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domingo, 7 de agosto de 2016
13 Superstições de Casamento
O pensamento de que certas coisas podem trazer boa ou má sorte vem desde o início dos tempos, está presente em todas as culturas e, quase sempre, segue as convicções religiosas. No casamento não é diferente, existe diversas superstições. Veja algumas:
1. Segunda sim, terça não, sexta sim. Esta superstição está relacionada com os astros associados a cada dia da semana: Segunda, o dia da Lua, atrairia abundância e felicidade. Já sexta, por ser o dia de Vénus, prometia casamentos cheios de beleza e amor. Pelo contrário a terça, por ser associada a Marte, previa um casamento de guerras.
A verdade é que a grande maioria dos casamentos se realiza ao sábado, mas se decidirem casar durante a semana é possível que encontrem preços bastante atrativos. Existe ainda uma outra superstição que diz que casar no dia da semana em que o noivo nasceu traz sorte ao casal. Será que anula o efeito da azarada terça?
2. Os noivos não se podem ver antes do casamento. Esta superstição remete-nos para os casamentos combinados em que se temia que o noivo mudasse de ideias quando visse a noiva. Por isso era preferível mantê-los sem se verem. Hoje em dia não faz muito sentido pensar desta forma, mas se se quiserem surpreender mutuamente, esta é uma excelente oportunidade!
3. Mesmo que os noivos já vivam juntos, devem passar a noite anterior ao casamento separados.
4. Chover no casamento é sinal de boa sorte.
5. Chuva de arroz ao sair da cerimônia significa um casamento com fertilidade.
6. Evite rosas amarelas. Na época vitoriana foi publicado um livro, "A Linguagem das Flores", em que era atribuído um significado a cada flor. Às rosas amarelas associou-se o ciúme e é por isso que se desaconselhava o seu uso nos casamentos. No entanto, esta é uma tradição que caiu em desuso e a verdade é que existem magníficos arranjos com rosas amarelas!
7. A noiva não deve usar pérolas, pois elas podem representar as lágrimas ao longo da vida de casado.
8. A noiva não deve remover o seu anel de comprometida até ao dia do casamento, para não dar azar ao casamento.
9. O véu representa para alguns a juventude, para outros a pureza que será descoberta pelo homem e para os mais supersticiosos protege dos maus espíritos, inveja ou ciúmes.
10. A noiva deve usar algo novo, algo velho, algo emprestado e algo azul. Algo novo por ser o símbolo do começo de uma nova etapa. Um acessório velho pela relação da noiva com o que foi sua vida antes deste dia, para o que vai ser após o matrimônio. Algo emprestado significa a união e confiança de uma amizade. Uma jóia ou roupa de cor azul, representando a fidelidade dos noivos.
11. Se cai uma aliança, o seu dono morre. Esta superstição diz que se cai uma das alianças a pessoa que a ia usar morre. Não faz qualquer sentido pensar nesta eventualidade. Mas, e especialmente se forem levadas por uma criança para o altar, é preferível prendê-las com uma fita para que não se percam e, assim, evitem ter de pedir a todos os convidados que as procurem.
12. A noiva e o noivo cortam juntos a primeira fatia de bolo para assegurarem uma vida de partilha.
13. A noiva deve entrar em casa ao colo do noivo. Dizia-se que a noiva estava especialmente vulnerável a espíritos malignos que entrariam pela sola dos pés. Para evitar tal infortúnio, o noivo levava a noiva ao colo para casa, protegendo-a. Pode não ter muito fundamento, mas é muito romântico. Mas atenção! Quem levar os pés no chão tem de entrar com o pé direito!
Fontes: Casamentos.pt; Daniela Leal - Noivas e Estética.
terça-feira, 12 de abril de 2016
Anjos - Debate
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| Anjo da Guarda - Ilustração de um livro inglês de hinos religiosos de 1858. |
"Digo-vos que haverá júbilo entre os anjos de Deus por um só pecador que se arrependa."
Definição: Os anjos são imortais, seres espirituais que auxiliam a Deus; são guardiões divinos.
O que os crentes dizem: Os anjos são mensageiros e servos de Deus criados de modo divino que podem exercer uma influência direta e específica nas relações humanas. Visitam o nosso universo terreno com regularidade. Muitos já os viram e experimentaram suas bênçãos.
O que os céticos dizem: Os anjos são criaturas imaginárias com os quais as pessoas sonham no intuito de explicar reviravoltas aparentemente inexplicáveis, tais como momentos de intervenção divina. A crença nos "anjos da guarda" nada mais é do que uma projeção da necessidade inata do homem de se sentir protegido.
Qualidade das provas existentes: Boa.
Probabilidade de o fenômeno ser paranormal: Alta.
Aqueles que acreditam em anjos dizem que eles estão à nossa volta e que em geral aparecem em momentos de crise e perigo para ajudar seus protegidos terrenos. Há pouco tempo escutei uma história a respeito de uma mulher cujo carro enguiçou numa rodovia deserta no meio de uma tempestade de neve. O carro morreu e, ao girar a chave, o motor não pegou. Não havia outros carros na estrada, a neve caía forte e ela não tinha um celular. Quando estava a ponto de entrar em pânico, um homem surgiu subitamente em sua janela, bateu no vidro e gritou: "Se você acelerar por cinco segundos, o carro vai pegar." Ela fez como sugerido e o carro realmente pegou. Procurou pelo homem que a tinha ajudado e não viu nenhum carro parado em lugar algum. Até hoje, a mulher acredita que o homem foi um anjo enviado para ajudá-la.
Todas as culturas do mundo contam histórias sobre anjos, até mesmo quando tratam de algo tão cientificamente racional quanto as viagens espaciais. O exemplar da revista Parade de 5 de janeiro de 1986 conta que o cosmonauta russo Oleg Atkov viu anjos do lado de fora da janela do Salyut 7 em 1985, em seu 155° dia em órbita. Há uma citação amplamente reproduzida sobre o incidente que diz: "Vimos sete figuras gigantes na forma de homens, mas com asas e auréolas difusas, tal qual a descrição clássica dos anjos. Seus rostos estavam marcados com grandes sorrisos querúbicos."
A história do anjo espalhou-se (infelizmente) pelo mundo e ninguém se deu ao trabalho de questionar criticamente sua veracidade. Quando comecei minha pesquisa com relação a este capítulo, deparei-me com esta história em várias obras de referência respeitáveis, e ela foi sempre apresentada como uma história verdadeira.
Em dezembro de 2002, contatei o dr. Atkov, já então um cardiologista clínico de Moscou, e perguntei a ele se a história era verdadeira. Sua resposta? "Caro sr. Spignesi, essa 'história celestial' é totalmente falsa. Dr. O. Atkov."
Será que alguém mais se deu ao trabalho de perguntar ao dr. Atkov se a história era verdadeira? Parece que não, e acredito que isso ocorreu em parte devido ao fascínio global pelos anjos. Verdadeira ou não, não faz diferença: a história de cosmonautas vendo anjos no espaço era fantástica demais para não ser publicada. Da mesma forma, circula hoje em dia uma história sobre o fato de o telescópio Hubble tirar fotos de seres angelicais iluminados, de a Nasa possuir as fotos e de existir uma aura de segredo que impede a publicação delas. O Vaticano tem conhecimento da existência dessas fotos, mas a posição oficial é: "Sem comentários."
