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domingo, 19 de novembro de 2017

Os 10 Livros Ocultistas Mais Influentes da História

Conheça as obras mais influentes de todos os tempos na tentativa de explicar o desconhecido e dar sentido à vida



Primeiro livro: Essa obra explica os conceitos básicos da Thelema, uma religião criada pelo ocultista britânico Aleister Crowley. Mas o livro não é escrito a partir do ponto de vista do autor, mas de três entidades da mitologia egípcia, Nuit, Hadit e Ra-Hoor-Khuit. Talvez seja a obra ocultista mais importante do século 20 e Crowley afirmava ter escrito o texto em apenas três dias, ditado das palavras de Aiwass, outra entidade, cuja voz ele dizia escutar. 

A obra e Crowley viraram ícones culturais, citados por Beatles, Led Zeppelin, David Bowie e Ozzy Osbourne, além, claro, de ter influenciado Raul Seixas e sua Sociedade Alternativa.

E leiam outras obras em: Mundo Estranho

sábado, 27 de abril de 2013

Antropomancia

Simplesmente um mago.
Antropomancia é a adivinhação por meio de exame das entranhas humanas. Na França medieval, o aristocrata Gilles de Rays, contemporâneo de Joana D’Arc era supostamente um adepto dessa prática adivinhatória (Dicionário Mágico).

É a forma mais macabra concebida desde a antiguidade por nós. Consiste na perscrutação das entranhas de seres humanos agonizantes ou mortos (nos animais chama-se aurospicina). Praticadas ainda, hoje em dia, pelos chamados psicopatas, "seriais killers", adeptos da magia negra ou imbecis, dá audiência em nossas TVs.

Diz a lenda que, o rei Menelau, quando da invasão de Troia pelos gregos, sacrificou por sua curiosidade, pelo futuro do desfecho da luta, um par de crianças para analisar o que diriam suas entranhas.

Juliano o Apóstata, imperador romano pagão assumido, realizava entre suas cerimônias mágicas esta prática. Antes de morrer em batalha contra os persas (persas? já não eram os derrotados por Alexandre Magno?), teria realizado um grande ritual envolvendo cadáveres humanos. Não retornando para seu palácio, sua sala foi aberta por seu sucessor que deparou-se com o corpo de uma mulher pendurada pelos cabelos e com o fígado exposto.

Gilles de Rays, nobre soldado francês foi acusado de matar inúmeras crianças por esta prática, sendo considerado um dos maiores seriais killers, junto a Elizabeth Bathory (que matava para rejuvenescer). Gilles lutou inclusive ao lado de Joana D'Arc, sendo um exímio guerreiro,vitorioso em muitas batalhas. Após a morte de sua companheira de guerra, uma investigação foi feita em seu castelo, sob a acusação do desaparecimento de mais de 1.000 crianças. Assumiu a culpa pelos crimes e foi condenado e enforcado junto a sua corte de "bruxas e alquimistas" com o qual havia se trancado no castelo após o fim de sua glória.

Antes disso, os egípcios já utilizavam essa prática. Na Mesopotâmia os prisioneiros eram mortos ritualisticamente para servirem aos oráculos. Na Babilônia, na antropomancia, entranhas de animais eram utilizadas largamente para adivinhação.

Uma forma de antropomancia utilizada por druidas celtas era colocar a vítima em um "Homem de vime" e queima-la. Liam-se os augúrios conforme o cheiro da fumaça, gritos do condenado, marcas nas cinzas e cores das chamas.

Na nossa América do Sul, os maias abriam a vítima viva e de acordo com os órgãos trabalhando, como cor, textura e visões tidas pelo sangue, como bem com os gritos que o condenado desse de dor durante o rito, eram lidos e interpretados (eu to rindo: eu peguei este texto de um blog, porém a criatura não sabe nem escrever em português).

Claro, esta é uma prática antiga e feita para os padrões primitivos de civilizações. Nem tanto: uma dentista foi queimada viva, durante um assalto, nessa semana. O mundo da antiguidade é "fichinha" perto das crueldades feitas pelo "ser humano" hoje em dia.

Fonte: Sem coragem de colocar a fonte... to rindo muito... (tentei consertar o nosso português).

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Saint-Yves d’Alveydre

Saint-Yves d’Alveydre (Alexandre Saint-Yves d'Alveydre), ocultista e esoterista, nasceu em Paris, França, em 26 de março de 1842, e faleceu em Pau, Pirineus franceses, em 5 de fevereiro de 1909. É autor de obras como "O Arqueômetro", onde procuram estabelecer as relações entre as letras, as cores e os planetas, "A teogonia dos Patriarcas" e uma coleção de textos intitulados "As missões" em que cobre grandes períodos históricos.

Em 1877, conheceu Marie de Riznitch, a Condessa Keller, sobrinha da Condessa polonesa Rzewuska, amiga de Eliphas Lévi (Alphonse Louis Constant), que havia casado em segundas núpcias com Honoré de Balzac. O casamento de com a Condessa de Keller proporcionou a Saint-Yves a possibilidade de se dedidcar exclusivamente ao Esoterismo.

Em 1880, ela conseguiu junto ao Papa, para seu marido, o título de Marquês de Saint-Yves d'Alveydre.

Alguns consideram-o membro da Agartha budista da época. Um ano após sua morte, Papus (Gérard Anaclet Vincent Encausse) e alguns amigos fundaram a Sociedade Civil "Os Amigos de Saint Yves", para divulgar suas obras e promover conferências públicas.

Obras

Le Retour du Christ, 1874
Clefs de l'Orient, 1877
Testament lyrique, 1877
Le Mystère du Progrès, 1878
De l'utilité des algues marines, 1879
Mission des Souverains, 1882
Mission des Ouvriers, 1882
Mission des Juifs, 1884
Mission de l'Inde, 1886
Les funérailles de Victor Hugo, 1885
La France vraie ou la Mission des Français, 1887
Voeux du syndicat de la Presse économique, 1887
Les Etats-généraux du suffrage universel, 1888
Le centenaire de 1789 - Sa conclusion, 1889
L'ordre économique dans l'Electorat et dans l'Etat, 1889
Le poème de la Reine, 1889
Maternité royale et mariages royaux, 1889
L'Empereur Alexandre III épopée russe, 1889
Jeanne d'Arc victorieuse, 1890
Des brevets pour des applications de l'Archéomètre en 1903 et suivantes.
Théogonie des Patriarches, 1909, édition posthume.
L'Archéomètre - Clef de toutes les religions et de toutes les sciences de l'Antiquité - Réforme synthétique de tous les arts contemporains, 1910, édition posthume.

