segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Elizabeth a Vampira


A História faz alusões a outros vampiros suspeitos, ocultos entre a realeza européia. A bela Elizabeth Bathory, nascida em 1560 e casada com o conde cárpato Ferencz Nadasdy, com a idade de 15 anos, é um bom exemplo. Um feiticeiro velhaco, conhecido apenas como Thorke, conforme opinião geral, iniciou a jovem Elizabeth na prática da magia negra. 

Quando o conde foi para a guerra, sua mulher, ainda em plena lua-de-mel, fugiu com um estranho vestido de preto, que tinha dentes brancos e pontiagudos e semblante pálido. Elizabeth voltou sozinha, praticando atos de selvageria e passando a torturar os serviçais. De volta do campo de batalha, os protestos do conde não surtiram efeito.

Percebendo que sua beleza diminuía com o passar do tempo, Elizabeth ficou desvairada. Ordenou que uma jovem criada fosse assassinada e seu sangue drenado em uma tina. Banhar-se nesse sangue rejuvenesceu Elizabeth, mas apenas por pouco tempo. Agora, a necessidade de vítimas jovens e do restaurador banho de sangue levou-a a ultrapassar os limites em termos de desumanidade.

Esgotado o estoque de criadas novinhas, ela começou a atrair jovens ao castelo, com a perspectiva de um emprego. Finalmente, passou a seqüestrar pessoas, porém uma das prováveis vítimas conseguiu escapar e alertou as autoridades.

Os cúmplices de Elizabeth confessaram todos os crimes e foram sumariamente executados. E ela foi considerada demente e trancafiada em seus aposentos pelo resto da vida, morrendo em 1614.
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Fonte: O Livro Dos Fenômenos Estranhos - Charles Berlitz

O verdadeiro Drácula

Drácula, de Bram Stoker, o mais famoso romance de terror de todos os tempos, foi baseado na carreira sanguinolenta de um personagem real - o príncipe da Valáquia Vlad IV, ou Vlad, o Empalador - que governou a Romênia do século 15 com mão de ferro e estacas bem afiadas.

Também conhecido como Drácula, ou "filho do demônio", Vlad foi um dos soberanos mais desumanos que o mundo conheceu. Na verdade, pesquisa realizada em 1981 coloca-o em pé de igualdade com Idi Amin Dada, Hitler e Calígula, em termos de total desrespeito pela vida humana e pelo sofrimento causado a seus semelhantes.

Vlad IV ganhou a alcunha de o Empalador devido à preferência pelas estacas de madeira como ferramenta de tortura. Milhares de soldados e civis turcos, enfiados em estacas fincadas no chão, morreram sofrendo dores terríveis em suas mãos.


Vlad costumava jantar entre as vítimas, que se debatiam de dor, tomando-lhes o sangue ou banhando-se em seu fluido vital. A reputação terrível do príncipe era tão conhecida no país que, quando morreu, em 1477, correram boatos de que ele voltara do mundo dos mortos em busca de mais sangue. Essas histórias devem ter contribuído para a crença popular de que a única maneira de interromper os ataques mortais de um vampiro seria enfiar-lhe uma estaca de madeira através de seu corpo ainda vivo.

No entanto, existe um pequeno detalhe que muita gente ignora: o conde Drácula original de Bram Stoker só morreu depois de receber um golpe na cabeça e uma punhalada no peito, executados por um texano. E coincidência quase inacreditável aconteceu nos tempos modernos: um descendente direto do verdadeiro Drácula foi localizado na Romênia comunista, trabalhando em banco de sangue.
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Fonte: O Livro Dos Fenômenos Estranhos - Charles Berlitz

O poder da oração

Muita gente considera a ciência como inimiga da religião. Mas certos projetos de pesquisas experimentais, algumas vezes, trazem documentos preciosos sobre o poder da fé. Um desses projetos foi recentemente empreendido pelo dr. Randy Byrd, cardiologista e cristão devotado. O dr. Byrd estava tão intrigado com o possível poder da oração que decidiu realizar uma experiência para testá-lo.

Como na ocasião o cardiologista estava trabalhando no San Francisco General Hospital, certamente tinha um número mais que suficiente de pacientes à disposição. Ele começou programando um computador para a escolha de 192 pacientes com problemas cardíacos, enquanto outros 201 pacientes similares foram escolhidos para servir como grupo de controle. Byrd queria ver se aqueles pacientes para os quais seriam feitas orações podiam mostrar recuperação pós-operatória mais rápida do que o grupo de controle. Ele pessoalmente não fez as orações, porém solicitou a pessoas selecionadas e a grupos de religiosos em todo o país que participassem do estudo.

Os participantes vieram dos mais diferentes lugares e receberam os nomes dos pacientes, sem qualquer possibilidade de conhecê-los pessoalmente ou de manter qualquer tipo de contato com eles. Além disso, nenhum dos pacientes tomou conhecimento de que estava sendo objeto de estudo.