Será que a história do Hubble é verdadeira? Quem sabe? Muitos acreditam nela. Na verdade, estudos recentes revelam que a grande maioria dos americanos acredita na existência de anjos.
Muitas pessoas sentem-se confortadas pela possibilidade da existência de anjos. A Enciclopédia católica nos diz que os anjos são seres espirituais que atuam como intermediários entre os homens e Deus. Eles são imortais e muitas vezes são citados como mensageiros. Seu trabalho consiste em comunicar a vontade de Deus aos homens e oferecer auxílio a nós, mortais (como mostrado anteriormente, na história da estrada). O catolicismo também nos diz que cada pessoa tem um anjo da guarda pessoal.
Outros fatos interessantes a respeito de anjos incluem …
O Corão supostamente teria sido revelado a Maomé por ninguém mais que o anjo Gabriel.
Satanás é um anjo caído que desafiou a autoridade de Deus.
Um anjo apareceu a Maria para lhe contar que ela seria a mãe de Cristo.
Há vários livros no mercado contendo relatos em primeira mão de pessoas que dizem ter visto anjos. Em uma resenha sobre livros recentemente publicada na revista Fate, um crítico escreveu: "Se você, tal como este crítico, já viu algum anjo, todas as pesquisas do mundo são desnecessárias para convencê-lo de sua existência."
Segundo a tradição, há nove tipos de anjos, organizados em três "coros", a saber:
A Hierarquia dos Anjos
Primeiro Coro
Serafins: Eles possuem seis asas e aparentemente são os únicos seres sagrados com permissão para permanecer na presença de Deus. Serafim é a "posição mais alta" entre os anjos.
Querubins: Eles possuem asas grandes, uma cabeça humana e corpo de um animal.
Tronos: A Bíblia é vaga no tocante à descrição dos Tronos, mas eles são mencionados na Epístola aos Colossenses 1:16 ("Nele foram criadas todas as coisas nos céus e na Terra, as criaturas visíveis e invisíveis. Tronos, Dominações, Principados, Potestades: tudo foi criado por ele e para ele"), e presume-se que ajudem os serafins e querubins em determinados casos.
Segundo Coro
Dominações: Os anjos mais altos da segunda hierarquia. Também são mencionados na Epístola aos Colossenses.
Virtudes: Anjos abaixo das Dominações.
Potestades: Anjos abaixo das Virtudes e que também são mencionados na Epístola aos Colossenses.
Terceiro Coro
Principados: Um anjo com poder sobre os arcanjos e anjos.
Arcanjos: Um anjo chefe, responsável pelos anjos. São arcanjos: Gabriel, Rafael e Miguel.
Anjos: Seres sobrenaturais envoltos em túnicas brancas. Possuem um par de asas e são mais poderosos e inteligentes do que os homens. Em geral, recebem a incumbência de vigiar e ajudar os humanos no dia a dia.
E então, anjos são reais? Classificamos a qualidade das provas existentes como Boa devido ao fato de as inúmeras histórias sobre encontros entre homens e seres angelicais serem bastante convincentes. Há relatos inacreditáveis feitos por pessoas confiáveis, e muitos deles são bem verossímeis. Será que todas essas pessoas estão loucas ou enganadas? Todas?
A fé tem seu papel, mas uma avaliação razoável dos muitos relatos sobre anjos nos leva a classificar a probabilidade de sua existência e de sua natureza paranormal como Alta.
Fonte: Os 100 Maiores Mistérios do Mundo - Stephen J. Spugnesi - Difel 2004
Os Monumentos da Ilha de Páscoa
As próprias pedrinhas não propalam para onde eu vou …
Definição: Os monumentos de Páscoa são antigas cabeças misteriosas conhecidas como moai, encontradas em uma ilha do Chile, no Pacífico Sul, a cerca de 3.700 quilômetros da costa oeste do continente. A ilha de Páscoa, conhecida no local como Rapa Nui, foi descoberta por exploradores holandeses na Páscoa, em 1722, e é famosa por suas antigas ruínas de origem desconhecida, incluindo tábuas com hieróglifos e cabeças colossais entalhadas em rocha vulcânica, as quais acredita-se datarem de aproximadamente 1400.
O que os crentes dizem: Nenhum ser humano poderia ter entalhado 887 estátuas monolíticas gigantescas e as espalhado por toda a ilha sem usar nada além de madeira, cordas e lubrificantes naturais. Visitantes extraterrestres têm de estar envolvido, e, provavelmente, ou eles próprios construíram as estátuas ou forneceram alguma forma de tecnologia de transporte antigravitacional que levou os moai flutuando até seu lugar definitivo.
O que os céticos dizem: As estátuas da ilha de Páscoa foram entalhadas, transportadas e erigidas por seres humanos. Embora não se conheça o método utilizado no transporte, os cientistas e arqueólogos têm discutido vários meios para transportar os moai que, sem dúvida, teriam funcionado com tempo e força de trabalho suficientes. (Veja a descrição dos métodos de transporte a seguir.)
Qualidade das provas existentes: Muito Boa.
Probabilidade de o fenômeno ser paranormal: Fraca.
Estariam eles apenas entediados? Será possível que os nativos de Rapa Nui tenham passado anos entalhando as centenas de cabeças de pedra que circundam a ilha e depois transportado muitas delas até seu local definitivo porque não tinham nada melhor para fazer?
Qual o propósito desses monumentos?
Alguns dizem que as cabeças foram construídas para intimidar famílias e tribos rivais.
Há também a teoria de que as estátuas foram construídas para comemorar a visita de extraterrestres e que os "chapéus" vermelhos em muitas das cabeças representam capacetes espaciais.
Teriam os nativos recebido a visita de alienígenas, os quais, é claro, acharam que fossem deuses descidos dos céus?
Recentes pesquisas e experiências mostram que esse cenário é pouco provável.
Desde meados da década de 1950, arqueólogos e historiadores vêm tentando simular o transporte dos moai até seu lugar definitivo, no perímetro da ilha.
O grande explorador Thor Heyerdahl (da famosa Kon-Tiki, a expedição que provou que os nativos da ilha de Páscoa poderiam ter viajado do Peru até lá) descobriu um modo de transportar as cabeças amarrando-as em um trenó feito com um tronco em forma de garfo, para depois puxá-lo com cordas. Seriam necessários 180 nativos para mover um moai de dez toneladas. Heyerdahl calculou que seriam necessários 1.500 homens para transportar o mais pesado dos moai, com 82 toneladas.
Em 1986, Heyerdahl tentou outro método para mover as estátuas. Ela era girada de um lado para outro, de modo a ir "andando" pelo chão. Esse método, experimentado pela primeira vez na Tchecoslováquia em 1982, também funcionava, mas causava um dano considerável à base da estátua, dano este que não se vê nos moai sobreviventes, portanto a experiência foi abandonada.
Outro método foi experimentado no Wyoming na década de 1980: dois trenós colocados sobre rodas de madeira. Esse método também funcionou e uma equipe de 25 homens foi capaz de mover uma réplica de concreto de dez toneladas e 45 metros de altura de um moai em apenas dois minutos.
