sábado, 16 de abril de 2016

Os Jogos Telepáticos de Gilbert Murray

George Gilbert Aimé Murray (2 Janeiro 1866 – 20 Maio 1957)

Gilbert Murray, renomado professor de grego na Universidade de Oxford, era também médium e ávido estudioso dos fenômenos paranormais. Muitas das experiências não eram realizadas em laboratório, mas numa espécie de jogo telepático em sua própria casa. 

Em certa demonstração típica, uma das duas filhas, Agnes Murray, casada com Arnold Toynbee, escolhia um assunto e, algumas vezes, comunicava-o às outras pessoas convidadas, depois que seu pai havia saído da sala. Em seguida, ele retornava, ficava concentrado durante uns instantes, e revelava suas impressões. Dezenas desses testes foram completados com excepcional sucesso.

Por exemplo, em determinada sessão, a sra. Toynbee pensou na cena de uma peça de August Strindberg: um homem sentado junto a uma torre desmaiou e sua mulher deseja que ele morra.

Quando o professor Murray voltou à sala, imediatamente percebeu o tema literário em questão.

- Trata-se de um livro, livro que eu não li - afirmou ele. - Não, não é russo, nem italiano. É alguém que está desmaiado. É horrível. Acho que alguém está desmaiado e sua esposa ou alguma outra mulher deseja que ele morra. Não pode ser Maeterlinck, pois acho que li todos os seus livros. Ah, é Strindberg!

Durante outra experiência, a sra. Toynbee pensou em dois amigos mútuos tomando cerveja em um café em Berlim. O professor Murray não só sentiu imediatamente que ela estava pensando em um local público, mas também revelou os nomes das duas pessoas escolhidas pela filha.

Esses experimentos telepáticos informais, porém impressionantes, foram realizados na casa de Murray por muito anos, de 1910 até 1946. Alguns céticos acreditam que o professor Murray devia talvez ter agudo sentido de audição e simplesmente ouvia as filhas conversando a respeito dos assuntos com as outras pessoas convidadas. Contudo, essa teoria não consegue explicar o sucesso dos assuntos criados mentalmente e não explicados aos outros espectadores.


Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz