recosta para observar o desenrolar dos eventos como se fosse um programa de televisão?

Será isso uma habilidade sobrenatural? Será que o tempo é "geográfico", e não linear? Será que o tempo é um lugar com diferentes "localizações" que certas pessoas conseguem visitar a seu bel-prazer?

Toda e qualquer resposta a essas perguntas — seja oferecida por crentes ou céticos — é, por fim, inadequada.

54 formas de adivinhação:

Aeromancia: observação dos fenômenos atmosféricos, tais como trovões, relâmpagos, nuvens, cometas, tempestades, etc.

Alectriomancia: um galo come os grãos colocados sobre letras desenhadas num círculo, soletrando o nome de uma pessoa.

Aleuromancia: mensagens escritas num papel são envolvidas em bolas de massa de farinha, em seguida misturadas nove vezes e distribuídas. O destino da pessoa é revelado pela bola de farinha que ela recebe. (Esse talvez tenha sido o ancestral do biscoito da sorte chinês.)

Alfitomancia: a cevada é oferecida a pessoas suspeitas de terem cometido um crime; quem fica doente ao comê-la é culpado.

Alomancia: o sal é "lido" para ser feita a predição.

Amniomancia: a membrana "embrionária" encontrada no rosto de alguns recém-nascidos é analisada em busca de informação.

Antropomancia: as vísceras femininas e masculinas são estudadas.

Apantomancia: encontros casuais, especialmente com animais, são interpretados em busca de significados.

Aritmancia: interpretação dos números.

Armomancia: um adivinho inspeciona os ombros da pessoa em busca de significados.

Axinomancia: um machado ou uma machadinha é usado como ferramenta para prever o futuro. Isso é feito balançando uma pedra de ágata na lâmina, ou observando a direção do punho quando o machado é jogado.

Belomancia: flechas são lançadas no ar e a forma como elas se cravam no chão é observada.

Bibliomancia: uma pessoa suspeita de ser um bruxo ou um mago é pesada. Se ela pesar menos do que a Bíblia da igreja local, é inocente.

Botanomancia: questões são gravadas em galhos espinhosos e, em seguida, os galhos são queimados.

Capnomancia: a fumaça (algumas vezes da queima de sementes de papoula) é observada.

Catoptromancia (também conhecida como Enoptromancia): um espelho prevê o destino de uma pessoa através do reflexo de seu rosto.

Causinomancia: objetos inflamáveis são jogados no fogo; se não queimarem, é um sinal de que a boa sorte está a caminho.

Cefalomancia: um pedaço de carbono é queimado sobre a cabeça de um burro (ou, algumas vezes, de uma cabra), enquanto os nomes de criminosos suspeitos são recitados. Se um crepitar é escutado ao se mencionar certo nome, a pessoa é culpada.

Ceraunoscopia: fenômenos do ar (nuvens? vento?) são observados.

Ceroscopia: discos de cera derretida são analisados por um mago.

Cleromancia: grãos pretos e brancos, ossos e pedras são lançados e analisados; também conhecido como "Lançar a sorte".

Clidomancia: o nome de uma pessoa cujo destino precisa ser decidido é escrito numa chave que, em seguida, é pendurada numa Bíblia. A Bíblia é então pendurada na unha do dedo anular de uma virgem. A direção para a qual o livro se vira determina o destino da pessoa em questão.

Coscinomancia: uma peneira, um par de tesouras e as unhas dos polegares de duas pessoas são usados em conjunto para determinar a inocência ou a culpa. A peneira fica suspensa por um fio amarrado à tesoura, que, por sua vez, é apoiada nas unhas dos polegares das duas pessoas em questão. O sentido em que a peneira gira determina de quem é a culpa.

Critomancia: bolos e outros alimentos (na maioria das vezes, produtos assados) são analisados, em geral abrindo a massa do bolo para interpretá-la.

Cristalomancia: também conhecida como observação do cristal, essa forma de adivinhação necessita que um vidente olhe para uma bola de cristal ou algum outro objeto similar a fim de dizer o futuro.

Dactilomancia: um anel é suspenso acima de uma mesa na qual estão escritas as letras do alfabeto; o movimento do anel sobre as letras soletra a mensagem; similar à hidroscopia com pêndulo.

Dafnomancia: um ramo de louro é jogado no fogo e observado.

Demonomancia: demônios são invocados em busca de segredos ocultos.

Eromancia: o uso do ar. Os persas inventaram esse método de adivinhação, no qual a pessoa respira sobre uma vasilha cheia de água. As borbulhas na água significam que o objeto do desejo da pessoa virá até ela.

Espodomancia: adivinhação por meio das cinzas de um grande número de diferentes fogueiras de sacrifícios.

Estoiquemancia: uma forma de rapsodomancia na qual são usadas as obras de Homero e Virgílio.

Estolisomancia: previsão do futuro a partir do modo como uma pessoa se veste (pode fazer piada).

Filiorodomancia: pétalas de rosas são analisadas.

Gastromancia: os adivinhos respondem a questões escutando as vozes que emanam do estômago da pessoa. Em geral, essa é uma forma fraudulenta de ventriloquia.