Mas e quanto aos aliens?
Em seu livro "The Space Gods Revealed", Erich von Däniken lista as principais razões para os monumentos da ilha de Páscoa não poderem ser um produto da força de trabalho de seres humanos:
Eles são grandes demais para terem sido entalhados por homens.
A pedra local é dura demais para ser entalhada sem uma tecnologia avançada.
As pedras não poderiam ter sido transportadas da canteira até o local onde se encontram.
Não havia árvores na ilha com as quais fazer as supostas rodas de madeira usadas para mover as estátuas.
Os "chapéus vermelhos" são capacetes espaciais.
Não seria possível erigir as estátuas após levá-las até seu local definitivo.
Todos os machados de pedra e as outras ferramentas de entalhar encontradas levam a crer que o trabalho não foi feito pelos nativos, mas sim que eles abandonaram até as tentativas de continuarem a entalhar outras estátuas depois da partida dos aliens.
As cabeças encontradas no chão ficaram ali porque os nativos não puderam transportá-las e erigi-las após a partida dos aliens.
Sabemos agora que realmente havia meios de os simples mortais conseguirem transportar as estátuas, que a pedra era de lava vulcânica relativamente macia e fácil de entalhar, que os chapéus vermelhos provavelmente simbolizavam o cabelo vermelho dos nativos e que as estátuas abandonadas estavam, na verdade, a meio caminho de seus locais definitivos, mas, por alguma razão desconhecida, os moradores da ilha não conseguiram acabar de arrumar todas elas.
Os monumentos da ilha de Páscoa são artefatos arqueológicos muito antigos. A ânsia de muitos em atribuir a construção a extraterrestres é uma prova da habilidade, do empenho e do comprometimento desses antigos construtores, homens que personificaram o espírito humano visto hoje em nossos mais altos arranha-céus e nas mais longas pontes.
Fonte: Os 100 Maiores Mistérios do Mundo - Stephen J. Spugnesi - Difel 2004
Dragões
"Louve o Senhor da Terra: os dragões e todas as coisas inexplicáveis; fogo e granizo, neve e vapores: vento e tempestade, tudo corrobora Sua palavra."
Definição: O dragão é um monstro lendário tradicionalmente representado por um réptil gigante com garras de leão, rabo de serpente, asas, hálito de fogo e pele escamosa. Histórias de dragões aparecem em quase todas as culturas da Terra.
O que os crentes dizem: Os dragões eram, e são, criaturas reais. Eles são raros, solitários e mortais. Podem ser uma espécie sobrevivente de tempos pré-históricos ou talvez criaturas de outra dimensão. No entanto, qualquer que seja a verdade, eles existem, e já foram vistos inúmeras vezes no solo e nos céus de nosso planeta.
O que os céticos dizem: Os dragões são 100 por cento míticos. Quem quer que afirme ter visto um dragão ou deu um depoimento enganado a respeito de um pássaro, um réptil ou algum outro animal real ou está mentindo. Criaturas como dragões não existem, não obstante o que dizem os contos de fadas e o Hobbit.
Qualidade das provas existentes: Moderada.
Probabilidade de o fenômeno ser paranormal: Moderada.
O estudioso e naturalista romano Plínio, o Velho, escreveu sobre um dragão sendo morto na Colina do Vaticano no primeiro século d.C., durante o reinado do imperador Cláudio. Quando abriram o dragão, o corpo de uma criança foi encontrado dentro.
Em 1903, dois caçadores em Utah viram uma gigantesca criatura alada e escamosa com a cabeça de um crocodilo e "dentes grandes e poderosamente afiados" voando em direção a uma caverna com um cavalo na boca. Eles ficaram escutando enquanto a besta devorava o "esmagado e deformado" equino.
Como esses dois exemplos ilustram, relatos sobre a observação de dragões se espalham pelo decorrer da história humana oficial. Dragões foram vistos éons atrás; dragões têm sido vistos neste século.
Mas será que o que as pessoas viram e relataram eram realmente dragões, assim como os percebemos — criaturas gigantes, aladas, semelhantes a serpentes, que soltam fogo pela boca e têm escamas capazes de quebrar uma espada?
O editor da Strange Magazine Online e da Fate, Mark Chorvinsky, estuda a lenda e a cultura dos dragões há décadas. Na edição de novembro de 2002 da revista Fate, ele resume o "problema do dragão":
Estudar os dragões é um problema complicado devido à grande variedade de descrições.
Há dragões do ar, do mar e da terra; com duas pernas, quatro ou mais; alados ou não; venenosos, respiradores de fogo e com ferrões; amigáveis e furiosos. A descrição de dragões aéreos tem levado os ufólogos a imaginarem se essas entidades celestes não eram na verdade OVNIs, e não animais. Já a observação de dragões aquáticos tem levado os criptozoólogos a sugerirem que os tais dragões relatados talvez fossem serpentes marítimas ou monstros lacustres.
A pergunta-chave com relação à existência ou não de dragões é quase a mesma que devemos fazer com relação aos OVNIs: se os dragões não são reais, então o que todas essas pessoas estão vendo nos céus?
Sabemos que lendas fantásticas surgem quando eventos e observações aparentemente inexplicáveis ocorrem e são testemunhados ou vividos por seres humanos. A lenda das sereias provavelmente surgiu de visões de focas ou dugongos. Já a do lobisomem, das histórias de esquizofrênicos que também sofriam de hipertricose. Mas que animal real é maior do que cinco elefantes, pode voar, nadar e comer um cavalo de uma só bocada?
É aí que mora o problema com os dragões. No decorrer dos séculos, muitos dos relatos sobre dragões são tão fantásticos que os criptozoólogos e outros cientistas encontram bastante dificuldade em descobrir uma explicação lógica para o que as pessoas afirmam ter visto.
Sem dúvida, há répteis como o dragão-de-komodo e serpentes como a jiboia que possuem características semelhantes às dos relatos sobre traços físicos e habilidades dos dragões. Mas não existe criatura alguma que reúna todos os poderes e atributos físicos como os dos dragões vistos.
Então, seriam essas criaturas reais, só que, na verdade, sobreviventes atávicos e resistentes de épocas pré-históricas? Seriam os dragões que as pessoas veem hoje em dia, a exemplo dos que elas diziam ver há séculos, realmente dinossauros voadores que de alguma forma resistiram à extinção? Talvez eles sejam criaturas que estavam em cavernas bem profundas quando um asteroide nos atingiu durante a Era Mesozoica e, graças a seus incríveis poderes natos de hibernação, conseguiram se manter aqui na Terra por, ahn, cerca de 150 milhões de anos. Talvez …
Há muito os dragões têm um enorme significado simbólico. Na Bíblia, eles são a perfeita encarnação do mal. No Livro do Apocalipse, o arcanjo Miguel e seus guerreiros lutam com Satanás, que assume a aparência de um dragão durante a batalha:
"Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o dragão. O dragão e seus anjos travaram combate, mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles. Foi então precipitado o grande dragão, a primitiva serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na Terra, e com ele seus anjos."
No folclore sumério, o dragão simboliza o caos. Na mitologia russa, o dragão é o guardião dos portões que ligam ao reino do além.
