quarta-feira, 13 de julho de 2011

A virgem de Guadalupe

O mistério se inicia em 1531, quando um camponês da aldeia de Cuautitlán, seguia a pé em direção à capital mexicana, quando no topo da montanha Tepeyacac, apareceu-lhe uma jovem de vestes luminosas, que em todas as suas quatro aparições, pedia a Juan Diego, o camponês, que comunicasse ao bispo frei Juan de Zumárraga para que edificasse naquele local um templo em sua honra.

O bispo, não acreditou em Juan, e pediu algo que comprovasse a sua história. Seguindo orientações da santa, Juan colheu algumas rosas no topo de uma colina, e as ocultou sob seu casaco. 

Na presença do bispo e de outras testemunhas, ao abrir o casaco, deixou cair as de rosas "de Castela". Todos ficaram perplexos, primeiro porque no inverno seria impossível que essas rosas florescessem, e segundo, e talvez o maior fenômeno, foi a formação súbita e misteriosa de um desenho, no tosco agasalho do camponês. Tratava-se de uma "pintura", representando a Virgem e que segundo dizem: "não era obra de pincéis e nem de mão humanas".

Desde essa data a imagem tem sido venerada por centenas de pessoas, e hoje está exposta sobre o altar, em uma basílica com o seu nome. Mas esse fato foi apenas o início do mistério.


Em 1920, o fotógrafo oficial da basílica descobriu que em um dos olhos da santa, que tem apenas 8 milímetros, aparecia um busto humano. Com as provas fotográficas, ele apresentou-as à hierarquia eclesiástica, que confirmando o fato, pediu para que fosse guardado silêncio. Após quase 30 anos de silêncio Carlos Salina e Miguel de la Mora, redescobrem o "homem barbudo", no olho da santa e o fato é levado a público. 

Um grande número de cientistas, médicos e pesquisadores, fazem infindáveis testes, até chegarem a conclusão que o fato era inesplicável, pois a imagem do "homem de barba", aparecia nos dois olhos da santa, formando um efeito ótico conhecido pela ciência, o que descartou a possibilidade do acaso.

Foi em 1979 e 1980 que dois pesquisadores americanos se valendo das radiações infravermelhas, fizeram uma bateria de testes que revelaram fatos ainda mais surpreendentes: 1) Apesar da pintura não conter nenhum verniz, as cores permanecem intactas, desafiando o tempo; 2) O azul do manto e o rosado da túnica, tem composição desconhecida; 3) A perfeição da "pintura", é impressionante, e a análise indica que tamanha perfeição somente poderia ser conseguida se a imagem fosse produzida de uma só vez, visto que não existem marcas de pinceladas; 4) Também ficou evidenciado que já existem alguns retoques humanos na "pintura original": a lua, o anjo, as 46 estrelas que figuram no manto, os raios que partem do corpo, os arabescos da túnica, a orla e determinadas "sombras do rosto". Felizmente o olho não foi adulterado.

Alguns anos após essas descobertas, o Dr. Tonsmann, através de um sistema complexo de ampliações, conseguiu descobrir mais algumas figuras que ninguém havia detectado. Um "índio sentado", a "cabeça de um ancião", "várias mulheres" e deste modo um total de 14 personagens, parecendo compor uma cena, que segundo ele poderia ser a sequência do milagre das rosas. O mais incrível, é que essa descoberta, aparece em ambos os olhos, o que novamente confirma a certeza de não estar ligado ao acaso.

Fonte bibliográfica: Meus enigmas favoritos - Autor: J.J.Benitez