Fonte: Dicionário Mágico; Wikipédia

quinta-feira, 21 de março de 2013

Magos, filósofos e seus robôs

Petrônio (circa 27-66 d.C), mestre da literatura latina, autor de “Satiricon”, descrevia uma boneca de prata capaz de se mover como um ser humano. Bonecas semelhantes foram descritas em contos de fadas indianos.

No século XIII, o mago e frade dominicano Alberto Magno teria construído uma cabeça falante, mas tão falante que, perturbando os estudos de Tomás de Aquino, seu aluno, este a destruiu a golpes de bengala. Também o filósofo Roger Bacon teria criado mecanismos semoventes, tal como mais tarde René Descartes, que fabricou a boneca Francine.

Sobre Descartes, se conta que numa viagem de navio à Suécia, em 1640, a tripulação foi informada de que o filósofo viajava com sua filha Francine, mas até então ninguém a vira à bordo. Desconfiados e atemorizados durante uma violenta tempestade, os supersticiosos marinheiros foram em busca de Descartes e sua filha, mas no aposento deles só encontraram tudo revirado e, dentro de um baú, uma boneca como nunca haviam visto, totalmente articulada, feita com partes de metal e engrenagens de relógio. Temendo ser uma arte diabólica, o capitão mandou jogá-la no mar.

Descartes havia construído um simulacro de sua filha, após a morte da mesma, aos cinco anos de idade. Tratava a boneca como "Ma fille Francine", possivelmente sem distinção entre ela e sua falecida filha, bem de acordo com sua filosofia explicitada em seu livro "Tratado do Homem", onde o Homem é máquina, pois o Homem possui um corpo capaz de movimento resultante do engenho divino, enquanto um autômato possui um corpo capaz de movimento resultante do engenho humano. Seja qual for a relação entre Descartes e a boneca, seis meses após a "segunda morte" de sua filha, Descartes veio a falecer.


Essas invenções proliferaram no Século das Luzes, quando Friedrich von Knaus projetou uma máquina escrevente. Jacques de Vaucanson criou o Flautista. Pierre Jacquet-Droz e seu filho Henri-Louis apresentaram três criações fabulosas: o Escrivão, que traçava frases num papel; o Desenhista, que executava caprichosamente cinco desenhos diferentes; e a Tocadora, que dedilhava num cravo cinco diversas melodias. Wolfgang von Kempelen inventou o Falador e, depois, o Jogador dc Xadrez.

O século XIX foi assombrado pelo Turco Enxadrista de Johann Maezel, inventor do metrônomo. Enquanto diversão de salão, os autômatos - cuja fascinante trajetória foi contada por Mario Losano em “Histórias de Autômatos” - permaneceram ligados à idéia de encantamento; em suas aparições controladas, se mostraram inofensivos. No imaginário, porém, o inanimado a se mover adquire uma obscura vontade própria. Mas se ele produz catástrofes, a culpa não é dele - não é mau por natureza, tanto mais que não pertence à natureza: sua essência está em sua artificialidade.

Ninguém melhor que Carlo “Collodi” Lorenzini captou, em “Le Aventure di Pinocchio”, a ambigüidade do autômato. Ao ganhar de Mestre Cereja um pedaço de pau que chora e ri como criança, Gepeto tem a idéia de nele esculpir um boneco maravilhoso, que saiba dançar, jogar e saltar. Pinóquio corresponde apenas parcialmente às intenções do criador, já que nasce recusando toda e qualquer responsabilidade, matando o Grilo Falante - sua consciência - com um golpe de martelo, deixando o fogo queimar seus próprios pés, vendendo a cartilha que Gepeto lhe comprara depois de empenhar seu único capote.

Todo autômato, produto de experiências mágicas ou científicas, está sujeito a erros de cálculo. E nessa falha que o sinistro se insinua, o autômato torna-se monstruoso quando o sopro de vida, fornecido pela magia, pela alquimia, pela química, pela eletricidade, pela radioatividade ou pela engenharia genética, dota-o de uma atina misteriosa. O autômato pensante descobre sua origem, suas limitações, seu destino; sabendo-se monstro, passa a agir em conseqüência.

Em 1920, Karel Capek introduziu no imaginário ocidental a figura dos robôs, na peça “R.U.R.” (Rosum’s Universal Robots): eram humanóides destinados a cumprir ordens, criados a partir dc um protoplasma sintético. Assim a palavra “robô” (do tcheco robotit ou robota, evocando labuta, escravidão, trabalho pesado ou forçado), inventada por Capek, passou ao vocabulário de todas as línguas. Capazes de executar qualquer trabalho, mas desprovidos dc sensibilidade, exceto para a dor, com o intuito de diminuir acidentes, os robôs acabam por exterminar os homens, que consideram seus parasitos, assumindo o controle do mundo. Contudo, dois robôs, macho e fêmea, por algum defeito de fabricação, tornam-se “humanos”, apaixonam-se, criam filhos e reproduzem a civilização.

Desde então, a literatura e o cinema conheceram uma infinidade dc robôs; quando domesticados, permanecem amigos dos humanos: é o caso das latas velhas das produções B da science fiction dos anos 50; do robô ingênuo manipulado pelo covarde Mr. Smith, de “Perdidos no Espaço”; do pioneiro militante homem bicentenário de Isaac Asimov; dos autômatos espertos da série “Star Wars”.

Mas a atração pelo mal, a intenção destrutiva e a revolta contra o criador também encontram residência no coração dos robôs - dos mecanismos rebeldes de “Westworld” aos exércitos de autômatos de “Terminator”. Em “Blade Runner”, Ridley Scott apresentou criaturas tão semelhantes ao criador que se revoltam ao descobrir que, embora tecnicamente perfeitas, capazes de gozar a vida, não podem durar mais do que quatro anos.