Na tradição chinesa, o dragão é uma criatura benevolente que ajudou a criar o universo.
Acreditava-se que os imperadores chineses eram descendentes de dragões.
E, é claro, há a lenda simbólica de são Jorge (leia-se: cristianismo) que derrotou um dragão (leia-se: paganismo) para salvar a filha de um rei (leia-se: gerações futuras) e que se tornou o santo patrono da Inglaterra.
Os relatos sobre dragões não chegam nem de perto a ser tão abundantes quanto os de OVNIs, mas, ainda assim, por todo o mundo, há depoimentos sobre estranhas criaturas aladas que muitos acreditam serem os dragões das lendas. (O relato mais recente de um "dragão" foi feito em outubro de 2002, no Sudeste do Alasca. Seria o animal apenas um predador gigante? Ainda não se chegou a uma conclusão.)
Quem sabe um dia a verdade venha à tona. Até lá, alguns de nós talvez decidam manter os olhos pregados no céu … por mais de uma razão.
Fonte: Os 100 Maiores Mistérios do Mundo - Stephen J. Spugnesi - Difel 2004
domingo, 27 de março de 2016
A Lenda de Molly Crenshaw
"A bruxa foi cortada em pedaços. Suas partes massacradas do corpo foram enterradas em covas separadas, espalhadas pela zona rural arborizada. Mas sob o solo raso, as peças estão se movendo. Ano após ano, polegada por polegada, elas se aproximam cada vez mais - rastejando, contorcendo-se, lutando para remontar o cadáver vivo de Molly Crenshaw ..."
De uma geração para a seguinte, adolescentes ao longo St. Charles County passaram por esta lenda urbana sobre uma suposta bruxa que morrera há um século, mas que ainda assombrava as florestas locais.
O conto varia de acordo com o contador de histórias. De acordo com a maioria das versões, Molly Crenshaw era uma escrava jamaicana liberta que viveu ao oeste de St. Charles County durante o final do século 19. Uma praticante de vodu, Molly foi muitas vezes solicitada a dispensar feitiços e fazer poções para os aldeões.
Num ano, de um inverno excepcionalmente duro, que dizimou as culturas locais, os moradores culparam Molly e a sua bruxaria por este mal. Com os forcados levantados, desceram para a sua modesta casa. Molly desafiadoramente confrontou-os, colocando uma maldição sobre qualquer um que a tocava. Inflexível, a multidão a atacou e a matou. Alguns dizem que a cortaram ao meio. Outros dizem que ela foi arrastada e esquartejada. Mas cada versão do conto termina com as pessoas da cidade enterrando as partes desmembradas em covas separadas.
"Ouvi dizer que ela foi enforcada ou queimada", disse Ryan Scherr, jovem de 17 anos de idade, sênior na Francis Howell North High School. Scherr é o editor de opiniões do jornal da escola, "North Star", que publicou uma reportagem sobre Molly no Halloween passado.
"Eu comecei a ouvir sobre ela em meu primeiro ano", disse ele. "Como os meus amigos possuem carteira de motorista, começaram a dirigir para onde eles achavam que a sua sepultura estava. Eles disseram que foram ao local e sentiram algo estranho. Talvez fosse apenas suas mentes os enganando."
Lisa Mestel, uma graduada do Francis Howell North High School de 1992, disse que praticamente todos os seus colegas tentaram encontrar o túmulo de Molly.
"Eles foram com seus carros através do campo, à procura de cemitérios antigos", disse ela. "Na floresta ao redor da escola, começaram a amaldiçoá-la e dizer coisas como: 'Eu não acredito em você, Molly'. Ouvi dizer que coisas ruins aconteceram com eles depois disso, como os seus carros que não davam a partida".
Mestel disse que nunca se juntou a seus colegas nas expedições para localizar Molly Crenshaw.
"Eu não acreditava que ela era uma bruxa", disse ela. "Parecia que era uma coisa divertida para um grupo de adolescentes entediados para fazer em um sábado à noite."
O professor de Inglês da Mestel, Ron Ochu, comenta sobre Molly e das palestras que dá aos seus alunos:
"Estudantes de Francis Howell têm falado sobre Molly desde os anos 1950", disse Ochu. "Usei-a para ensiná-los sobre contar histórias. Uma boa parte da lenda é falsa."
Ochu ouviu muitos contos sombrios sobre adolescentes que ousaram buscar a sepultura de Molly.
"Havia uma história sobre dois jogadores de futebol que foram procurar a sepultura na década de 1950 ", disse ele. "Eles a encontraram e tentaram tirar a lápide. Tiveram um fim prematuro. Ajudantes do xerife encontraram seus corpos empalados em cima do muro do cemitério."
Há alguma verdade na lenda de Molly Crenshaw? Como o caso é frequentemente ligado com a mitologia, a resposta é uma mistura confusa de "sim" e "não".
De acordo com um artigo no jornal "St. Charles Cosmos-Monitor" de 26 de fevereiro de 1913, na vida real Molly Crenshaw cometeu suicídio às 10:20hs em 22 de fevereiro do mesmo ano na casa de Harry Towers perto Cottleville.
Crenshaw, cujo primeiro nome, na verdade, era Mollie, foi se hospedar na casa dos Towers por uma semana quando ela foi descoberta em seu quarto, inconsciente e espumando pela boca. Um inquérito determinou que ela tinha engolido ácido carbólico.
De acordo com a história, Crenshaw era bem relacionada com várias famílias proeminetes de St. Charles. Ela foi educada no agora extinto St. Charles College e ensinou nessa escola até que perdeu a audição. Por um tempo ela trabalhou em St. Louis, mas essa sua surdez a deixou abatida, desanimada e ela finalmente tirou sua vida. Foi enterrada no cemitério particular de seus parentes.
A história do jornal cita a idade de Crenshaw como tendo 40 anos, mas nos registros do recenseamento de 1910 é listada como tendo 47 anos, sendo que teria 50 anos quando morreu. Esse censo também lista sua raça como branca, desfazendo o mito de que ela seria uma escrava jamaicana libertada. Seu registro de óbito lista ela como Miss Mollie J. Crenshaw, uma mulher branca única de 52 anos de idade, nascida em St. Louis.
Registros genealógicos indicam que Mollie Crenshaw era sobrinha por casamento de Marianne Towers. Um índice de casamento lista em 1849 a união de Robert A. W. Crenshaw e Ann Eliza Towers. O par pode ter sido os pais de Mollie Crenshaw, mas isso não foi confirmado.
Ann King, bibliotecária, responsável pela história e genealogia local no Linnemann Biblioteca Kathryn em St. Charles, pesquisou muito e nos dá esta informação genealógica:
"Todos os anos, no Halloween, temos muitas crianças do ensino médio que vem aqui fazer perguntas sobre Molly", disse King. "Eu cansei de não ter nada no arquivo, por isso nos últimos dois anos pesquisei nos registros do cemitério, do censo e de jornais velhos para encontrar informações."
Ela não encontrou nada conectando Crenshaw com a prática de vodu ou bruxaria. Parecia que a única coisa incomum sobre Crenshaw foi o fato de ela ter cometido suicídio, disse King.