Giromancia: um pequeno círculo é desenhado no chão e as letras do alfabeto são escritas em sua circunferência. A pessoa em busca de respostas fica em pé no meio do círculo e é girada repetidas vezes até ficar tonta demais para se manter de pé. As letras sobre as quais pisa ao cair para fora do círculo soletram a resposta.

Halomancia: "lê-se" o sal para se fazer a previsão.

Hidromancia: isso se refere aos vários usos da água como meio de adivinhação, inclusive jogar objetos dentro d'água e suspender coisas com um barbante sobre ela.

Hipomancia: o movimento de certos cavalos brancos sagrados determina o futuro.

Leitura muscular: um adivinho analisa os movimentos musculares inconscientes de uma pessoa suspeita de conhecer alguma verdade que precisa ser revelada.

Litomancia: refere-se a diversas formas de adivinhação através das pedras.

Margaritomancia: uma pérola é colocada sob um vaso virado de cabeça para baixo e os nomes dos suspeitos do crime são recitados. Quando o nome de uma pessoa culpada é mencionado, a pérola salta, quebrando o fundo do vaso.

Miomancia: o comportamento de ratos ou camundongos é observado.

Necromancia: os espíritos dos mortos são invocados para revelar o futuro e responder a perguntas.

Onicomancia: adivinhação pela observação do reflexo do sol sobre as unhas de uma pessoa.

Onimancia: adivinhar através da observação da manifestação do anjo Uriel após o óleo de nozes ser misturado com gordura e colocado sobre as unhas de um menino "despoluído" ou de uma jovem virgem.

Onomancia: a soletração e a distribuição das vogais e consoantes do nome da pessoa são estudadas em busca de significado.

Oomancia: observação dos ovos.

Ornitomancia: o voo e/ou o canto dos pássaros são observados e estudados em busca de significado.

Piromancia: dizer o futuro através da leitura do fogo.

Psicomancia: espíritos dos mortos são evocados a fim de proporcionar informação e aconselhamento (semelhante à necromancia).

Psicometria: dizer o futuro segurando algo que pertenceu à pessoa.

Rabdomancia: adivinhação por meio de uma varinha ou um bastão.

Rapsodomancia: nesse método de adivinhação, abre-se um livro de poesias escolhidas aleatoriamente e lê-se o primeiro verso em que o olho bate. A passagem conterá um significado oculto.

Sicomancia: as folhas de uma figueira são analisadas em busca de significado.

Xilomancia: método eslavônico de predição do futuro em que se analisa a posição de pequenos gravetos de madeira encontrados ao acaso durante uma jornada. 


Fonte: Os 100 Maiores Mistérios do Mundo - Stephen J. Spugnesi - Difel 2004.

O Mistério do S.S. Iron Mountain


Nada parecia anormal em junho de 1872, quando o navio Iron Mountain zarpou de Vicksburg. A tripulação estava completa, a carga de fardos de algodão e barris de melaço empilhadas no convés, e as barcaças rebocadas.

Alguns minutos mais tarde, o Iron Mountain fez uma curva, dirigindo-se para o norte, para seu destino - a cidade de Pittsburgh. O navio nunca mais voltou a ser visto.

O Iroquois Chief, um outro navio, navegava pelo rio naquela manhã, quando os tripulantes viram algumas barcaças descendo o rio. O barco conseguiu manobrar e evitar o choque com as barcaças, e então, imaginando que elas teriam se separado do navio rebocador, o comandante ordenou que fossem amarradas, e ficou esperando a chegada do rebocador, que nunca chegou.

O cabo das barcaças havia sido cortado, indicando que a tripulação do Iron Mountain tivera um problema: talvez as caldeiras se vissem prestes a explodir, talvez o navio estivesse para afundar. Por outro lado, não foram encontrados vestígios de destroços do barco ao longo do rio, assim como não havia nenhum sinal de sua carga, que teria manchado o rio em uma extensão de alguns quilômetros, se o navio tivesse afundado.

O mistério do Iron Mountain jamais chegou a ser solucionado.


Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz

O Raio Perseguidor

Walter Summerford foi atingido por um raio 3 vezes em sua vida. Após sua morte, sua lápide também foi atingida.


Em 1899, um raio matou um homem em seu quintal em Taranto, Itália. Trinta anos depois, seu filho foi morto da mesma maneira, no mesmo lugar. No dia 8 de outubro de 1949, Rolla Primarda, neto da primeira vítima e filho da segunda, tornou-se o terceiro membro da família a morrer atingido por um raio.

Igualmente estranho foi o destino de um oficial inglês, major Summerford, que, lutando nos campos de Holanda em fevereiro de 1918, foi derrubado do cavalo por um raio e ficou paralisado da cintura para baixo.

Summerford deu baixa e transferiu-se para Vancouver. Certo dia, em 1924, quando pescava à beira de um rio, um raio atingiu a árvore sob a qual estava sentado e paralisou-lhe o lado direito.

Dois anos mais tarde, suficientemente recuperado, Summerford já podia caminhar. Em 1930 passeava pelo parque durante um dia de verão, quando um raio caiu sobre ele, paralisando-o totalmente. Faleceu dois anos depois.

