terça-feira, 12 de abril de 2016

Psi Animal


"Os animais são amigos bastante agradáveis — não fazem perguntas, não nos criticam." — George Eliot

Definição: Diz-se que psi animal é a comunicação extrassensorial entre espécies, ou seja, entre os homens e os animais; ela também se refere à capacidade dos animais de pressentirem eventos futuros, e à conexão mental e comunicação entre eles.

O que os crentes dizem: Os animais podem ler nossa mente; podem pressentir o perigo e prever a morte; podem viajar milhares de quilômetros guiados apenas por poderes psíquicos.

O que os céticos dizem: Os animais não podem ler a mente humana; todas as suas ações de aparente "compreensão" são meros resultados de comportamentos arraigados, registrados em sua psique por simples relações de recompensa e punição entre eles e seus donos; todos os outros momentos de uma aparente percepção precisa por parte dos animais ou de uma comunicação entre espécies são obra do acaso e nada mais.

Qualidade das provas existentes: Excelente.

Probabilidade de o fenômeno ser paranormal: Bem Alta.

Os animais podem ler nossa mente? Podemos conversar com nossos bichinhos de estimação através do pensamento? Será que um animal sabe quando alguém vai morrer? Será que eles conseguem viajar por milhares de quilômetros através de territórios desconhecidos a fim de localizar seus donos?

A resposta a todas essas perguntas parece ser um improvável "sim".

Há inúmeras histórias de animais que demonstram comportamentos que não seriam possíveis sem algum tipo de habilidade extrassensorial. E muitas dessas histórias resultam de experiências científicas, com técnicas controladas e válidas.

Notícia: Uma cadela e seu filhote foram condicionados a se encolher de medo sempre que um jornal era levantado. Eles nunca apanhavam com o jornal, mas haviam sido treinados a sentir medo do gesto ameaçador. Como parte da experiência, a cadela foi trancada em um cômodo revestido de cobre. Seu filhote foi posto em outro aposento semelhante, a uma distância suficiente para que não conseguisse escutar a mãe. O pesquisador levantou um jornal enrolado diante da cadela … e o filhote encolheu-se de medo.

Notícia: Uma mulher e seu boxer de estimação foram colocados em diferentes aposentos revestidos de cobre, impossibilitados de ver ou escutar um ao outro. O coração do cachorro estava sendo monitorado por um eletrocardiograma. Um homem desconhecido entrou de repente no aposento onde a mulher se encontrava, gritou com ela e a ameaçou com violência. O coração do cachorro começou a bater acelerado assim que sua dona se viu em perigo. Ele estava sozinho em seu aposento no momento, sem poder escutar ou ver nada do que estava acontecendo no outro.

Notícia: Um homem andava a cavalo por uma floresta quando o animal parou e empacou, sem dar importância às chicotadas do cavaleiro. Passou-se um minuto e, de repente, um relâmpago espocou no céu e atingiu o chão em frente ao cavalo — exatamente onde eles estariam caso o cavalo tivesse continuado em vez de parar.

Notícia: Em agosto de 1923, o collie Bobbie perdeu-se de seus donos enquanto viajavam por Indiana. Bobbie e sua família viviam no Oregon. Em fevereiro de 1924, Bobbie pulou na cama onde seu dono dormia, na casa deles no Oregon, e lambeu-lhe alegremente o rosto. Ele estava esquelético, com as patas tão machucadas que era possível ver os ossos através das almofadas, mas sobrevivera. A Sociedade Humanitária do Oregon acabou rastreando a rota percorrida pelo bicho, e descobriu que ele havia viajado quase cinco mil quilômetros para chegar em casa. O cachorro havia cruzado as Montanhas Rochosas, atravessado o rio Missouri e até mesmo dividido um cozido de carne com legumes com um bando de mendigos. Bobbie caçava e comia coelhos, e conseguiu evitar a morte ou ser pego pela carrocinha. Além disso, no decorrer de sua jornada, não seguiu exatamente a rota dos donos, mas, em vez disso, atravessou territórios que nunca vira antes, e dos quais não possuía conhecimento algum. Bobbie acabou recebendo uma coleira de ouro e as chaves de diversas cidades quando a notícia de sua incrível jornada veio a público.

Como podemos explicar de forma lógica, e com a dose certa de ceticismo, essas histórias sem reconhecermos a existência de uma percepção extrassensorial nesses animais?

A resposta? Elas não podem ser explicadas sem reconhecermos a existência de uma percepção extrassensorial nesses animais.

Os donos de animais de estimação conhecem há muito tempo a capacidade dos bichos de ler sua mente. Eu próprio já experimentei esse tipo de ligação com meus bichos no decorrer dos anos.

O processo não é semelhante a uma conversa telefônica entre espécies; resume-se simplesmente em saber como seu animal irá reagir, ou, de forma inversa, em ele saber o que você irá planejar a seguir. Será que isso pode ser explicado pelo hábito e pelo treinamento? Até pode. Mas nem sempre.

Tive um gato que nunca lambia minha testa quando queria demonstrar carinho. Ele me lambia o pescoço. No entanto, havia exceções a essa regra, o que acontecia quando eu estava com enxaqueca. Sempre que eu sofria com uma dor de cabeça terrível, ele pulava no braço da poltrona e lambia minha testa, da mesma forma como as fêmeas lambem os machucados de suas crias. Será que ele sabia que eu estava com dor de cabeça? Acredito piamente que sim.

Acredito que a psi animal seja real e que deva ser estudada. Contudo, teremos um problema real se os homens se tornarem adeptos a conversar com os bichos. Podemos acabar entendendo-os melhor e — sejamos honestos — será que desejamos realmente saber o que os animais (e não estou falando dos bichinhos de estimação) pensam e sentem, levando em conta o modo como os tratamos? 


Fonte: Os 100 Maiores Mistérios do Mundo - Stephen J. Spugnesi - Difel 2004
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