"Eu sempre achei que o assunto era meio triste", disse ela. "Quando eu descobri que ela se matou, achei muito trágico. Entramos em contato com algumas pessoas que estavam relacionadas com Mollie, mas não quero falar sobre isso. Posso entender por que uma família não gostaria de ser lembrar de algo assim".
Crenshaw, aparentemente, não tinha filhos. Seus únicos parentes sobreviventes é a família Towers. Por causa do vandalismo repetido ao longo dos anos, a família retirou a lápide de Crenshaw de seu lugar, em seu pequeno cemitério particular no sul de St. Charles County.
Não se sabe exatamente quando a família removeu essa pedra.
"Pelo que eu entendo, a lápide foi removida pela família na década de 1970 porque as crianças estavam festejando lá", disse Doug Glenn, um pós-graduado de 1978 do Francis Howell High School.
"Nós usamos a unidade em torno à procura de seu túmulo", disse ele. "Nós ouvimos dizer que as pessoas que tentaram tirar sua lápide conheceram consequências terríveis. Nós certamente nunca encontramos seu túmulo, mas acontece que nós encontramos o cemitério. Nós apenas não sabíamos disso na época."
Glenn é presidente e diretor-executivo do Renaissance St. Louis, uma organização sem fins lucrativos que encena performances de história viva, incluindo a Greater St. Louis Renaissance Faire cada primavera no Rotary Park, em Wentzville. Para o mês passado, a organização tem sido palco de um tipo diferente de atração no parque. Haunted Forest Molly Crenshaw é um outdoor, walk-through "casa assombrada" vagamente baseado na lenda urbana.
"Nós tínhamos desejado fazer algum tipo de atração assombrada no parque por um longo tempo", disse Glenn. "Os nossos outros projetos foram orientados em torno da história de vida, por isso queríamos algo com uma base histórica."
Jill Hampton, a porta-voz da organização, disse que eles têm o cuidado de separar a vida real de Mollie Crenshaw da Molly ficcional.
"A única ligação entre a lenda e a pessoa real parece ser o nome", disse Hampton. "Entramos em contato com seus parentes e eles não se importaram com o que estávamos fazendo. Eles nem sequer perceberam que estavam relacionados com ela."
Hampton disse que seu grupo está fascinado com a forma de como a "mitologia Crenshaw" aparentemente se desenvolveu a partir do nada.
"Cada um ou grupo que perpetuou esse mito, colocou um toque diferente sobre ele", disse ela. "É assim que as lendas urbanas são criadas."
Fonte: A Lenda de Molly Crenshaw intrigando gerações.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Catoblepas
O catoblepas (do grego katôbleps, "que olha para baixo", em grego) é um animal mitológico, quadrúpede com uma cabeça grande e pesada. Seus olhos são vermelhos e injetados, e ele pode matar somente com o olhar. As suas costas têm escamas que o protegem. Plínio, o Velho, relata que ele vivia na Etiópia, perto das cabeceiras do Nilo.
Claudius Aelianus (Da Natureza dos Animais, 7.6) fornece uma descrição mais completa: trata-se de um herbívoro de tamanho médio, do tamanho de um touro doméstico, com uma juba pesada, olhos estreitos e injetados, lombo escamoso e sobrancelhas despenteadas. A cabeça é tão pesada que o animal só pode olhar para baixo. Sua respiração é tóxica, pois o animal só come vegetais venenosos. Se algo o ameaça, abre a boca e emite uma exalação pungente e infecta. Qualquer animal que a respire perde a voz e cai, vítima de convulsões fatais.
Esta curiosa criatura foi também descrita por Claudio Eliano, Leonardo da Vinci, Topsell e Flaubert.
O Padre Manuel Bernardes, fez a seguinte alusão ao monstro:
"Vem cá, Catoblepa dos olhos carregados, e focinho derribado sobre a terra, não basta a força de um Deus para os levantares e adora-lo?" (António Feliciano de Castilho, Padre Manoel Bernardes: Excertos, tomo I, Rio de Janeiro, 1865, p. 66).
O catoblepas é provavelmente uma visão fantasiosa do gnu ou do pangolim.
Fontes: Wikipédia; Fantastipédia.
domingo, 6 de maio de 2012
Dragão, um dos primeiros mitos
Criaturas
presentes na mitologia dos mais diversos povos e civilizações, são
representados como animais de grandes dimensões, normalmente semelhantes
a imensos lagartos ou serpentes, muitas vezes com asas, plumas, poderes
mágicos ou hálito de fogo. A palavra dragão é originária do termo grego drakôn, usado para definir grandes serpentes.
Em vários mitos eles são
apresentados literalmente como grandes serpentes, como eram inclusive a
maioria dos primeiros dragões mitológicos, e em suas formações
quiméricas mais comuns. A variedade de dragões existentes em histórias e
mitos é enorme, abrangendo criaturas bem mais diversificadas.
Apesar de serem presença comum
no folclore de povos tão distantes como chineses ou europeus, os dragões
assumem, em cada cultura, uma função e uma simbologia diferentes,
podendo ser fontes sobrenaturais de sabedoria e força, ou simplesmente
feras destruidoras.
Muito se discute a respeito do
que poderia ter dado origem aos mitos sobre dragões em diversos lugares
do mundo. Em geral, acredita-se que possam ter surgido da observação
pelos povos antigos de fósseis de dinossauros e outras grandes
criaturas, como baleias, crocodilos ou rinocerontes, tomados por eles
como ossos de dragões.
Por terem formas relativamente
grande, geralmente, é comum que estas criaturas apareçam como
adversários mitológicos de heróis lendários ou deuses em grandes épicos
que eram contados pelos povos antigos, mas esta não é a situação em
todos os mitos onde estão presentes. É comum também que sejam
responsáveis por diversas tarefas míticas, como a sustentação do mundo
ou o controle de fenômenos climáticos. Em qualquer forma, e em qualquer
papel mítico, no entanto, os dragões estão presentes em milhares de
culturas ao redor do mundo.
As mais antigas representações mitológicas de criaturas consideradas como dragões são datadas de aproximadamente 40.000 a. C., em pinturas rupestres de aborígines pré-históricos na Austrália. Pelo que se sabe a respeito, comparando com mitos semelhantes de povos mais contemporâneos, já que não há registro escrito a respeito, tais dragões provavelmente eram reverenciados como deuses, responsáveis pela criação do mundo, e eram vistos de forma positiva pelo povo.
A imagem mais conhecida dos
dragões é a oriunda das lendas europeias (celta / escandinava /
germânica) mas a figura é recorrente em quase todas as civilizações
antigas. Talvez o dragão seja um símbolo chave das crenças primitivas,
como os fantasmas, zumbis e outras criaturas que são recorrentes em
vários mitos de civilizações sem qualquer conexão entre si.
Há a presença de mitos sobre
dragões em diversas outras culturas ao redor do planeta, dos dragões com
formas de serpentes e crocodilos da Índia até as serpentes emplumadas
adoradas como deuses pelos astecas, passando pelos grandes lagartos da
Polinésia e por diversos outros, variando enormemente em formas,
tamanhos e significados.
O escritor grego Filóstrato, dedicou uma extensa passagem da sua obra Vida de Apolônio de Tiana aos dragões da Índia (livro III, capítulos VI, VII e VIII). Forneceu informações muito detalhadas sobre esses dragões.
