quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Poltergeist

Esse nome pode assustar (e muito) a maioria das pessoas que já ouviram falar ou assistiram Poltergeist, O Fenômeno de Steven Spielberg. Muitos associam os poltergeists a manifestações de espíritos demoníacos, fantasmas ou outras entidades do gênero.

No entanto, eles parecem mais relacionados com as próprias pessoas mais do que com qualquer coisa sobrenatural. E o filme não mostra realmente a verdadeira causa desse fenômeno, muitas vezes observado (de fato) em alguns locais específicos. No entanto, não são raros os casos que extrapolam os limites de uma casa ou prédio.

A palavra “poltergeist” vem do alemão (geist = espírito; poltern = ruidoso). De fato, os primeiros casos são oriundos da Alemanha. No início acreditava-se (como já fora dito) que eles eram relacionados a espíritos, e que esses "espíritos" eram imunes ao exorcismo.

Os casos na sua maioria são semelhantes, apesar de algumas variações: em uma casa, pratos, louças ou objetos começam a "voar" inexplicavelmente, saem do lugar onde estão sem qualquer intervenção humana ou então são lançados em paredes ou sobre pessoas. São muito mais raros os casos em que objetos muito grandes são movidos (como mesas, cadeiras, etc.) ou que pessoas são atingidas e machucadas.

Devemos diferenciar esse tipo de fenômeno daquele que chamamos de assombração (a crença de que o espírito de uma pessoa morta permaneceu no seu habitat terrestre, ou a ele retornou). Normalmente as assombrações não são relacionadas com ninguém em especial, mas sim com um local (como uma "casa mal-assombrada"). Além do mais, com relação a assombrações são percebidos sons de passos e os referidos espíritos podem ser vistos (não é impossível que vários casos de visões de assombrações possam ser alucinações de uma ou várias pessoas). Nos poltergeists, não se vê o agente que causa os distúrbios. Com relação à duração dos fenômenos, as assombrações aparentam "durar mais" que os poltergeists (às vezes vários anos, contra alguns poucos meses deste último).

A explicação mais racional para tal fenômeno, que provém da observação dos vários casos já observados através dos tempos, também se assemelha: os fenômenos ocorrem normalmente em torno de um jovem ou adolescente (de ambos os sexos), que por alguma razão possui grandes traumas ou ódio dentro de si, e a ocorrência dos poltergeists (que são uma espécie de psicocinese involuntária realizada por essas pessoas) são uma forma de canalizar esse sentimento para o exterior. Foi observado, em algumas pesquisas com essas pessoas, que elas podem influenciar o lance de dados sem nenhum contato direto (o que prova um claro domínio da mente sobre a matéria). Da mesma forma foi visto que, quanto maior era a distância dessas pessoas em relação à casa em que ocorriam os fenômenos, mais raros eram esses acontecimentos.

Sauchie, Escócia, 1960

Este foi um caso interessante, pois difere daquilo que foi dito anteriormente (que os fenômenos poltergeists são normalmente observados em um determinado local). Virgínia Campbell, uma menina de onze anos, era o centro das ocorrências em sua casa. No entanto, para Virgínia as ocorrências a acompanhavam até a escola. Várias vezes sua professora observou a tampa da carteira dela mover-se para cima e para baixo, enquanto a menina estava com os braços apoiados sobre a mesma, a fim de segurá-la. Num outro dia, uma carteira atrás da menina saiu do alinhamento espontaneamente. E em outra ocasião, o apontador do quadro-negro, que estava sobre a mesa, moveu-se até a borda e caiu. Depois, a própria mesa começou a girar no sentido horário, enquanto a menina chorava e dizia que não era ela que estava fazendo isso.

Em casos mais singulares de poltergeists, via-se que objetos eram capazes de entrar e sair de quartos fechados. Com relação ao referido fenômeno, este tipo de acontecimento é o que mais interessa e desafia a física que conhecemos. Uma hipótese que se sugere para tal fato leva em conta uma possível existência de um "espaço superior", que permitiria a "quádrupla liberdade de movimento", o que explicaria (em termos) essa aparente passagem da matéria pela matéria.

Indianápolis, Estados Unidos, 1962

Esse foi um caso muito interessante, ocorrido no estado de Indiana, EUA. Além dos distúrbios comuns, a família era atacada por dentadas ou outros ferimentos por várias partes do corpo. Aqui, o centro das ocorrências não era a filha de 13 anos, mas a mãe. Junto com elas vivia também a avó. Normalmente as dentadas ocorriam na avó, somente uma vez foi vista uma na filha. Várias séries de pancadas e ruídos ocorriam na casa, mas foi comprovado (através da observação dos próprios cientistas em algumas ocasiões) que nenhuma delas era responsável pelos ruídos (pelo menos não fisicamente).
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