Na verdade, a ficção, as lendas, assim como as maravilhas reais da Internet e do notebook em que agora escrevo, são todas filhas do gênio humano chamado "Dr. Frankenstein".

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Fontes: "Da Natureza dos Monstros", de Luiz Nazario; Wikipedia; Saindo do Matrix.

Andrógino

Termo designando uma pessoa que possui, ao mesmo tempo, características masculinas e femininas. Também chamado de hermafrodita. Na tradição egípcia, a androginia é um tema muito freqüente. O Talmud e outros livros sagrados hebraicos descrevem Adão, o primeiro homem, como um ser andrógino.

Andrógino é, também, segundo o livro "O Banquete", de Platão, uma criatura mítica proto-humana. No livro, o comediógrafo Aristófanes descreve como haveria surgido os diferentes sexos.

Havia antes três seres: Andros, Gynos e Androgynos, sendo Andros entidade masculina composta de oito membros e duas cabeças, ambas masculinas, Gynos entidade feminina mas com características semelhantes, e Androgynos composto por metade masculina, metade feminina.

Eles não estavam agradando os deuses, que os resolveu separar em dois, para que se tornassem menos poderosos. Seccionado Andros, originaram-se dois homens, que apesar de terem seus corpos agora separados, tinham suas almas ligadas, por isso ainda eram atraídos um por o outro. O mesmo ocorre com os outros dois. Andros deu origem aos homens homossexuais, Gynos às lésbicas e Androgynos aos heterossexuais. Segundo Aristófanes, seriam então dividos aos terços os heterossexuais e homossexuais.

Platão, grande defensor dessa androginia original, afirma que: “O amor (…) reduz dois seres em um só, e, de certa forma, restaura o antigo estado de perfeição da natureza humana. Cada um de nós é apenas a metade de um ser, uma metade separada de sua totalidade (…). Essas metades e são constantemente procurando a sua outra parte. O desejo e a busca da unidade é o que chamamos amor”.

Os alquimistas, cabalistas, feiticeiros e magos ajudaram a preservar este tema platônico. Os ensinamentos cabalistas, por exemplo, deixam claro o princípio de que o homem é verdadeiramente completo apenas quando chega a ser, ao mesmo tempo, homem e mulher. A figura do andrógino ou hermafrodita, sempre presente no início e no final de todos os processos que envolvem iniciação mágica, simboliza a famosa “união dos contrários” dos alquimistas.

Em tempos bem recentes, alguns magos, pretendendo dominar o mundo com a ajuda de forças sobrenaturais, afirmavam que um dos primeiros passos a ser dado seria exatamente o pleno desenvolvimento de suas próprias naturezas andróginas.

Fonte: Dicionário Mágico; Wikipedia.

Alberto, o Grande

Albrecht von Bollstädt (1193-1280) conhecido como Grande Alberto (latim: Albertus Magnus) ou Alberto de Colônia, foi um frade dominicano, filósofo, teólogo, naturalista, químico e alquimista germânico. Professor renomado no século XIII, foi mestre de Tomás de Aquino.

Bispo de Regensburgo e Doutor da Igreja, tornou-se famoso por seu vasto conhecimento e por sua defesa da coexistência pacífica da ciência e da religião. É considerado o maior filósofo e teólogo alemão da Idade Média e foi o primeiro intelectual medieval a aplicar a filosofia de Aristóteles no pensamento cristão.

Nasceu na Baviera, possivelmente no ano de 1193 ou 1206, numa família militar que desejava para ele uma carreira militar ou administrativa. Mas, após concluir os seus estudos em Pádua e em Paris, optou por seguir o sacerdócio, entrando na Ordem de São Domingos. Devido à sua crescente fé em Deus e em Jesus Cristo e à sua dedicação à Ordem, foi promovido a superior provincial e mais tarde, nomeado Bispo pelo Papa.

Alberto dominava bem a Filosofia e a Teologia, matérias em que teve Tomás de Aquino como discípulo, e mostrou também grande interesse pelas ciências naturais, ao ponto de dispensar o episcopado, com a autorização papal, para prosseguir os seus estudos com tranquilidade.

Ocupou-se de várias áreas de conhecimento - mecânica, zoologia, botânica, meteorologia, agricultura, física, química, tecelagem, navegação e mineralogia - inserindo esses conhecimentos na sua busca da santidade e do equilíbrio entre fé e razão, afirmando que sua intenção última era conhecer a ciência de Deus. Sua obra escrita está contida em 22 grossos volumes.

A tradição atribui-lhe o poder  de convocar os mortos e a autoria de numerosos tratados ocultistas. Afirma-se que conseguiu inventar um andróide de latão, com uma cabeça falante. Este homem artificial (elaborado num período de trinta anos, de acordo com ensinamentos de astrologia) era capaz de responder a todas as questões. Ainda segundo a lenda, seu discípulo, Tomás de  Aquino, enervou-se com o andróide e o destruiu.

Alberto deixou uma famosa fórmula mágica para afastar as doenças:

Ofano, Oblamo, Ospergo,
Hola, Noa Massa,
Lux, Beff, Cletemati, Adonai,
Cleona, Florit,
Pax, Sax Sarax.
Afa Afca Nostra
Cerum, Heaium, Lada Frium.


Morreu em Colônia, no ano de 1280, proclamado Doutor da Igreja e patrono dos cultores das ciências naturais.

Fontes: Wikipedia; Dicionário Mágico.

Agnus Dei

"Agnus Dei" significa "Cordeiro de Deus", em latim. É uma expressão muito utilizada no catolicismo para falar sobre Jesus, após ter se sacrificado na cruz, e é dito em todas as celebrações religiosas.

Os hebreus tinham o costume de matar um cordeiro em sacríficio a Deus, para remissão dos pecados. O sacrifício de animais (ou mesmo de pessoas) era frequente entre vários grupos étnicos, em várias partes do mundo. Na Bíblia é referido, por exemplo, o caso de Abraão que, para provar a sua fé em Deus teria de sacrificar o seu único filho, imolando-o, como era costume para os sacrifícios de animais. Contudo, Deus não permitiu tal execução.

