domingo, 1 de maio de 2016

A Grande Praga de Londres

Gravação contemporânea em madeira ilustrando o enterro em massa de vítimas da praga em 1665.

A Grande Praga de Londres foi um surto de peste bubônica. Houve outros antes dela na Inglaterra e ao redor do mundo. O mais conhecido foi a pandemia chamada de Peste Negra, no século 14. Especialistas apontam que ela possa ter dizimado 1/3 da população europeia na época, aproximadamente 75 milhões de pessoas.

A Grande Praga matou um número estimado de 100 mil pessoas, equivalente a 20% da população da capital britânica em 1665. Acredita-se que os focos da doença só tenham sido eliminados em 1666, com o Grande Incêndio, que destruiu grande parte das favelas e lugares mais pobres da cidade.

Temeroso, o Rei Charles II, que havia recuperado o trono apenas cinco anos antes (após a dissolução da monarquia e decapitação de seu pai em frente à Banqueting House do Palácio de Whitehall), deixou a cidade com a família e se estabeleceu em Oxfordshire.

Gravação contemporânea ilustrando a situação de Londres durante o surto da peste bubônica em 1665

Sem o Rei, o medo tomou conta da cidade. Os mais ricos seguiram a Família Real e fugiram de Londres. Os mais pobres, algumas autoridades e os médicos permaneceram. Só que não se sabia exatamente como combater a doença. Muitos gatos e cachorros, por exemplo, foram sacrificados, e outros tantos isolados, devido ao medo de que eles pudessem contribuir com a peste. Essa foi uma péssima decisão, afinal gatos e cachorros controlavam a populaçào de roedores e suas pulgas, os verdadeiros responsáveis pela proliferação da doença.

Nesse período, valas gigantescas foram abertas para abrigar corpos humanos, pois havia o receio de que a peste se espalhasse. Muito tempo depois, quando as autoridades londrinas escavavam a capital para a construção das primeiras estações de metrô, descobriram dezenas dessas covas espalhadas pelo subterrâneo. Algumas continham tantos ossos e eram tão grandes, que obrigaram mudanças na localização original de algumas estações.

O Rei e sua corte retornaram à capital em fevereiro de 1666, quando já era mais seguro transitar pelas ruas da cidade. Ele não tinha ideia de que, alguns meses depois, Londres seria quase destruída.


Fonte: Mapa de Londres
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