Contudo, os raios ainda atingiram Summerford mais uma vez. Quatro anos depois da morte, durante uma tempestade, um raio caiu em um cemitério e destruiu uma sepultura. Justamente a do major Summerford.


Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz

O Caronista Saudoso


Quando se dirigia de Mayagüez, Porto Rico, para sua casa em Arecibo tarde da noite de 20 de novembro de 1982, Abel Haiz Rassen, um mercador árabe de Porto Rico, passou pelo bairro conhecido como "The Chain". Um homem meio calvo estava no acostamento pedindo carona. Haiz Rassen olhou para ele, que devia ter uns 30 anos e estava com camisa cinzenta e jeans marrom. Seguiu caminho, porém.

Contudo, quando parou em sinal fechado no cruzamento seguinte, o carro do mercador morreu. Ao tentar ligar novamente o motor, ele não percebeu que o caronista estava abrindo a porta do lado do passageiro e entrando.

- Meu nome é Roberto - apresentou-se o homem ao surpreso Haiz Rassen. - O senhor poderia, por favor, levar-me até em casa no projeto habitacional Alturas de Aguada? Não vejo meu filho e minha mulher Esperanza há quase dois meses.

O árabe recusou-se a transportá-lo, alegando que a mulher o estava esperando em Arecibo. Mas Roberto insistiu. O motorista voltou a dar partida no carro, que, finalmente, conseguiu pegar.

A contragosto, assentiu em levar Roberto até o restaurante El Nido. Durante o curto percurso, o passageiro indesejável aconselhou-o a dirigir com cuidado e a não beber. Ele pediu a Haiz Rassen que orasse por sua alma.

Foi com certo alívio que o árabe parou o carro no estacionamento do restaurante. Observadores que estavam ali perto viram-no conversando de forma animada, aparentemente consigo mesmo. Um deles perguntou se ele estava precisando de ajuda.

- Não - respondeu Haiz Rassen -, porém este cavalheiro quer que eu o leve para casa. - Virou-se para a direita, para indicar o passageiro, mas não havia ninguém ali.

O mercador ficou tão abalado que quase adoeceu. A polícia foi chamada, e dois guardas, Alfredo Vega e Gilberto Castro, levaram-no ao hospital local, onde ele relatou a esquisita história.

Incrédulos e intrigados, os policiais foram ao projeto habitacional e bateram na porta, tendo à mão o endereço que o caronista fornecera. Uma mulher trazendo um menino no colo atendeu. Respondendo às perguntas dos policiais, ela disse chamar-se Esperanza, e que era viúva de Roberto Valentín Carbo.

O marido de Esperanza, meio calvo, estivera usando camisa cinza e jeans marrom no dia 6 de outubro de 1982, quando morreu em acidente automobilístico - exatamente naquele mesmo local ao longo da estrada, onde seis semanas depois Abel Haiz Rassen o viu pela primeira vez.


Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz

Pássaro Pré-Histórico


Eram 22h30 na noite de 14 de janeiro de 1976, e Armando Grimaldo estava sentado no quintal da casa da sogra, na zona norte de Raymondville, Texas. Tinha ido visitar a ex-mulher, Christina, que naquela hora dormia. Ele estava prestes a ter um encontro com uma criatura de um outro mundo.

- Quando me levantei para dar uma olhada no outro lado da casa - contou ele -, senti alguma coisa me agarrar, algo com garras enormes. Olhei para trás, vi a criatura e saí correndo. Jamais sentira medo antes, mas dessa vez fiquei realmente apavorado. Aquilo era o ser mais horrendo que já vira em toda a minha vida.

Alguma coisa mergulhara do céu - e era algo que Grimaldo nunca vira antes e que não queria voltar a ver. A criatura era tão alta quanto ele - 1,70 metro - e a envergadura de suas asas devia ter uns 3 metros. A pele era semelhante ao couro marrom bem escuro, sem penas, e o rosto tinha imensos olhos vermelhos.

Grimaldo gritou e tentou correr, porém em seu pânico acabou tropeçando e caindo de rosto no chão. Enquanto tentava colocar-se novamente em pé, sentiu as roupas sendo rasgadas pelas garras daquele animal. Conseguiu esconder-se sob uma árvore, enquanto o atacante, respirando ofegantemente, voou para longe e desapareceu na escuridão da noite.

Christina despertou com os gritos e já estava descendo a escada, quando o ouviu entrar em casa.

- Ele parecia estar em estado de choque - murmurou ela.

Incapaz de falar coerentemente, Grimaldo ficou repetindo a palavra pájaro (pássaro em espanhol) por várias vezes. Levado ao Willacy County Hospital, recebeu alta meia hora depois, quando os médicos determinaram que ele fisicamente não sofrerá nada.

Talvez Grimaldo tenha tido mais sorte do que o bode de Joe Suárez. Alguma coisa despedaçou-o durante a madrugada do dia 26 de dezembro. O animal havia sido deixado preso em um cercado atrás do celeiro de Suárez, em Raymondville. Os policiais não encontraram pegadas ao redor do corpo, e não puderam explicar como ele havia sido morto.