A morte de Jesus Cristo, considerado pelos cristãos como filho unigênito de Deus, tornaria estes sacrifícios desnecessários, já que sendo considerado perfeito, não tendo pecado e tendo nascido de uma virgem por graça do Espírito Santo, semelhante a Adão antes do pecado original, seria o sacrifício supremo, interpretado como o maior ato de amor de Deus para com a humanidade.

O disco estampado com a figura de um cordeiro era usado ao redor do pescoço, como amuleto de proteção contra feitiços. Os juizes dos processos de feitiçaria eram aconselhados a usar Agnus Dei. Os autores do "Malleus Malleficarum", um importante tratado medieval de feitiçaria, comentam sobre virtudes desse amuleto.

Fontes: Wikipedia; Dicionário Mágico.

Adão Kadmon

Expressão hebraica associada com a expressão aramaica Adam Kadmaah. De significado místico, ela denota o protótipo da espécie humana.

Adão Kadmon, na cabala judaica, representa o Homem Arquetípico, o Homem Primordial. É considerado como a síntese da Árvore da Vida, que emana de Ain Soph. Ele se estende entre o maior e o menor; sua cabeça toca o Absoluto e seus pés, a relatividade da Existência. Ele expressa os dez atributos primordiais do Divino e suas quatro leis maiores que governam o Universo.

A primeira dessas leis é que Tudo é Um; a segunda se refere à ação da Trindade Divina de forças passivas e ativas, mediadas pela Vontade e Consciência de Deus; a terceira é a lei da seqüência, da Grande Oitava, que vai da cabeça até os dedos dos pés do homem universal; e a quarta é que entre do Dó superior da Coroa e do Dó inferior do Reino existem quatro mundos, cada um deles contendo uma Árvore secundária. O esquema que superpõe as quatro árvores, denominado Escada de Jacó, é muito utilizado por Halevi em seus livros.

Fontes: Dicionário Mágico; Clube do tarô.

Adamantius

Fisiognomia: o nariz aqui se destaca.
Adamantius (em grego: Αδαμάντιος) foi um antigo médico, com o título de Iatrosophista (ιατρικων λόγων σοφιστής ou seja: "professor de medicina"). Pouco se sabe de sua vida pessoal, exceto que ele era judeu de nascimento, e que ele era um dos que fugiram de Alexandria, Egito, no momento da expulsão dos judeus daquela cidade pelo Patriarca Cirilo de Alexandria em 415.

Ele refugiou-se em Constantinopla, onde foi persuadido (ou convidado) a abraçar o cristianismo aparentemente pelo Arcebispo Atticus dessa cidade. Mais tarde retornou a Alexandria.

É autor de um tratado grego sobre fisiognomia (φυσιογνωμονικά; uma ramificação das artes ocultas) em dois livros. Essa obra, que ainda existe, tem a influência (como Adamantius mesmo confessa) de Polemon sobre um trabalho do mesmo assunto.

Esse tratado é dedicado a "Constâncio", supostamente o mesmo que se casou com Placidia (ou seja, Constâncio III), filha de Teodósio, o Grande, e que reinou por sete meses em conjunto com o imperador Honório. Foi publicado pela primeira vez em grego em Paris, França, em 1540. Várias de suas prescrições médicas são preservados por Oribasius e Aécio.

Outra de suas obras, Περί Ανέμων (Lat. De Ventis ), é citado pelo Scholiast de Hesíodo, e um extrato do que é dado por Amidenus Aécio . O texto foi publicado em 1864 por Valentin Rose em anecdota graeca.

Fontes: Dicionário Mágico; Wikipédia.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Aeromancia

Aeromancia é a arte de predizer o futuro mediante a observação de formações gasosas no ar, ventos, nuvens e fenômenos do céu. Vem do grego "aero", que significa "ar" e "mancia" que significa "adivinhaçao".

Baseada, principalmente, nas direções do vento, uma das variações inclui atirar-se punhados de areia ou poeira ao vento, e estudar-se a forma resultante da nuvem de pó que se formava para responder-se à questão proposta.

Outra variante consistia em jogar ao vento um punhado de sementes, as quais, ao cair ao solo, formavam um desenho ou figura que era interpretado de forma análoga àadivinhação pelas folhas de chá.

Fontes: Dicionário Mágico; Elgrantarot.es.

Adramelech

Adramelech é um dos dez sephiroths negativos (sephiroth, em hebreu, significa "contagem","números", "estatísticas"; as dez emanações de Ain Soph na cabala), comandados por Samael, o Anjo do Envenenamento. Seu culto teve origem provável na Síria, mais tarde sendo introduzido na Samária.

Nos cultos a Adramelech, crianças eram sacrificadas.

Na demonologia, Adramelech é considerado o grande embaixador do inferno, superintendente do guarda-roupa do demônio e presidente do supremo concílio do inferno. Ele freqüentemente aparece sob a forma de uma mula ou um pavão.

Na religião suméria de Adramelech (Adrammelech), ele era considerado o Deus-Sol sendo assim o centro da religião ,em sua descrição ele é tido como homem e faz uma espécie de contaraste com Anammelech, deusa-lua.

Adremelech faz aparições em diversos RPG's, como Final Fantasy Tactics Advance e Castlevania: Circle of the Moon.

Fontes: Dicionário Mágico; Wikipédia.

Alquimia: ciência ou seita?

O Alquimista - Pintura de Sir William Fettes Douglas (1822 - 1891)
Alquimia vem do árabe AL-Khemy, e quer dizer "a química". Esta ciência começou a se desenvolver por volta do século III a. C. em Alexandria, Egito, o centro de convergência da época e de recriação das tradições gregas, pitagóricas, platônicas, estóica, egípcias e orientais. Deve sua existência à mistura de três correntes: a filosofia grega, o misticismo oriental e a tecnologia egípcia. Obteve grande êxito na metalurgia, na produção de papiros e na aparelhagem de laboratório, mas não conseguiu seu principal objetivo: a Pedra Filosofal.

Os preceitos e axiomas alquímicos encontram-se condenados na misteriosa “Tábua Esmeraldina” (a esmeralda era considerada como a pedra preciosa mais formosa e mais cheia de simbolismo: a flor do céu), um dos quarenta e dois livros da doutrina hermética atribuídos a Hermes Trimegisto.

Hermes "Trismegisto" (isto é, três vezes grande) é identificado como sendo o deus egípcio Toth, que é uma representação do poder intelectual. Referências a ele já existiam nos tempos do filósofo Platão, por volta do ano 400 a. C.. Diz a lenda que os preceitos de Hermes foram gravados em uma esmeralda, o que deu origem ao nome "Tábua de Esmeralda". Os preceitos e ensinamentos de Hermes pautaram o trabalho dos alquimistas, que em suas obras faziam referências à Tábua de Esmeralda pelo seu nome latinizado, Tábula Smaragdia.

São preceitos metafísicos bastante avançados e complexos, de forma que só eram compreendidos pelos iniciados. Do nome de Hermes derivou o termo "hermético" e o "hermetismo", que significam "aquilo que é fechado, restrito". Algo que é hermeticamente fechado significa inacessível. Ensinamentos herméticos são restritos aos iniciados e pessoas comprometidas com determinada área do ocultismo.

Os sábios que dedicaram sua vida inteira à pesquisa alquímica pretendiam transformar os materiais opacos em metais brilhantes e nobres. Em suas recolhas de laboratórios realizavam valiosas pesquisas e idealizaram uma linguagem cheia de símbolos indecifráveis para, deste modo, burlar a vigilância a que estavam submetidos por parte daqueles regulamentos sociais, que em todos os tempos tem considerado como tarefa prioritária a perseguição, ou desqualificação daqueles que se atrevem a discordar e não compartilhar dos convencionalismos. Os grandes personagens do pensamento hermético e esotérico anotavam sua investigações em códigos e as chaves decifradoras só eram conhecidas pelos iniciados. Com isso muitos alquimistas se separavam da sociedade, formando seitas secretas e seu engajamento era feito através de juramentos:

“Eu te faço jurar pelos céus, pela terra, pela luz e pela trevas; Eu te faço jurar pelo fogo, pelo ar, pela terra e pela água; Eu te faço jurar pelo mais alto dos céus, pelas profundezas da terra e pelo abismo do tártaro; Eu te faço jurar por Mercúrio e por Anubis, pelo rugido do dragão Kerkorubos e pelo latido do cão de três tetas, Cérbero, guardião do inferno; Eu te conjuro pelas três Parcas, pelas três fúrias e pela espada a não revelar a pessoa alguma nossas teorias e técnicas”.

Devido às suas origens, a alquimia apresentou um caráter místico, pois absorveu as ciências ocultas da Mesopotâmia, Pérsia, Caldéia, Egito e Síria. A arte hermética da alquimia já nasceu em lenda e mistério. Os alquimistas usavam fórmulas e recitações mágicas destinadas a invocar deuses e demônios favoráveis as operações químicas. Por isso muitos eram acusados de pacto com o demônio, presos, excomungados e queimados vivos pela Inquisição da Igreja Católica.

Por questão de sobrevivência, os manuscritos alquímicos foram elaborados em formas de poemas alegóricos, incompreensíveis aos não iniciados. Mais de dois mil anos antes do início da nossa era, os babilônios e os egípcios, procuravam obter ouro artificialmente, e já se interessavam pela transformação dos metais em ouro. Nessa época, a prática da alquimia era realizada sob o mais absoluto dos segredos, pois era considerada uma ciência oculta. Sob a influência das ciências advindas do Oriente Médio, os alquimistas passaram a atribuir propriedades sobrenaturais às plantas, letras, pedras, figuras geométricas e os números eram usados como amuletos, como o 3, o 4 e o 7.

Em função das condenações proclamadas pela Igreja Católica aos alquimistas, durante a Idade Média, o cheiro de enxofre passou a ser associado ao diabo. Os alquimistas faziam suas experiências com enxofre comum, sendo denunciados pelos fortes cheiros emanados de suas casas ou laboratórios, o que permitia que fossem facilmente detectados e acusados de bruxaria e pacto com o demônio, pondo fim aos seus  trabalhos.

É também digno de registro a criação de Drácula, o vampiro, acusado de obter longevidade às custas do sangue humano. Seu surgimento não passou de uma bem sucedida tentativa para desmoralizar uma ordem mística alquimista, surgida na Idade Média, que trabalhava na obtenção do elixir da longevidade.

Importante também, é enumerar as muitas descobertas feitas por alquimistas em seus laboratórios, nas suas tentativas para atingir a Pedra Filosofal: Água-régia (mistura de ácido nítrico e clorídrico), arsênico, nitrato de prata (que produz ulcerações no tecido animal), acetato de chumbo, bicarbonato de potássio, ácidos sulfúrico, clorídrico, canfórico, benzóico e nítrico, sulfato de sódio e de amônia, fósforo, a potassa cáustica (hidróxido de potássio, que permitia a fabricação de sabões), entre muitas outras coisas que possibilitaram a evolução da humanidade.

O sucesso da alquimia na Europa se deve aos árabes, que introduziram idéias místicas acompanhadas por avanços práticos no procedimento químico como a destilação e a descoberta de novos metais e componentes.

Fonte: http://www.cdcc.usp.br/ciencia/artigos/art_25/alquimia.htmla

Adivinhação

Quiromancia
Adivinhação é o nome genérico para um enorme conjunto de técnicas mágicas destinadas a prever ou descobrir o futuro ou outros fatos desconhecidos. A adivinhação é praticada desde os tempos mais remotos até o presente imediato. Existe em todas as culturas, e em todos os níveis intelectuais. Assumiu uma grande variedade de formas.

No século XI antes de Cristo (I Samuel 2,8,3), Saul proibiu a adivinhação pela necromancia. Todos os tipos de adivinhos, inclusive os intérpretes de sonhos, feiticeiros, necromantes, foram condenados pelos maiores profetas.

Da mesma forma que a grande doutrina mágica do “acima, como abaixo” é o fundamento da astrologia, a sua conversão, "abaixo, como acima”, é a base de muitas formas de adivinhação.

Estudando os acontecimentos da terra, o feiticeiro ou adivinho pode descobrir as condições do céu. Ele pode, por exemplo, examinar o fígado de um carneiro para determinar se as condições celestes são favoráveis a um particular evento terrestre.