A experiência demorou um ano para ser completada e confirmou inteiramente a crença de que as orações realmente funcionam. O dr. Byrd relatou os surpreendentes resultados do trabalho, em 1985, na reunião anual da American Heart Association, realizada em Miami.

- Em um grau estatisticamente significativo - declarou ele perante o grupo -, os pacientes para os quais foram feitas orações exigiam tratamento pós-operatório à base de antibióticos menos intenso e apresentaram menos edemas pulmonares (a formação de água nos tecidos dos pulmões).

O cardiologista descobriu também ser menor o registro de mortes entre os pacientes para os quais foram feitas orações durante a pesquisa, muito embora esse número não fosse estatisticamente significativo.

A reação ao estudo por parte de outros médicos foi surpreendente. Muitos deles o adoraram. Provavelmente a reação mais inesperada foi a do dr. William Nolan, autor de The Making of a Surgem (A Criação de um Cirurgião) e declaradamente um crítico severo da medicina fora dos padrões ortodoxos - especialmente as curas religiosas. Até ele ficou impressionado com o estudo de Byrd.

- Que funciona, funciona - comentou ele, falando a respeito do poder da oração, quando instado a fazer declaração sobre o estudo do dr. Byrd para a revista Medical Tribune.
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Fonte: O Livro Dos Fenômenos Estranhos - Charles Berlitz

Coração batendo no cérebro

Alguns estranhos rituais tiveram origem na época da contracultura, nos anos 60, mas poucos foram tão bizarros quanto a prática de fazer um buraco na cabeça de uma pessoa para aumentar seu estado de consciência.

Trepanação, ou o uso de um instrumento cirúrgico para perfurar os ossos do crânio, era uma prática comum entre algumas sociedades primitivas, por motivos não inteiramente esclarecidos. A base lógica dessa operação perigosa, porém não mortal, deve ter sido, provavelmente, de natureza médico-religiosa. Os atuais defensores da trepanação, de modo geral, adotam essa opinião.

O movimento moderno começou em 1962, quando um médico holandês, Bart Huges, declarou que o grau e o estado de consciência de uma pessoa dependiam, principalmente, do volume de sangue no cérebro. As coisas eram diferentes quando andávamos de quatro, segundo Huges, antes de evoluirmos para a posição ereta que nos separa da maioria dos outros seres da natureza. O problema é que o cérebro ficou fechado dentro de uma estrutura rígida, restrita. Pior ainda, a gravidade reduziu o fluxo de oxigênio e de nutrientes para o cérebro.

A solução de Huges para o dilema era fazer uma perfuração elétrica e remover um pequeno círculo ósseo do crânio. Como resultado da operação, na opinião dele, o fluxo sangüíneo aumentaria, e o cérebro, agora libertado, poderia palpitar no mesmo ritmo do coração. Huges achava que a consciência da pessoa voltaria ao estado infantil, em que a mente desimpedida permanecia em contato com seus sonhos primitivos, sua imaginação e com intensas sensações. Os adultos acabaram perdendo essa habilidade com a lenta solidificação sofrida pelo crânio.

A trepanação como uma solução para as condições humanas não foi aprovada pelas autoridades holandesas, que prontamente condenaram Huges a um hospício para observação. Todavia, suas idéias foram mais bem aceitas pelos hippies, para os quais qualquer tipo de "consciência" nova parecia compensar os riscos.

O buraco no crânio preconizado por Huges, diretamente no cérebro, prometia um estímulo mental permanente. O grande problema, naturalmente, era encontrar alguém para realizar a operação, pois não existe por aí quantidade muito grande de antigos curandeiros com o poder de oferecer vítimas às divindades. A solução era o sonho de toda pessoa hábil: "faça você mesmo".

O mais notável dos discípulos de Huges era Joseph Mellen, contador londrino formado em Oxford. Os dois conheceram-se em Ibiza, em 1965. O holandês conseguiu convencê-lo das vantagens da trepanação. (Toda a filosofia de Huges na ocasião podia ser resumida nas seguintes palavras: "volume sangüíneo cerebral".)

A autotrepanação de Mellen, após três tentativas malsucedidas, foi tão "perfeita" que, posteriormente, ele escreveu um livro sobre sua experiência denominado Bore Hole (Buraco Perfurado), cuja primeira frase já resume todo o teor da obra: "Esta é a história de como consegui fazer um buraco em meu cérebro para ficar permanentemente alto".

Mellen relatou a nova sensação de bem-estar como resultado da trepanação, que, de acordo com ele, continua até hoje. Sua namorada, Amanda Fielding, posteriormente também foi submetida à mesma operação, só que, em vez de escrever um livro a respeito, ela resolveu filmá-la, dando a seu curta-metragem o título de "Heartbeat in the Brain" (Coração Batendo no Cérebro). Juntos, os dois modernos defensores da trepanação dirigem uma galeria de arte em Londres.
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Fonte: O Livro Dos Fenômenos Estranhos - Charles Berlitz