Algo esquisito invadira Rio Grande Valley. Um mês depois da aparição, os moradores do lugar passaram a chamar a estranha criatura de "Garibaldo", por causa do personagem da famosa série de televisão Vila Sésamo. Para a maioria das pessoas, o grande pássaro era apenas um objeto de divertimento. No entanto, aqueles que o viram não achavam que fosse um assunto engraçado.

Criatura semelhante bateu no trailer de Alverico Guajardo, na cidade de Browsville. Quando ele saiu para fora para verificar o que estava acontecendo, entrou em seu carro e ligou os faróis, para deparar com o que descreveu como "uma coisa de outro planeta". Assim que a luz dos faróis a iluminou, a criatura levantou-se e olhou para ele com olhos vermelhos e brilhantes.

Guajardo, paralisado de medo, limitou-se a ficar olhando para a coisa, cujas asas longas e semelhantes às de um morcego pareciam cobrir-lhe os ombros. O tempo todo, aquela criatura produzia um ruído horrível na garganta. Finalmente, depois de uns dois ou três minutos, ela se afastou em direção a uma estrada de terra e desapareceu na escuridão.

A criatura voltou a ser vista em 24 de fevereiro, mais ao norte, em San Antônio, quando três professoras primárias, que se dirigiam para o trabalho em uma estrada isolada a sudoeste da cidade, viram um pássaro enorme com envergadura de "uns 6 metros, ou mais". Ele estava voando tão baixo que quando passou por cima dos carros sua sombra cobriu toda a estrada.

Enquanto as três observavam a bizarra criatura, notaram outro pássaro a distância, sobrevoando um rebanho.

- Parecia uma gaivota imensa - afirmou uma delas.

Posteriormente, quando as professoras procuraram nos livros o primeiro pássaro visto, puderam identificá-lo. Era extremamente parecido com um pterodáctilo, espécie de réptil voador e marinho, semelhante aos morcegos atuais, extinto há 150 milhões de anos.

Elas não foram as únicas pessoas do sul do Texas a achar que viram o réptil alado pré-histórico. Um mês antes, duas irmãs de Brownsville, Libby e Deany Ford, avistaram "um grande pássaro preto" perto de uma lagoa. A criatura era tão alta quanto ambas e tinha "cara de morcego". Mais adiante, ao observarem a ilustração do pterodáctilo em um livro, as irmãs concluíram que aquele era o tipo de "pássaro" avistado.

O medo provocado pelo "Garibaldo" diminuiu um pouco no início de 1976, porém essa não foi a última vez que as pessoas de Rio Grande Valley depararam com a coisa. No dia 14 de setembro de 1982, James Thompson, motorista de ambulância da Harlingen, viu "uma criatura semelhante a um pássaro" passar sobre a rodovia 100, a uma distância de 45 metros. Eram 3h55.

- Fiquei esperando que ele pousasse como um aeromodelo – declarou Thompson ao Valley Morning Star. - Foi o que pensei que aquilo fosse, mas a criatura bateu as asas o suficiente para manter-se acima da grama. Sua textura era preta ou acinzentada. Não tinha penas. Tenho certeza de que era coberto por algum tipo de couro. Limitei-me a vê-lo voar para longe.

Logo em seguida, Thompson acrescentou:

- Era um pássaro do tipo pterodáctilo.

A International Society of Cryptozoology, organização científica que investiga relatórios de animais desconhecidos ou supostamente extintos, anotou:

O animal foi visto a apenas 320 quilômetros - em linha reta - a leste de Sierra Madre Oriental, México, uma das regiões menos exploradas da América do Norte.


Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz

A Legião Fantasma


Em uma noite no mês de setembro de 1974, o escritor A. C. McKerracher decidiu fazer um intervalo em seu trabalho e saiu de casa para respirar um pouco de ar fresco. McKerracher e a família acabavam de mudar-se para uma casa nova, no alto de um morro, na pequena cidade de Dumblane in Perthshire, Escócia. 

A noite estava clara e úmida, e a cidade, a seus pés, coberta pela neblina. De repente, o silêncio foi quebrado pelo que lhe pareceu o ruído do movimento de um grande grupo de pessoas atravessando os campos.

Imaginando que devia estar tendo alucinações pelo excesso de trabalho, McKerracher decidiu entrar. Mas, vinte minutos depois, intrigado pelo que poderia estar acontecendo, saiu outra vez e descobriu que os ruídos estavam mais altos e mais próximos do que antes. Dessa vez parecia que poderosa legião marchava do outro lado das casas daquela rua.

- Fiquei pregado no chão, enquanto pessoas que eu não podia ver passavam por mim - recordou ele. - Os caminhantes deviam ser milhares de pessoas, pois o ruído dos passos prosseguia sem parar.

Nessa altura, já temendo pela sanidade mental, McKerracher resolveu voltar para dentro de casa e foi diretamente para a cama. Uma semana depois, quando visitava um casal idoso que morava perto, ele ouviu uma estranha história.

- Tarde da noite, na semana passada, nosso gato e nosso cachorro acordaram abruptamente e passaram a agir de maneira esquisita, os pêlos eriçados - narrou o velho. - Parecia que eles estavam vendo alguma coisa que atravessava os campos, durante uns vinte minutos. Os animais aparentavam estar com muito medo.