Este e outros altamente ecléticos métodos de predição do futuro estão baseados na assunção de que acontecimentos aparentemente sem importância constituem, na realidade, parte de um grande desenho do universo, e indicam a direção na qual o universo, como um todo, está movendo-se.

Entre os ramos da adivinhação estão:

Amniomancia — Observação do crânio de uma criança ao nascer.

Antropomancia — Consulta dos intestinos e órgãos internos de crianças sacrificadas (o imperador Juliano, o Apóstata, parece ter praticado este método de adivinhação).

Apantomancia — Observação de objetos que aparecem repentinamente.

Armomancia — Observação dos ombros e costas de um animal que foi sacrificado com esse propósito.

Aspidomancia — Adivinhação colocando-se no interior de um círculo mágico e caindo-se num estado de transe provocado pela recitação de fórmulas mágicas.

Belomancia — Adivinhação pela observação da trajetória de flechas.

Bibliomancia — Consulta de uma passagem ou linha de um livro, escolhida ao acaso.

Botanomancia — Adivinhação que queima os pequenos ramos de verbena ou outro vegetal, colocando-se no fogo, inscritas em papel, as perguntas que deverão ser respondidas 

Catoptromancia — Adivinhação por meio de lentes ou de espelhos mágicos. Esta prática esteve em voga na Roma antiga, e é mencionada por Apuleo, o filósofo e novelista romano, bem como por Pausanias, o viajor grego, e por Santo Agostinho.

Causimomancia. — Adivinhação pelo fogo (quando o objeto jogado ao fogo não queimava, o prognóstico era muito propício).

Dafomancia — Observação da maneira pela qual um ramo de louro, jogado ao fogo, queimava.

Empiromancia — Observação de objetos jogados ao fogo sacrificial.

Gastromancia — Adivinhação por meio de ventriloqüismo.

Geloscopia — Adivinhação pela interpretação do riso de uma pessoa.

Hepatoscopia — Observação do fígado de um animal morto.

Hipomancia — Observação do caminhar de um cavalo.

Ictiomancia — Observação das entranhas de um peixe.

Lampadomancia — Adivinhação por meio da chama de uma lâmpada ou vela.

Libanomancia — Observação das volutas da fumaça do incenso.

Mararitomancia — Adivinhação por meio de pérolas.

Oeniática — Observação do vôo dos pássaros.

Ovomancia — Adivinhação por meio de jogar-se ovos ao fogo e observar-se de que forma rebentavam.

Quiromancia — Observação das linhas da mão.

Xilomancia — Observação da posição dos gravetos no chão.

Fonte: Dicionário Mágico.

Adeptos

Adeptos são homens que, através da negação de si mesmos e do crescimento interior, dominam as ciências ocultas e preparam a si mesmos para assumirem funções no controle e manipulação do mundo. Os Adeptos possuem, segundo a crença, conhecimentos e poderes superiores.

A respeito diz Lewis Spencer: “Eles podem controlar as forças tanto do reino físico como do espiritual, e supostamente são capazes de prolongar suas vidas por muitos séculos."

São também conhecidos como Grande Fraternidade Branca, Rishis, Rahats ou Mahatmas. Aqueles que desejam honestamente trabalhar pela melhoria do mundo podem tornar-se aprendizes ou chelas de Adeptos, e nesse caso os últimos são chamados de "mestres”.

Mas o aprendiz necessita, em primeiro lugar, cumprir um aprendizado de negação do próprio ego e decrescimento interior, para que se possa servir aos instrutores. O mestre ensina um conhecimento e uma sabedoria que não podem ser encontrados de outra forma, e ajuda o aprendiz através da comunhão e da inspiração.

Madame Blavatsky, fundadora da Sociedade Teosófica, alegava ser discípula de alguns desses mestres, afirmava que eles residiam nas montanhas tibetanas do Himalaia.

Fonte: Dicionário Mágico

O Livro da Penitência de Adão

Título de um manuscrito que mostra que a divindade Seth, do Egito, foi na verdade um grande iniciado da ciência oculta. Esse documento, segundo consta na página 49 da "História da Magia", foi encontrado pelo ocultista e escritor francês Eliphas Levi (08/02/1810 - 31/05/1875) na Biblioteca do Arsenal em Paris:

"Adão teve dois filhos, Caim que representa a força brutal, Abel que representa a doçura inteligente. Eles não puderam entrar em acordo e morreram um pelo outro, por isso sua sucessão foi dada a um terceiro filho chamado Set.

Ora, Set, que era justo, pode chegar até a entrada do jardim terrestre sem que o querubim o afugentasse com sua espada flamejante. Set viu então que a Árvore da Ciência e a Árvore da Vida se achavam reunidas, formando uma só. E o anjo lhe deu três grãos que continham toda a força vital desta Árvore.

Quando Adão morreu, Set, seguindo as instruções do anjo, colocou os três grãos na boca de seu pai morto, como um penhor de vida eterna. Os ramos que saíram destes três grãos formaram a moita ardente, no meio da qual Deus revelou a Moisés seu nome eterno: 'O ser que é que foi e que será'.

Moisés colheu um triplo ramo da moita sagrada e foi para ele a vara dos milagres. Esta vara, se bem que separada de sua raiz, não deixou de viver e de florir e foi assim conservada na Arca.

O rei Davi plantou  esse ramo vivo na montanha de Sião, e Salomão mais tarde tomou a madeira desta árvore no triplo tronco para fazer dela as duas colunas Jakin e Boaz, que estavam na entrada do templo; ele as revestiu de bronze e pôs o terceiro pedaço de madeira mística no frontal da porta principal.

Era um talismã que impedia tudo o que era impuro de penetrar o templo, mas os levitas corrompidos arrancaram durante a noite esta barreira de suas iniqüidades e a arremessaram no fundo da piscina probática, enchendo-a de pedras.

A partir desse momento o anjo de Deus agitou todos os anos as águas da piscina e lhes comunicou uma virtude milagrosa para evitar que homens procurassem lá a árvore de Salomão.

No tempo de Jesus Cristo, limparam a piscina e os judeus achando este poste, inútil no pensar deles, levaram-no da cidade e fizeram uma ponte sobre o regato de Cedron.

Foi sobre esta ponte que Jesus passou depois de sua prisão noturna no Jardim das Oliveiras e foi do alto desta prancha que seus algozes o precipitaram para arrastá-lo na torrente e em sua precipitação em preparar de antemão o instrumento de suplício, eles levaram consigo a ponte que era uma tábua de três peças composta de três madeiras diferentes e com elas fizeram uma cruz."

Fontes: História da Magia - Editora Pensamento; Dicionário Mágico.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Abracadabra

Palavra mágica de origem desconhecida. Segundo a crença, seu poder consiste em afastar malefícios, doenças e a morte.

O cronista latino Wuintus Serenus Sammonicus, que acompanhou o imperador Severo à Bretanha, no ano de 20, menciona essa palavra num poema como uma cura para febres infecciosas.

Eliphas Levi, em seus tratamentos de magia, discute longamente o triângulo mágico formado pelas letras da palavra abracadabra, e a conecta com outros conceitos mágicos inclusive com o simbolismo do tarô. Para melhores resultados, a palavra deve ser escrita na forma de um triângulo e usada ao redor do pescoço.

Alguns estudiosos afirmam que abracadabra é uma corruptela do termo sagrado gnóstico abraxas, uma fórmula mágica significando, entre outras coisas, “proteja-me” ou “não me deixe cair em desgraça”.

Outros insistem que ela deriva do aramaico abhadda kedabrah, "doença, desapareça desse mundo”.

Essa fórmula mágica foi usada intensamente pelos primeiros gnósticos, que procuravam aproteção dos espíritos benevolentes ou combater a aflição.

Fonte: Dicionário Mágico.

Abaris

Abaris foi um feiticeiro cita, alto sacerdote de Apolo. Este o presenteou com um flecha de ouro com a qual Abaris podia viajar pelos ares como pássaro. Por isso, os gregos o chamavam de Aeróbata.

Segundo uma lenda, Pitágoras foi seu aluno e roubou-lhe a seta de ouro.

Abaris era capaz de controlar o tempo, predizendo o futuro, afastar as doenças e viver sem comer nem beber. Ele vendeu para os troianos seu famoso talismã, o paládio (um atributo da deusa Palas Atena), que protegeria a cidade onde ele fosse colocado.

Ocultistas modernos consideram Abaris um dos grandes iniciados da humanidade.

Fonte: Dicionário Mágico.

Acônito

O acônito (Aconitum napellus) é uma planta venenosa, pertencente à família Ranunculaceae muito utilizada em fármacos homeopáticos. Possui raízes tuberosas e caule ereto, com flores azuis na forma de um elmo. O fruto é uma vesícula. Os sintomas do envenenamento por sua causa são salivação excessiva, falta de ar, tremores e aceleração dos batimentos cardíacos. Apenas 10 gramas de raíz constituem uma dose letal para o ser humano.

É uma planta vivaz que pode atingir até 1,5 metros de altura, tem folhas verde-escuras, palmeadas e recortadas, flores azuis, raramente brancas, e raiz fusiforme. 

Era muito usada em ungüentos preparados por feiticeiras medievais. Considerada a mais mortal de todas as plantas que são associadas à "bruxaria", também é conhecida como “veneno de lobo”, uma vez que era usada nas flechas para caçar tais animais na região do Egeu e do Mediterrâneo.

Originalmente é do oeste europeu, mas passou a ser cultivado na Grécia antiga e difundido na Itália. Hoje em dia é uma erva que pode ser encontrada até mesmo na Inglaterra e País de Gales. Entre os efeitos do acônito estão profundas alterações nos estados de consciência, o que o leva a ser uma erva bastante utilizada em rituais de deslocamento.

A intoxicação num primeiro momento traz excitação geral, com parestesia nos lábios, língua e garganta por bloqueio do trigênio. Depois alterações gastrointestinais: diarréia, vômitos e sialorréia. Em uma segunda fase se produz hipotermia e paralisia dos músculos respiratórios e bloqueio dos centros nervosos cardiorrespiratórios, que pode conduzir a la morte por asfixia em poucas horas. 

Na medicina, é uma planta bastante utilizada em remédios homeopáticos. Indicações: asma, bronquite, congestão pulmonar, corisa, doença inflamatória, febre com delírios, feridas na pele, gota, gripe, hipertrofia do coração, laringite aguda, nevralgia facial, nevralgia lombociática e do trigênio, palpitação nervosa, pneumonia, reumatismo, tosse espasmódica, úlceras.

O uso interno somente deve ser feito com receita médica, em doses homeopáticas e com preparações farmacêutica com determinação do conteúdo de alcalóides. É muito venenosa, não tocá-la quando efetuar a colheita. Aconselha-se, a utilização dos preparados farmacêuticos. Jamais usar na gravidez, lactação, em crianças, em combinações com álcool, sedantes, anti-histamínicos, hipnóticos, antidepressivos, espasmolíticos, pessoas com constipação, febre alta ou hipertensão. A dose letal é de 1 a 3 mg de aconitina (equivalente a 2 a 4 g de tubérculo fresco).

Desenterra-se os tubérculos com as raízes jovens (verão ao princípio do outono). Depois de muito bem limpos cortá-los no sentido do comprimento secá-los o mais rapidamente possível à sombra à temperatura de 40º C a 50º C.

Outros nomes populares: capacete-de-júpiter, capuz-de-frade, casco-de-júpiter, napelo, ito, anapelo, matalobos, nabillo del diablo, napelo (castellano), aconite, blue rocket, true monkshood, wolfsbane (inglês), bachnag, mithazahar (hindú), ts’ao-wu, wu-t’ou (chinês), aconito (italiano).

Fontes: Dicionário Mágico; Jardim da Magia; Wikipédia.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Abraxas

Abraxas é um termo místico muito usado entre os gnósticos. Suas origens remontam a Basílio de Alexandria, que o usou no segundo século de nossa era como um título de divindade. Na numeração grega, as sete letras da palavra denotam o número 365, os dias do ano solar, representando um ciclo completo da ação divina. Além disso, supunha-se que 365 era a soma total dos espíritos que emanaram diretamente de Deus. 

