quinta-feira, 21 de março de 2013

Andrógino

Termo designando uma pessoa que possui, ao mesmo tempo, características masculinas e femininas. Também chamado de hermafrodita. Na tradição egípcia, a androginia é um tema muito freqüente. O Talmud e outros livros sagrados hebraicos descrevem Adão, o primeiro homem, como um ser andrógino.

Andrógino é, também, segundo o livro "O Banquete", de Platão, uma criatura mítica proto-humana. No livro, o comediógrafo Aristófanes descreve como haveria surgido os diferentes sexos.

Havia antes três seres: Andros, Gynos e Androgynos, sendo Andros entidade masculina composta de oito membros e duas cabeças, ambas masculinas, Gynos entidade feminina mas com características semelhantes, e Androgynos composto por metade masculina, metade feminina.

Eles não estavam agradando os deuses, que os resolveu separar em dois, para que se tornassem menos poderosos. Seccionado Andros, originaram-se dois homens, que apesar de terem seus corpos agora separados, tinham suas almas ligadas, por isso ainda eram atraídos um por o outro. O mesmo ocorre com os outros dois. Andros deu origem aos homens homossexuais, Gynos às lésbicas e Androgynos aos heterossexuais. Segundo Aristófanes, seriam então dividos aos terços os heterossexuais e homossexuais.

Platão, grande defensor dessa androginia original, afirma que: “O amor (…) reduz dois seres em um só, e, de certa forma, restaura o antigo estado de perfeição da natureza humana. Cada um de nós é apenas a metade de um ser, uma metade separada de sua totalidade (…). Essas metades e são constantemente procurando a sua outra parte. O desejo e a busca da unidade é o que chamamos amor”.

Os alquimistas, cabalistas, feiticeiros e magos ajudaram a preservar este tema platônico. Os ensinamentos cabalistas, por exemplo, deixam claro o princípio de que o homem é verdadeiramente completo apenas quando chega a ser, ao mesmo tempo, homem e mulher. A figura do andrógino ou hermafrodita, sempre presente no início e no final de todos os processos que envolvem iniciação mágica, simboliza a famosa “união dos contrários” dos alquimistas.

Em tempos bem recentes, alguns magos, pretendendo dominar o mundo com a ajuda de forças sobrenaturais, afirmavam que um dos primeiros passos a ser dado seria exatamente o pleno desenvolvimento de suas próprias naturezas andróginas.

Fonte: Dicionário Mágico; Wikipedia.