McKerracher não lhes contou nada sobre a própria experiência. Contudo, o curioso comportamento dos animais ocorreu exatamente no mesmo horário em que ouvira a legião invisível, uma semana antes. Em busca de explicação, ele logo descobriu que uma antiga estrada romana tomava o rumo norte passando bem por trás das casas do outro lado da rua. Além disso, no ano 117, uma legião de elite havia sido despachada para aquela área, para reprimir uma revolta tribal na Escócia. A legião, conhecida como IX Hispania Legion, era formada de 4 mil homens.

A legião era chamada também de "Unlucky Ninth", pois, no ano 60, homens da IX Hispania açoitaram a rainha Boadicea, da tribo Iceni da Inglaterra, e abusaram sexualmente de suas filhas. Boadicea jurou maldição eterna contra eles e, posteriormente, liderou uma revolta que causou muitas baixas na legião.

A IX Hispania Legion reagrupou-se, porém nunca mais voltou a ser a mesma. Sua marcha para o interior da Escócia terminou misteriosamente. Ela desapareceu sem deixar vestígios, logo depois de passar por uma região que, alguns séculos mais tarde, viria a chamar-se Dunbíane.

Em outubro de 1984, McKerracher, que não voltou a ouvir aquele estranho ruído e mudou-se para a parte mais antiga de Dunbíane, fez palestra sobre a história local em um clube de senhoras. Após a palestra, Cecília Moore, membro do clube, procurou-o para dizer que talvez também já tivesse ouvido o fantasma do exército romano.

Acontece que ela morava do outro lado da rua, perto da antiga casa do escritor.

- Uma noite, quando eu estava colocando o gato para fora, ouvi o que me pareceu um exército marchando exatamente sobre meu jardim - informou ela.

McKerracher concluiu que o incidente ocorrera naquela mesma noite, e no mesmo momento em que ele ouvira os estranhos passos de soldados.

"Estou convencido", escreveu ele, "de que o que ela e eu ouvimos - e o que os animais de meus vizinhos viram - foi a condenada IX Hispania Legion marchando para seu terrível e desconhecido destino, quase 2 mil anos antes."


Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz

A Estranha História de Helen Duncan



Uma médium condenada por bruxaria em pleno século XX? Em meados do século passado, um caso judiciário abalou a Inglaterra, preocupando até mesmo o primeiro ministro Winston Churchill. A razão das aflições do famoso premiê britânico e da movimentação intensa do povo inglês era uma médium, Helen Duncan. 

A verdadeira causa de sua condenação ficou oculta durante 35 anos, sendo conhecida apenas quando uma estação de rádio, em 1977, resolveu pesquisar o assunto para divulgá-lo em um programa apropriado. O pesquisador, Alan Crossley, acabou provando, embora tardiamente, a inocência de Helen, uma vítima da época e da legislação medieval que ainda vigorava   ela foi incursa na lei contra a bruxaria, feita em 1785.

Helen Duncan (25/11/1897 – 6/12/1956) nasceu em Portshire, Escócia, e desde cedo ajudava no sustento dos pais como trabalhadora braçal. Casou-se muito jovem; seu marido sofria do coração, e Helen tinha então de trabalhar como lavadeira para sobreviver. Sabe-se que desde criança ela mostrava possuir dons mediúnicos, mas ninguém em sua família encorajava-a. Sua mãe, em especial, assustava a dizendo que médiuns acabam na cadeia. Porém, dons tão extraordinários como os de Helen são difíceis de se esconder, e aos poucos ela ficou conhecida.

No ano de 1930, patrocinada pela União Espiritualista Nacional (SNU), ela começou a fazer demonstrações públicas; aos poucos suas faculdades se aprimoraram, e Helen se tornou uma notável médium de efeitos físicos. Recebia espíritos e estes se materializavam. Conheceu seu mentor espiritual, Albert Stewart, que também se materializava e conversava com os assistentes, dando detalhes sobre suas vidas a outras provas impressionantes. Os que o viram descreveram-no como sendo alto e magro, muito diferente da corpulenta e baixa médium.

Alguns dos espíritos que se materializavam nas sessões davam seus nomes e falavam sobre a forma como tinham morrido e a respeito de fatos desconhecidos até dos assistentes, os quais os anotavam para posteriormente checá-los. Outros espíritos, conhecidos de parentes e amigos que estavam na sala, aproximavam se deles, mostrando certos sinais que os caracterizavam (como verrugas, cicatrizes, etc.). Em certa ocasião, um desses espíritos desmaterializou-se de um modo que estarreceu os que assistiam ao fenômeno: ele começou sua desmaterialização pelos pés, e quando chegou à cabeça, esta estava no chão!

Helen não materializava somente figuras humanas; diversas pessoas viram tal fato ocorrer também com relação a animais (cães, um papagaio, a parte de um gato que miava).

Quando as materializações eram de pessoas, estas apareciam trajadas de um branco luminoso a radiante, e por vezes abriam a túnica e batiam no peito, que ressoava. Alguns desses espíritos materializados também falavam, e suas vozes eram completamente diferentes tanto da do mentor de Helen quanto da voz da própria médium.