Dragões no Oriente
No Médio Oriente os dragões eram vistos geralmente como encarnações do mal. A mitologia persa cita vários dragões como Azi Dahaka
que atemorizava os homens, roubava seu gado e destruía florestas. Os
dragões da cultura persa, de onde aparentemente se originou a ideia de
grandes tesouros guardados por eles e que poderiam ser tomados por
aqueles que o derrotassem, hoje tema tão comum em histórias fantásticas.
Na antiga Mesopotâmia também
havia essa associação de dragões com o mal e o caos. Os dragões dos
mitos sumérios, por exemplo, frequentemente cometiam grandes crimes, e
por isso acabavam punidos pelos deuses — como Zu, um deus-dragão
sumeriano das tempestades, que em certa ocasião teria roubado as pedras
onde estavam escritas as leis do universo, e por tal crime acabou sendo
morto pelo deus-sol Ninurta. E no Enuma Elish, épico babilônico que
conta a criação do mundo, também há uma forte presença de dragões.
Na China, a presença de dragões
na cultura é anterior mesmo à linguagem escrita e persiste até os dias
de hoje, quando o dragão é considerado um símbolo nacional chinês. Na
cultura chinesa antiga, os dragões possuíam um importante papel na
previsão climática, pois eram considerados como os responsáveis pelas
chuvas. Assim, era comum associar os dragões com a água e com a
fertilidade nos campos, criando uma imagem bastante positiva para eles,
mesmo que ainda fossem capazes de causar muita destruição quando
enfurecidos, criando grandes tempestades.
Dragões na Bíblia
Os dragões segundo a cultura
cristã, são aqueles que mais influenciaram a nossa visão contemporânea
dos dragões. Muito da visão dos cristãos a respeito de dragões é herdado
das culturas do médio oriente e do ocidente antigo, como uma relação
bastante forte entre os conceitos de dragão e serpente (muitos dragões
da cultura cristã são vistos como simples serpentes aladas, as vezes
também com patas), e a associação dos mesmos com o mal e o caos.
De acordo com o Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento,
no Antigo Testamento, dragões tipificam os inimigos do povo de Deus,
como em Ezequiel 29:3. Ao fazer isso, associa-se a ideia das mitologias
de povos próximos, para dar maior entendimento aos israelitas. É por
isso que a Septuaginta, na sua narrativa da história de Moisés, traduz
"serpente" por "dragão". (Êxodo 7:9-12).
Há ainda, no antigo testamento,
no Livro de Jó 41:10-21, a seguinte descrição do Leviatã: 18 Os seus
espirros fazem resplandecer a luz, e os seus olhos são como as pestanas
da alva; 19 Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela; 20 Dos
seus narizes procede fumaça, como de uma panela que ferve, e de juncos
que ardem; 21 O seu hálito faz incender os carvões, e da sua boca sai
uma chama.
Em Isaías 30:6, há citado um
"áspide ardente voador", junto com outros animais, para ilustrar a terra
para onde os israelitas serão levados, pois o contexto do capítulo é
sobre a repreensão deles. No Novo Testamento, acha-se apenas no
Apocalipse de São João, utilizado como símbolo de satanás.
O Leviatã, a serpente/crocodilo
cuspidora de fumaça do livro de Jó, também é considerado um dragão
bíblico, embora não seja apresentado como um ser maligno e sim como uma
criação de YHWH (Jeová, nome de Deus). Os dragões nas histórias da
cristandade acabaram por adotar esta imagem de maldade e crueldade,
sendo como representações do mal e da destruição.
O caso do mais célebre dragão
cristão é aquele que foi morto por São Jorge, que se banqueteava com
jovens virgens até ser derrotado pelo cavaleiro. Esta história também
acabou dando origem a outro clássico tema de histórias de fantasia: o
nobre cavaleiro que enfrenta um vil dragão para salvar uma princesa.
Dragões na América pre-colombiana
Os dragões aparecem mais
raramente nos mitos dos nativos americanos, mas existem registros
históricos da crença em criaturas "draconídeas".
Um dos principais deuses das
civilizações do golfo do México era Quetzalcoatl, uma serpente alada.
Nos mitos da tribo Chincha do Peru, Mama Pacha, a deusa que zelava pela
colheita e plantio, era às vezes descrita como um dragão que causava
terremotos.
O mítico primeiro chefe da tribo
Apache (que, segundo a lenda, chamava-se Apache ele próprio) duelou com
um dragão usando arco e flecha. O dragão da lenda usava como arco um
enorme pinheiro torcido para disparar árvores jovens como flechas.
Disparou quatro flechas contra o jovem, que conseguiu se desviar de
todas. Em seguida foi alvejado por quatro flechas de Apache e morreu.
No folclore brasileiro existe o Boitatá, uma cobra gigantesca que cospe fogo e defende as matas daqueles que as incendeiam.
Dragões nas lendas européias
No ocidente, em geral, predomina
a idéia de dragão como um ser maligno e caótico, mesmo que não seja
necessariamente esta a situação de todos eles. Nos mitos europeus a
figura do dragão aparece constantemente, mas na maior parte das vezes é
descrito como mera besta irracional, em detrimento do papel
divino/demoníaco que recebia no oriente.
A visão negativa de dragões é bem representada na lenda nórdica ou germânica de Siegfried e Fafnir,
em que o anão Fafnir acaba se transformando em um dragão justamente por
sua ganância e cobiça durante sua batalha final contra o herói
Siegfried.
Serpentes marinhas como
Jormungand, da mitologia nórdica, era o pesadelo do Vikings; por outro
lado, a proa de seus navios eram entalhadas com um dragão para
espantá-lo.
Na mitologia grega, também é
comum ver os dragões como adversários mitológicos de grandes heróis,
como Hércules ou Perseu. De acordo com uma lenda da mitologia grega, o
herói Cadmo mata um dragão que havia devorado seus liderados. Em
seguida, a deusa Atena apareceu no local e aconselhou Cadmo a extrair e
enterrar os dentes do dragão. Os dentes "semeados" deram origem a
gigantes, que ajudaram Cadmo a fundar a cidade de Tebas.
Sláine, Cuchulainn e diversos outros heróis celtas enfrentaram dragões nos relatos dos seus povos.
Durante a Idade Média as
histórias sobre batalhas contra dragões eram numerosas. A existência
dessas criaturas era tida como inquestionável, e seu aspecto e hábitos
eram descritos em detalhes nos bestiários da Igreja Católica. Segundo os
relatos tradicionais, São Jorge teria matado um dragão.
Fonte: Baeado em texto da Wikipédia.
Leviatã
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| A destruição de Leviatã - Gravura de Gustave Doré (1865) |
Leviatã (ou Leviathan) deriva do hebraico "liwyatan" e é o nome de um mostro marinho cuja origem remonta à mitologia fenícia. Aparece também mencionado na Bíblia como um ser que causa catástrofes e possui várias formas: pode ser dotado de muitas cabeças (conforme um selo encontrado em Tell Asmar, que o apresenta com sete cabeças), similar a um crocodilo (outro significado da palavra "liwyatan" que aparece na Bíblia), a uma baleia ou a uma serpente.
