terça-feira, 12 de abril de 2016

Os Monumentos da Ilha de Páscoa


As próprias pedrinhas não propalam para onde eu vou …

Definição: Os monumentos de Páscoa são antigas cabeças misteriosas conhecidas como moai, encontradas em uma ilha do Chile, no Pacífico Sul, a cerca de 3.700 quilômetros da costa oeste do continente. A ilha de Páscoa, conhecida no local como Rapa Nui, foi descoberta por exploradores holandeses na Páscoa, em 1722, e é famosa por suas antigas ruínas de origem desconhecida, incluindo tábuas com hieróglifos e cabeças colossais entalhadas em rocha vulcânica, as quais acredita-se datarem de aproximadamente 1400.

O que os crentes dizem: Nenhum ser humano poderia ter entalhado 887 estátuas monolíticas gigantescas e as espalhado por toda a ilha sem usar nada além de madeira, cordas e lubrificantes naturais. Visitantes extraterrestres têm de estar envolvido, e, provavelmente, ou eles próprios construíram as estátuas ou forneceram alguma forma de tecnologia de transporte antigravitacional que levou os moai flutuando até seu lugar definitivo.

O que os céticos dizem: As estátuas da ilha de Páscoa foram entalhadas, transportadas e erigidas por seres humanos. Embora não se conheça o método utilizado no transporte, os cientistas e arqueólogos têm discutido vários meios para transportar os moai que, sem dúvida, teriam funcionado com tempo e força de trabalho suficientes. (Veja a descrição dos métodos de transporte a seguir.)

Qualidade das provas existentes: Muito Boa.

Probabilidade de o fenômeno ser paranormal: Fraca.

Estariam eles apenas entediados? Será possível que os nativos de Rapa Nui tenham passado anos entalhando as centenas de cabeças de pedra que circundam a ilha e depois transportado muitas delas até seu local definitivo porque não tinham nada melhor para fazer?

Qual o propósito desses monumentos?

Alguns dizem que as cabeças foram construídas para intimidar famílias e tribos rivais.

Há também a teoria de que as estátuas foram construídas para comemorar a visita de extraterrestres e que os "chapéus" vermelhos em muitas das cabeças representam capacetes espaciais.

Teriam os nativos recebido a visita de alienígenas, os quais, é claro, acharam que fossem deuses descidos dos céus?

Recentes pesquisas e experiências mostram que esse cenário é pouco provável.

Desde meados da década de 1950, arqueólogos e historiadores vêm tentando simular o transporte dos moai até seu lugar definitivo, no perímetro da ilha.

O grande explorador Thor Heyerdahl (da famosa Kon-Tiki, a expedição que provou que os nativos da ilha de Páscoa poderiam ter viajado do Peru até lá) descobriu um modo de transportar as cabeças amarrando-as em um trenó feito com um tronco em forma de garfo, para depois puxá-lo com cordas. Seriam necessários 180 nativos para mover um moai de dez toneladas. Heyerdahl calculou que seriam necessários 1.500 homens para transportar o mais pesado dos moai, com 82 toneladas.

Em 1986, Heyerdahl tentou outro método para mover as estátuas. Ela era girada de um lado para outro, de modo a ir "andando" pelo chão. Esse método, experimentado pela primeira vez na Tchecoslováquia em 1982, também funcionava, mas causava um dano considerável à base da estátua, dano este que não se vê nos moai sobreviventes, portanto a experiência foi abandonada.

Outro método foi experimentado no Wyoming na década de 1980: dois trenós colocados sobre rodas de madeira. Esse método também funcionou e uma equipe de 25 homens foi capaz de mover uma réplica de concreto de dez toneladas e 45 metros de altura de um moai em apenas dois minutos.

Mas e quanto aos aliens?

Em seu livro "The Space Gods Revealed", Erich von Däniken lista as principais razões para os monumentos da ilha de Páscoa não poderem ser um produto da força de trabalho de seres humanos:

Eles são grandes demais para terem sido entalhados por homens.

A pedra local é dura demais para ser entalhada sem uma tecnologia avançada.

As pedras não poderiam ter sido transportadas da canteira até o local onde se encontram.

Não havia árvores na ilha com as quais fazer as supostas rodas de madeira usadas para mover as estátuas.

Os "chapéus vermelhos" são capacetes espaciais.

Não seria possível erigir as estátuas após levá-las até seu local definitivo.

Todos os machados de pedra e as outras ferramentas de entalhar encontradas levam a crer que o trabalho não foi feito pelos nativos, mas sim que eles abandonaram até as tentativas de continuarem a entalhar outras estátuas depois da partida dos aliens.

As cabeças encontradas no chão ficaram ali porque os nativos não puderam transportá-las e erigi-las após a partida dos aliens.

Sabemos agora que realmente havia meios de os simples mortais conseguirem transportar as estátuas, que a pedra era de lava vulcânica relativamente macia e fácil de entalhar, que os chapéus vermelhos provavelmente simbolizavam o cabelo vermelho dos nativos e que as estátuas abandonadas estavam, na verdade, a meio caminho de seus locais definitivos, mas, por alguma razão desconhecida, os moradores da ilha não conseguiram acabar de arrumar todas elas.

Os monumentos da ilha de Páscoa são artefatos arqueológicos muito antigos. A ânsia de muitos em atribuir a construção a extraterrestres é uma prova da habilidade, do empenho e do comprometimento desses antigos construtores, homens que personificaram o espírito humano visto hoje em nossos mais altos arranha-céus e nas mais longas pontes.


Fonte: Os 100 Maiores Mistérios do Mundo - Stephen J. Spugnesi - Difel 2004