Uma testemunha que se sentou dentro da cabine, junto de Helen, declarou ter visto jatos de ectoplasma saindo da boca, das narinas, dos ouvidos a do plexo solar da médium. Essa mesma testemunha chegou a apalpar o ectoplasma, e disse que ele era maleável e viscoso ao sair do corpo de Helen, mas que aos poucos enrijecia e tornava se sólido. Era branco a luminoso, mas não refletia a luz vermelha da lâmpada que iluminava a sala.

Como alguns incrédulos dissessem que Helen escondia artigos debaixo de sua roupa, a médium deixava-se examinar severamente por um grupo de mulheres e vestia depois calças pretas, bem justas, e sapatos ou botas. Quanto à suspeita de que o ectoplasma não passava de gaze rala que ela engolia antes da sessão e depois regurgitava, um médico dispôs se a examiná-la, tirando chapas de seu esôfago; tanto o exame quanto as chapas provaram que o esôfago da médium era perfeitamente normal, e que ela não tinha condições de engolir a gaze para depois regurgita-la.

Os incrédulos, não satisfeitos, pediram a Helen que engolisse alguns tabletes de metileno, o que tingiria de azul tudo o que saísse de seu estômago. Ela consentiu e o ectoplasma continuou saindo, não só da boca, como dos outros orifícios de seu corpo, muito alvo e luminoso. Com todas essas controvérsias, Helen continuou fazendo suas sessões de materialização até o ano de 1944, o penúltimo da II Guerra Mundial.

Naquela ocasião, Helen fora convidada para uma série de apresentações na cidade portuária de Portsmouth, e o dia 14 de janeiro seria a data de sua primeira apresentação. Cerca de trinta pessoas estavam presentes. A médium, cuidadosamente examinada por um grupo de senhoras do local, entrou na cabine e a sessão iniciou-se com o surgimento de duas figuras humanas. No momento em que a terceira estava emergindo, um policial de nome Cross, sentado na terceira fileira, derrubou a cadeira que estava à sua frente e tentou agarrar a figura materializada. Outro homem acendeu um farolete e soprou um apito. Sem mais nem menos, um grupo de policiais invadiu o recinto.

O chefe levava um mandado de prisão contra Helen. Enquanto isso, Cross sentia que segurava na mão um pedaço de gaze, mas este desaparecera inexplicavelmente. Não havia homem algum por perto, e nem na sala encontrou-se alguém parecido com o mentor de Helen Duncan. A médium, contudo, começou a passar mal e pediu para que chamassem um médico; quando Cross perguntou lhe onde estava o pano, ela só conseguiu dizer que ele sumira: era ectoplasma, "tinha que sumir". 

Porém, a acusação de Cross foi tão firme que o promotor aceitou seu testemunho e indiciou Helen e outras três pessoas de seu grupo por violarem a lei contra vadiagem, de 1824 isso apesar de nada ter sido encontrado, nem gazes, nem pessoas (o policial disse, depois, que as figuras poderiam ser conseguidas por um jogo de luzes). Além disso tudo, a médium acabou sendo enquadrada numa outra lei, criada na Idade Média e ainda então não revogada na época, a lei contra a bruxaria. Segundo essa legislação, alegar que eram produzidas materializações equivalia a dizer que se estava fazendo bruxaria e isso era crime. Não havia meio de Helen apelar, pois ela fazia sessões de efeitos físicos, isto é, materializações. Ela era uma bruxa, e como tal foi processada.

Como era de se esperar, o processo causou polêmica. Centenas de pessoas queriam depor a favor de Helen, provando sua sinceridade; os contrários a ela estranhavam que, naqueles tempos difíceis de guerra, as autoridades fizessem tamanho estardalhaço em torno de uma médium fraudulenta ou não que fazia sessões somente para uns poucos interessados. O próprio Churchill, preocupado, queria estar ciente de tudo o que acontecesse no caso.

Na ocasião do julgamento, milhares de pessoas tentaram entrar no Old Bailey, o famoso tribunal londrino onde corria o processo. Havia depoimentos dos mais curiosos, tanto a favor como contra a médium. Os policiais insistiram na história da fraude, embora continuassem desconhecendo o paradeiro da "gaze" e das pessoas que se passavam por materializações. Pela defesa, um dos testemunhos mais extravagantes foi o do brilhante jornalista inglês Hannen Swaffer, que descreveu uma sessão feita para testar a médium. Nela estavam presentes quatro mágicos (dois amadores e dois profissionais), além de dois médicos que conheciam prestidigitação.

Eles amarraram Helen com 40 jardas (36,5m) de corda e a manietaram na com algemas policiais. Seus polegares foram amarrados juntos com 8 jardas de linha de costura, tão apertada que cortou a pele da médium. Apesar de todos esses cuidados, os fenômenos continuaram inalterados.

Mas não havia possibilidade de escapatória para Helen. Se ela e suas testemunhas alegassem que a gaze era ectoplasma e as figuras eram materializações, incidiria na lei contra a bruxaria; caso contrário, ela estaria incursa na lei contra vadiagem, por praticar atos para fraudar os assistentes. Quando o advogado de defesa propôs se fazer uma sessão no tribunal para convencer o juiz dos poderes paranormais de Helen, este recusou, dizendo que não iria transformar o Old Bailev num circo. Depois de 20 minutos de deliberação, o júri condenou a médium a nove meses de prisão. Motivo: bruxaria.