Quando gravada em pedras ou gemas preciosas e usada como amuleto, a palavra protege a pessoa contra doenças e ferimentos. Existem muitos tipos desses amuletos: os que têm cabeça de galo, leão, ou de homem; os que consistem em letras hebraicas.

A palavra é encontrada no Evangelho Copta dos Egípcios e nos Papiros Mágicos Gregos. Ela também era gravada em algumas gemas por isso chamadas de Pedras de Abraxas, que eram usadas como amuletos. Abraxas pode também estar relacionada a Abracadabra, embora outras explicações existam.

Há diversas similaridades e diferenças entre estas gravuras em reportes sobre os ensinamentos de Basílio, antigos textos gnósticos, as grandes tradições mágicas greco-romanas e os modernos escritos mágicos e esotéricos. Opiniões não faltam sobre Abraxas, que em séculos recentes foi entendido como um deus egípcio e um demônio. O psicólogo suíço Jung escreveu um breve tratado gnóstico em 1916 chamado os Sete Sermões aos Mortos, que tinha Abraxas como um deus acima do Deus Cristão e o Diabo, que combinaria todos os opostos num único Ser.

No sistema descrito por Ireneu, o "Pai não-nascido" é o progenitor do Nous, e dele Nous Logos, de Logos Phronesis, de Pronesis Sophia e Dynamis. Destes, principados, poderes e anjos, o último dos quais criam o "primeiro céu".

Estes, por sua vez, originam uma segunda série, criando um segundo céu. O processo continua de maneira similar até que 365 céus existam, sendo os anjos deste último (o céu visível) os criadores do nosso mundo. o "governante" [principem, ou ton archonta] dos 365 céus "é Abraxas e, por isso, ele contém em si mesmo 365 números".

Hipólito fala sobre Abraxas na Refutação de todas as heresias, que parece ter seguido a Exegetica de Basilides. Após descrever a manifestação do Evangelho na Ogdóade e na Septóade, ele acrescenta que os Basilidianos têm um longo relato sobre as inúmeras criações e poderes nos diversos 'estágios' do mundo superior (diastemata), no qual relatam sobre os 365 céus e argumentam que "seu grande arconte" é Abrasax, pois seu nome contém o número 365, o número de dias do ano. Ou seja, a soma dos números representados pelas letras gregas em ΑΒΡΑΣΑΞ é 365:

    Α = 1, Β = 2, Ρ = 100, Α = 1, Σ = 200, Α = 1, Ξ = 60

Como um deus

Epifânio de Salamis parece seguir parcialmente Ireneu e parcialmente o "Compêndio de Hipólito", agora perdido. Ele conceitua Abraxas ou Abrasax distintamente como o "poder acima de tudo e o primeiro princípio", "a causa e o primeiro arquétipo" de todas as coisas e menciona que os seguidores de Basilides se referiram ao número 365 como sendo o número de partes no corpo humano além do número de dias no ano.

O autor do apêndice do livro "Prescrição contra heréticos", de Tertuliano, que também devem ter seguido o Compêndio de Hipólito acrescentam algumas particularidades: que 'Abraxas' deu à luz Mente (Nous), o primeiro numa série de poderes enumerados por Ireneu e Epifânio; que o mundo, assim como os 365 céus, foi criado em homenagem a 'Abraxas'; e que Cristo foi enviado não pelo Criador do mundo, mas por 'Abraxas'.

Nada pode ser inferido das vagas alusões de Jerônimo, que afirmava que 'Abraxas' significava "O Deus maior" para Basílio, "Deus Todo-Poderoso" e "O Senhor Criador" (Comentários sobre Amós, cap. III.9, e sobre Naum, I.11, respectivamente). As aparições em Teodoreto ("Haereticarum fabularum compendium", I.4) e Agostinho de Hipona (Haer IV e Praedestinatus I.3) não tem valor como fontes independentes.

Como um Aeon

Mesmo com a disponibilidade de fontes primárias, como as da Biblioteca de Nag Hammadi, a identidade de Abrasax ainda permanece obscura. O Livro Sagrado do Grande Espírito Invisível, por exemplo, se refere a Abrasax como o Aeon vivendo com Sophia e os demais Aeons do Pleroma na luz do luminar Eleleth. Em diversos textos, Eleleth é o último dos luminares (Luzes espirituais) de destaque e é o Aeon Sophia, associado a ele, que encontra a escuridão e acaba envolvida na cadeia de eventos que levam ao reinado do Demiurgo neste mundo e à tentativa de salvação que se segue.

Assim, o papel de Aeon de Eleleth, e também de Abrasax, Sophia e outros, é característico da camada exterior do Pleroma, a que toca a ignorância do mundo da Vontade, e que reage para corrigir o erro da ignorância no mundo das coisas materiais.
As Pedras de Abrasax

Um grande número de pedras gravadas existem, as há muito chamadas de "Pedras de Abrasax". Um exemplo particularmente bom foi encontrado dentre os artefatos do Tesouro de Thetford, do século IV dC, encontrado em Norfolk, UK. Os personagens são mitológicos, majoritariamente grotescos, com várias inscrições, dentre as quais ΑΒΡΑΣΑΞ frequentemente é encontrada, sozinha ou acompanhada de outras palavras.

Algumas vezes, todo o espaço é tomado com a escrição. Em certos textos mágicos obscuros de origem egípcia, ἀβραξάς ou ἀβρασάξ é encontrado associado com outros nomes frequentemente dados à gemas; e é também encontrado no metal grego tesseræ entre outras palavras místicas. O significado destas lendas raramente pode ser compreendido, apesar das gemas serem tidas como amuletos.

Fontes: Dicionário Mágico; Wikipédia.

Abstinência


Ritual mágico que requer cuidadosa preparação. Para convocar o demônio, o mago prepara-se, em primeiro lugar, através da abstinência, ou por outros meios destinados a incrementar seus poderes.

Eliphas Levi recomenda, antes de se proceder a um ritual ou operação mágica, um mínimo de sono e abstinência de sexo, bebidas tóxicas e carne.

Fonte: Dicionário Mágico.