Estas formas são mencionadas
pelos Evangelhos apócrifos, que inserem o Leviatã entre os cetáceos
criados por Deus no quinto dia da criação. De acordo com as mesmas obras
apócrifas, a única razão para o Leviatã ser mantido com vida era a de
que serviria de alimento aos bem-aventurados.
Segundo a tradição, o Leviatã
vivia nas profundezas do mar, e foi, como consequência, ligado à
conceção de inferno vivo. Esta associação encontra-se, por exemplo,
presente no chamado Evangelho de Bartolomeu (apócrifo).
Como representação do Mal,
aparece frequentemente como um dragão dotado de muitas cabeças criado
por Deus para demonstrar o Seu poder supremo, que tudo cria e tudo
vence, e acaba por ser derrotado por Javé (Salmos), depois do Leviatã se
revoltar contra Ele juntamente com o mar que é considerado o seu meio
ambiente, conforme o que acima foi dito. Os anjos que se revoltaram
contra Deus foram também engolidos por Leviatã, segundo reza a tradição
da Ars Moriendi.
A conotação maléfica, de
presságios funestos, e a configuração de serpente marítima (ou dragão do
mar) escorregadia e enrolada sobre si mesma que se evidenciam na Bíblia
encontravam-se já nos escritos de Ugarit, referentes à mitologia
fenícia, e neles se conta que o Leviatã combateu o deus Mot, senhor da
morte e das secas, acabando por perecer sob a espada de um servo do deus
Baal.
Fonte: Infopédia.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Quibungo
Quibungo é um bicho meio homem, meio animal, tendo uma cabeça muito grande e também um grande buraco no meio das costas, que se abre, quando ele abaixa a cabeça, e fecha, quando levanta. Come os meninos, abaixando a cabeça, abrindo o buraco e jogando dentro as crianças.
O quibungo, também chamado kibungo ou chibungo, é mito de origem africana que chegou ao Brasil através dos bantus e se fixou no estado da Bahia. Suas histórias sempre surgem em um conto romanceado, com trechos cantados, como é comum na literatura oral da África. Em Angola e Congo, quibungo significa "lobo".
Curiosamente, segundo as observações de Basílio de Magalhães, as histórias do quibungo não acompanharam o deslocamento do elemento bantu no território brasileiro, ocorrendo exclusivamente em terras baianas. Para Luís da Câmara Cascudo, apesar da influência africana ser determinante, "parece que o quibungo, figura de tradições africanas, elemento de contos negros, teve entre nós outros atributos e aprendeu novas atividades".
Extremamente voraz e feio, não possui grande inteligência ou esperteza. Também é muito vulnerável e pode ser morto facilmente a tiro, facada, paulada ou qualquer outra arma. Covarde e medroso, morre gritando, apavorado, de forma quase inocente.
Foi um dia, um homem que tinha três filhos, saiu de casa para o trabalho, deixando os três filhos e a mulher. Então apareceu o Quibungo que, chegando na porta, perguntou, cantando:
O Mito da Terra Plana
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| Ilustr. do livro Almagestum novum, de 1651, posterior a Colombo, descrevendo o céu conforme o modelo platônico. |
No livro "Aristóteles em 90 minutos", parte de uma coleção da Jorge Zahar Editora que traz a cada volume a biografia de um grande filósofo da história, pode-se ler o seguinte trecho: "Ao declarar que as obras de Aristóteles eram como a Sagrada Escritura, a Igreja se viu numa encruzilhada (e no caso, nos confins de uma Terra plana). O conflito que se avizinhava entre a Igreja e a descoberta científica era inevitável". (pag. 48-49)
O autor, Paul Strathern, professor universitário e autor de romances, biografias e livros de viagens, mas não historiador nem filósofo, é apenas mais um a propagar o mito de que na Idade Média, sob a influência dogmática da Igreja Católica, acreditava-se que a Terra era plana. A ele somam-se filmes ("1492 - A Conquista do Paraíso"), músicas ("Flat Earth Society" - Bad Religion), desenhos animados (tantos que não seria possível citá-los todos), e o pior: livros escolares.
Todos mostram Cristovão Colombo como um visionário - o único a acreditar que a Terra fosse redonda - lutando contra religiosos ortodoxos que, citando suas escrituras sagradas, acreditavam que o navio de Colombo caíria da borda da Terra ao atingir o horizonte.
Todos mostram Cristovão Colombo como um visionário - o único a acreditar que a Terra fosse redonda - lutando contra religiosos ortodoxos que, citando suas escrituras sagradas, acreditavam que o navio de Colombo caíria da borda da Terra ao atingir o horizonte.
sábado, 9 de julho de 2011
Lobisomen e chupa-cabra no Brasil do século 17
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| Viajantes que foram à Amazônia relatam histórias sobre tribo de índios acéfalos, que tinham olho e boca no peito - Ilustr. Biblioteca Nacional / Divulgação |
Muito antes de aterrorizar mocinhas no cinema, a anaconda - ou sucuri gigante da Amazônia - já tirava o sono de vários europeus. Índios canibais sem cabeça e até o chupa-cabra também.
Esses e outros mitos e monstros saíram do Novo Mundo direto para as bibliotecas das metrópoles, em publicações que misturavam ciência, fantasia e ficção.
Para explicar os mistérios dos territórios recém-descobertos - e valorizar ainda mais suas conquistas -, muitos exploradores criavam narrativas que deixariam Darwin de cabelos em pé.
"A realidade dos europeus era completamente diferente. Então, quando eles viam animais, plantas e até pessoas tão incomuns, taxavam-nas de monstros e criavam explicações mirabolantes", diz Ana Virginia Pinheiro, chefe do departamento de obras raras da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro.
Entre 14 de fevereiro e 15 de abril, algumas dessas histórias poderão ser vistas na exposição "Monstros: Memórias da Ciência e da Fantasia", na sede da instituição. Os autores eram variados: iam desde cientistas participando de expedições até piratas com pouca instrução, tendo ainda alguns escritores que nunca tinham saído da Europa, apenas ouviram uma lenda e a "recontaram".
Lobisomem
Alguns dos mitos de origem europeia também marcam presença no acervo, como a história do lobisomem. Um livreto de 1662, escrito pelo teólogo Gaspar Schott, traz descrições minuciosas sobre a anatomia e, por mais incrível que pareça, atribui um nome científico à criatura: Homo sylvestris. Algo como "homem da floresta".
Esses relatos, afirma Pinheiro, provavelmente se basearam em um encontro com pessoas que tinham hipertricose --uma doença sem cura que causa o crescimento excessivo de pelos grossos praticamente no corpo inteiro.
Outra anomalia, hoje conhecida como gêmeo parasita (fetus in fetu), também deu origem a um mito bizarro: o homem "grávido". Publicações do século 17 relatam alguns desses casos e davam instruções para a cura.
A doença provoca uma espécie de gêmeos siameses ao extremo. Enquanto um dos bebês se desenvolve, o outro cresce atrofiado dentro do corpo do irmão, ficando completamente dependente. Um verdadeiro parasita. Na maioria dos casos, o feto parasita fica na região abdominal, causando uma espécie de barriga que lembra a de uma mulher grávida.