Helen saiu do tribunal em lágrimas. Seu destino era a cadeia, de onde só saiu após ter cumprido integralmente a pena. Tornou-se uma mulher extremamente amargurada, mas seu processo beneficiou grandemente os médiuns: em 1951, a lei contra a bruxaria foi revogada pelo parlamento britânico, e equiparou-se o espiritualismo às outras religiões tudo isso causado pela condenação da médium de Portshire.

Foi uma estação de rádio, usando uma radionovela, quem descobriu e revelou ao mundo as razões verdadeiras da justiça apelar àquela lei para condenar Helen Duncan. O motivo é dos mais curiosos: nas sessões de materialização de Helen começaram a surgir alguns espíritos que, dando seus nomes e suas ocupações, diziam ser marinheiros de navios de guerra ingleses torpedeados pelos alemães, e que morreram por afogamento. Deram, então, os nomes desses navios: os ‘destroieres’ Hood e Barham.

O Ministério da Marinha sabia do torpedeamento desses vasos; porém, como a Inglaterra passava por tempos dificílimos, o governo achou prudente não revelar esses desastres ao seu povo, tão castigado com os constantes bombardeios. No momento em que o Ministério da Marinha ficou sabendo de boatos sobre o naufrágio de 2 navios, a polícia foi incumbida, para fins de segurança nacional, de descobrir qual era a origem dessas notícias.

Não houve demora para se desvendar a fonte: uma médium! As autoridades, não crendo em tais tolices, ordenaram que se retirasse a médium do convívio com o povo, antes que ela fizesse mais ma1. E isso foi feito. Uma autoridade, consultada sobre a legalidade da acusação, do processo e do julgamento, disse que, segundo a legislação em vigor naquela data, tudo fora feito legalmente.

Dois casos de profecia atribuídos a Helen Duncan são curiosos. O primeiro é sobre o policial que infernizou sua vida: ela disse que ele se suicidaria, e isso realmente aconteceu. O outro foi com Raymond Cass, um cientista que, em anos recentes, recebeu uma bolsa para pesquisar as vozes paranormais em gravadores. Numa vez em que Cass estava presente a uma de suas sessões, Helen disse: "Você vai desenvolver a mediunidade da voz."

Pensou-se então que ela falava da voz direta ou da psicofonia, mas Cass especializou-se em vozes paranormais, em gravadores e fez pesquisas de valor nesse campo.


Texto de Elsie Dubugras - Revista Planeta, número 92 (maio/1980 )

Luz Vermelha Sobre Ithaca


Rita Malley, jovem mãe de dois filhos, dirigia o carro de volta para casa em Ithaca, Nova York, na noite de 12 de dezembro de 1967, quando percebeu que uma luz vermelha a seguia. A princípio, pensou estar sendo seguida por uma viatura policial. Já se preparava para estacionar no acostamento, quando percebeu que a luz estava acoplada a um estranho objeto voador, que se movimentava pouco acima dos fios dos postes de eletricidade à esquerda.

Aquilo já seria suficiente para deixá-la assustada, porém não foi nada comparado ao que aconteceu depois. Percebendo que não conseguia mais controlar o carro, gritou para seu filho, que viajava com ela, alertando-o e falando sobre o risco de acidente. Mas, por estranho que possa parecer, o garoto não respondeu nem se moveu.

- Era como se ele estivesse sofrendo algum tipo de transe - contou Rita posteriormente. - O carro dirigiu-se para o acostamento sozinho, seguiu para um terreno que havia sido preparado para o plantio de alfafa e parou. Percebi um feixe de luz que vinha do objeto - acrescentou ela - e ouvi um ruído monótono. Em seguida, passei a ouvir vozes. As palavras eram interrompidas e rápidas, como as de um intérprete repetindo um discurso nas Nações Unidas.

Rita declarou ter ficado histérica quando lhe disseram que uma amiga se envolvera em terrível acidente, a alguns quilômetros dali. Depois de certo tempo, seu carro começou a se movimentar novamente. Ela pisou fundo no acelerador e procurou chegar logo em casa.

- Percebi que algo estava errado no momento em que ela chegou - revelou o marido John ao repórter do Syracuse Herald-Journal. - Pensei que talvez tivesse sofrido um acidente com o carro ou coisa parecida.

No outro dia, Rita ficou sabendo que realmente uma amiga sofrerá um grave acidente automobilístico, na noite anterior.

Nos dias que se seguiram, de acordo com repórteres e investigadores de OVNIs que a entrevistaram, a sra. Rita Malley não conseguia falar sobre a bizarra experiência sem chorar.


Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz

O Humanoide Voador


Por volta das 20h30 de uma noite tranquila, em 12 de julho de 1977, Adrián de Olmos Ordónez, de 42 anos, descansava na sacada de sua casa em Quebradillas, Porto Rico, quando viu alguma coisa esgueirar-se sob a cerca de arame farpado na fazenda próxima.

No escuro, Adrián percebeu que era uma figura pequena, aparentemente uma criança.

Uma observação mais acurada, no entanto, revelou que não se tratava de uma criança normal. A criatura usava uma roupa verde inflada de ar e um capacete metálico.

- O capacete portava antena com luz brilhante ou chama na ponta - afirmou ele.

Adrián chamou a filha Iracema e pediu que lhe trouxesse lápis e papel, para desenhar a figura enquanto a observava.

- Pedi também que apagasse a luz da sala de estar - declarou ele ao ufologista porto-riquenho Sebastián Robiou Lamarche -, mas ela se enganou e acendeu a luz da sacada. A criatura assustou-se e fugiu.

E Adrián acrescentou:

- No instante em que a luz da sacada foi acesa, vi a criatura correr em direção à cerca de arame farpado. A "coisa" passou por baixo dela e então parou. Colocou as mãos na parte frontal do cinto e um objeto que havia em suas costas, que mais parecia uma mochila, acendeu e emitiu um som como o de furadeira elétrica. Então, a criatura elevou-se no ar e saiu voando em direção às árvores.

Nesse ponto, a filha de Adrián, juntamente com a mulher e os outros dois filhos, saíram da casa e viram as luzes do dispositivo voador das costas daquele ser estranho, enquanto ele se afastava em pleno ar.

No decorrer dos dez minutos seguintes ficaram todos a observar as luzes movimentarem-se de árvore em árvore, às vezes descendo rapidamente até o nível do chão. Enquanto isso, um grupo de vizinhos uniu-se a eles e também viu o estranho espetáculo. Finalmente, um segundo grupo de luzes, presumivelmente de outro humanoide, juntou-se ao primeiro - talvez, pensou Adrián, para ajudar o companheiro.

- Tivemos a impressão de que o equipamento das costas da criatura não estava funcionando bem.

Pouco depois, as luzes desapareceram, deixando apenas um punhado de pessoas assustadas, que não perderam tempo em notificar a polícia. Os policiais realizaram ampla investigação, assim como o conhecido ufologista porto-riquenho Robiou Lamarche. Relatando suas investigações para a revista britânica Flying Saucer Review, Lamarche escreveu:

"Durante nossas investigações, pudemos perceber que o sr. Adrián é pessoa séria, trabalhadora e muito respeitada, digna de consideração por parte de todos os vizinhos. Ele é um empresário dedicado à distribuição de ração para gado em toda a área noroeste da ilha. Jamais se interessara pelo fenômeno dos OVNIs, nem por quaisquer assuntos afins. Adrián nos declarou que agora acredita nessas coisas."


Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz

Missie, a Cachorra Vidente


Quando Mildred Probert, gerente aposentada de uma loja de animais de estimação de Denver, Colorado, ganhou Missie, resolveu cuidar da cachorrinha boston terrier, que estava bastante adoentada. Foram necessários cinco anos, mas, finalmente, os extraordinários talentos da cachorrinha emergiram.

Um dia, quando Mildred estava passeando pela rua com Missie, elas passaram por uma mulher acompanhada do filho. Ela perguntou ao menino qual era sua idade, porém o garoto, muito tímido, não respondeu. A mãe disse que o menino tinha 3 anos. Enquanto Mildred tentava fazer o garoto dizer "três", Missie, espontaneamente, latiu três vezes. Todas as pessoas que estavam ali por perto riram da coincidência, mas o episódio acabou mostrando ser mais do que uma simples travessura. Acontece que Missie podia responder a várias perguntas por meio de latidos, especialmente problemas matemáticos. Não demorou muito para que Mildred percebesse que a cachorrinha podia até mesmo prever o futuro.

No entanto, a grande façanha da cachorrinha aconteceu na véspera do Ano-novo, em 1965, quando ela foi "entrevistada" por uma emissora de rádio. Na ocasião, Nova York defrontava com terrível greve de trânsito, e as negociações haviam chegado a um impasse. Assim, o apresentador do programa quis saber de Missie quando terminaria a greve, fazendo perguntas que pudessem ser respondidas por latidos. A cachorrinha latiu, respondendo que a data crítica seria 13 de janeiro - que foi realmente o exato dia em que a greve terminou. Missie previu também, acertadamente, o time que venceria o campeonato de beisebol daquele ano.

Às vezes, Missie surgia com informações totalmente inesperadas. No dia 10 de setembro de 1965, recebeu a visita de uma mulher grávida. Como a cachorrinha já havia previsto com acerto datas de nascimentos de bebês no passado, decidiu consultá-la. Missie respondeu à pergunta, informando que o nascimento se daria no dia 18 de setembro. A mulher grávida sorriu e não acreditou na "previsão", já que, conforme explicou a Mildred, seu médico já marcara cesariana para o dia 6 de outubro. Ela mostrou-se mais cética ainda quando Missie informou, por meio de latidos, que o bebê nasceria às 21 horas, pois o médico não trabalhava à noite.

Acontece que tudo se passou como Missie previra. A mulher grávida entrou inesperadamente em trabalho de parto no dia 18 e foi levada às pressas para o hospital, onde o bebê nasceu exatamente às 21 horas.

A carreira da cachorrinha como celebridade mediúnica não durou muito tempo. Ela engasgou com pedaços de doce e morreu em maio de 1966. Na ocasião, Walt Disney estava planejando fazer um filme sobre sua vida extraordinária.


Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz
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