Alguns dos relatos adotam uma linguagem quase jornalística para narrar a história dos monstros. Um livreto de 1727, do português José Mascarenhas, relata a captura de um "terrível monstro", que se alimentaria do sangue de pequenos animais.
A lenda, popular entre campesinos do México, ganhou força e se espalhou para os Estados Unidos, República Dominicana e até o Brasil. O bicho era o precursor do nosso chupa-cabra.
Fonte: Folha.com
Serpente marinhas - II
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| A serpente marinha vista pelo Daedalus (1848) |
A primeira tentativa de descrever as serpentes marinhas como figuras da história natural está no trabalho de 1555, de Olaus Magnus, arcebispo católico de Uppsala, Suécia e tem a simples definição : "seres imensos, parecidos com uma cobra, preta em cima, mais clara embaixo e move-se em ondulações verticais".
Bem mais elaborado, o livro de Bernard Heuvalmans, de 1966, "Na Esteira das Serpentes Marinhas", estuda 587 relatos e conclui que "Serpente Marinha" é um termo genérico que cobre vários animais marinhos não reconhecidos, entre eles : Animais de pescoço comprido, / Cavalos D`água, / Animais com muitas corcovas,/ Animais com muitas barbatanas, / Super Lontra, / Super Enguia.
Segundo o autor esses traços, supostamente anômalos, tinham que ser levados em consideração porque apareciam com muita freqüência nas descrições.O mais famoso de todos os relatos de serpentes marinhas durou 20 minutos e envolveu o capitão e a tripulação da fragata Daedalus em 6 de agosto de 1848.
Mas não havia gargalhada que interrompesse as aparições anunciadas em todo o mundo, apesar de constranger alguns informantes. Quando o grande estadista americano Daniel Webster viu uma serpente marinha enquanto pescava no litoral de Massachusetts, implorou ao amigo Henry David Thoreau : "Pelo amor de Deus, não conte a ninguém, porque se souberem que eu vi uma serpente marinha, estou perdido".
Fonte: http://www.portaldascuriosidades.com/forum/index.php?topic=1302.0
Serpentes marinhas
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| Serpente em ilustração de outra edição da História dos Povos do Norte, de Olaus Magnus. |
As serpentes marinhas, geralmente avistadas por marinheiros, são uma das mais insistentes das lendas do mar. Céticos costumam identificá-las como observações de lulas gigantes, elefantes-marinhos, golfinhos nadando em fileiras, baleias de comportamento incomum, formações incomuns de ondas, canoas emborcadas e outros objetos flutuantes. Por estranho que pareça, a maioria daqueles que ainda hoje consideram seriamente a possibilidade de sua existência tendem a pensar que se tratam de espécies desconhecidas de mamíferos e não de répteis ou peixes. A razão é que a maioria dos testemunhos afirma que elas se movem com ondulações verticais, o que é típico de mamíferos: répteis e peixes se movem com ondulações horizontais.
Ao longo dos séculos XIX e XX, houve mais de 1.200 observações de supostas serpentes marinhas, cujas descrições freqüentemente são muito diferentes entre si. Para aqueles que acreditam na existência desses animais, isso pode ser um indício de que se trataria não de uma só espécie desconhecida, mas de várias. Vários esquemas de classificação das serpentes marinhas foram propostos para dar conta dessa variedade.
Esta classificação foi originalmente proposta em Le Grand-Serpent-de-Mer, le problème zoologique et sa solution. Paris: Plon, 1965:
1) Serpente-de-pescoço-longo (Megalotaria longicollis): Um leão-marinho de 18 metros, de pescoço comprido e cauda curta. Pelo e bigodes relatados. Cosmopolita; 2) Cavalo-marinho (Halshippus olai-magni): Um pinípede com 18 metros de comprimento, cabeça de cavalo, pescoço médio e olhos grandes.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Gigantes na Terra
"Ora, naquele tempo havia gigantes na Terra;..." Genêsis 6:4. Citações bíblicas indicam a existência de Gigantes na Terra. Registros fósseis também confirmam isso. Então existiram mesmo gigantes em nosso planeta?
Registros fósseis
Em vários lugares foram encontrados dezenas de fósseis, incluindo pegadas, que comprovam a existência de raças de homens gigantes. Como a que há nos arredores do Rio Paluxy, no Texas, EUA, que seria de uma mulher que possuía cerca de 3,05 m de altura e cerca de 454 kg de peso, ou o gigante fossilizado de 3,65 metros, que foi desenterrado durante uma operação mineira em County Antrim, Irlanda, ainda no século 19.
Também no final dos anos 50 durante a construção de uma estrada no sudeste da Turquia, em Homs e Uran-Zohra no Vale do Eufrates, região próxima de onde viveu Noé após o dilúvio, foram encontradas várias tumbas de gigantes. Elas tinham 4 metros de comprimento, e dentro de duas estavam ossos da coxa (fêmur humano) medindo cerca de 120 centímetros de comprimento. Calcula-se que esse humano tinha uma altura de aproximadamente 4 metros e pés de 53 centímetros. Uma cópia do osso está sendo comercializada pelo Mt. Blanco Fóssil Museum na cidade de Crosbyton, Texas, EUA.
Mas a pergunta que não quer calar é: Por que essas descobertas não são divulgadas?
É muito simples: Tudo aquilo que não se encaixa na teoria evolucionista e funciona de alguma maneira para comprovar a veracidade bíblica é descartado. Primeiro, o que eles não puderem explicar vão tentar esconder, depois afirmar que é uma anomalia, e por último se calar e tentar calar a quantos puderem. O evolucionismo não explica satisfatoriamente a complexidade dos seres vivos. A biologia molecular e a biologia celular revelam mecanismos cuja origem os darwinistas nem se atrevem a tentar explicar.
Registros Bíblicos
Os escritores bíblicos falam de pessoas gigantes, com quase três metros de altura. Assim afirmam alguns textos bíblicos sobre esses gigantes:
"Naqueles dias estavam os nefilins na terra, e também depois, quando os filhos de Deus conheceram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos. Esses nefilins eram os valentes, os homens de renome, que houve na Antigüidade". (Gênesis, 6: 4).
"Também vimos ali os nefilins, isto é, os filhos de Anaque, que são descendentes dos nefilins; éramos aos nossos olhos como gafanhotos; e assim também éramos aos seus olhos" . (Números, 13: 33).
"Então saiu do arraial dos filisteus um campeão, cujo nome era Golias, de Gate, que tinha de altura seis côvados e um palmo. Pela medida antiga, a menor de um côvado que era de 45 cm, Golias tinha a altura de 2,85 a 2,90 mt mais ou menos". (I Samuel, 17: 4).
O termo hebraico para gigantes é nephlins, e é um termo um pouco obscurecido, sendo que, a luz de Nm 13.33, seriam realmente pessoas de alta estatura (Golias possuía quase 3 metros de altura, 1 Sm 17.4). Porém, nada impede que, analisando o término do versículo, tais gigantes fossem pessoas de renome e valentes.
Imagens
Fica aqui registrado algumas imagens e que cada um possa discernir no que acredita!
Fonte: http://realtoastral.com/essa_me_arrepiou.htm
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