segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Coisas bizarras da era vitoriana

10 - Vinhetas

A classe vitoriana superior (e mais tarde classe média) não tinha rádios, televisores ou Internet (e nem carnaval!) para entretê-los. Mas não tinha teatro? Bem, uma das formas mais populares de entretenimento para os amigos e familiares, naquela época, foi o de se vestir em trajes ultrajantes e posar. Isto soa inocente - mas pense bem: você conseguiria imaginar sua avó fantasiada de ninfa grega subindo em uma mesa na sala de estar enquanto todos aplaudem? Mas, para os vitorianos, ingleses tão conservadores, isto era assustadoramente normal e divertido.

09 - Asilos

Os asilos eram instalações administradas pelo governo onde os pobres, enfermos, ou mentalmente doentes podiam viver. Eram pacientes geralmente imundos, mendigos e/ou excluídos pela sociedade. Na época, a pobreza era vista como um estado desonroso, de pessoas com falta da virtude moral da diligência. Muitas destas que viviam nos asilos eram obrigadas a trabalhar para contribuir para a manutenção destas instituições e não era incomum que famílias inteiras vivessem juntas com outras neste ambiente.  

08 - Nevoeiros

Londres, durante a era vitoriana ficou famosa pelas pea soupers - nevoeiros tão espessos que mal se podia ver através deles. As pea soupers eram causadas por uma combinação de nevoeiros do Rio Tâmisa e fumaça dos fogos de carvão que eram uma parte essencial da vida vitoriana. Curiosamente Londres sofreu com estes nevoeiros por séculos - em 1306, o rei Eduardo I proibiu fogos de carvão por causa da poluição.

Em 1952, 12 mil londrinos morreram devido à poluição atmosférica obrigando o governo a aprovar a Lei do Ar Limpo. A atmosfera vitoriana (em literatura e no cinema moderno) é bastante reforçada pela espessa fumaça e neste ambiente assustador Jack agia calmamente, estripando suas vítimas.

07 - Alimentação

Os nossos ingleses vitorianos amavam as miudezas e comiam praticamente todas as partes de um animal. Isto não é totalmente assustador se você também gosta, mas para pessoas comuns, a idéia de cear em uma tigela contendo miolo de cérebro ou coração não é atraente. Outro prato famoso da era vitoriana era a sopa de tartaruga. A tartaruga foi valorizada acima de tudo por sua gordura que foi usada para dar sabor a esse prato, junto com a carne cozida do pegajoso quelônio. Devido ao perigo de sua extinção, as tartarugas são raramente comidas hoje em dia, mas é possível comprá-los em alguns estados dos EUA, onde elas são abundantes. 

Creio que o problema dessa época seria a falta de higiene. Falando em miudezas, particularmente adoro uma dobradinha...

06 - Cirurgia


A partir do momento em que cada um de quatro pacientes morria após uma cirurgia, as pessoas daqueles tempos davam graças aos céus por não sofrer de nenhum mal ou rezavam por um bom médico. Não havia anestesia, nem analgésicos e nenhum equipamento elétrico para reduzir a duração de uma operação. A cirurgia vitoriana não era simplesmente assustadora, era completamente horripilante!

Aqui está uma descrição de uma cirurgia da época:

Uma multidão de ansiosos estudantes de medicina, antes de assistirem ao “procedimento”, verificam seus relógios de bolso, assim como os dois assistentes do Dr. Liston, que imobilizam o espavorido paciente. O homem totalmente consciente, atormentado pela dor de sua perna quebrada ao cair entre um trem e a plataforma, olha totalmente apavorado para a coleção de facas, serras e agulhas que estão ao lado dele.

Dr. Liston, com sua mão esquerda, pega a sua faca favorita e em um rápido movimento faz uma incisão na coxa do paciente. Aperta o local com um torniquete para estancar o sangue. Em seguida, com o paciente urrando de dor, o nosso doutor larga sua faca e pega a serra, não sem antes, com a ajuda de um assistente, expor o osso. Começa a cortar. Com um estremecimento ele deixa o membro amputado em uma caixa com serragem.

A castração também foi ainda amplamente praticada junto com outras cirurgias revoltantes como a lobotomia, que foi utilizada pela primeira vez na era vitoriana.

05 - Romance gótico

Como não incluir o romance gótico (um gênero de literatura que combina elementos de horror e romance) em uma lista como esta? Foi o período vitoriano que nos deu grandes obras de terror como "Drácula" e "O Estranho Caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde".  Até os americanos tiveram no ato de Edgar Allan Poe a produção de muitos contos góticos, rivalizando com os ingleses, o que de melhor existe em literatura gótica desse tempo.

Os vitorianos sabiam como assustar e eles sabiam como fazê-lo em grande estilo. Estas obras ainda formam a base do horror moderno e muito do seu poder envolvente não diminuiu, no mínimo.

04 - Jack, o Estripador

No final da era vitoriana, Londres foi aterrorizada pelo monstro conhecido como Jack, o Estripador. Usando o nevoeiro londrino como uma capa, o Estripador, em última análise, assassinou cinco ou mais prostitutas que trabalhavam no East End.

Os jornais, cuja circulação foi crescendo durante esta época, concederem uma duradoura notoriedade sobre esse assassino por causa da selvageria dos ataques e ao fracasso da polícia em capturá-lo. Como sua identidade nunca foi confirmada, as lendas que cercam os assassinatos tornaram-se uma combinação de pesquisa histórica genuína, folclore e pseudo-história. Muitos autores, historiadores e detetives amadores propuseram teorias sobre a identidade do assassino e de suas vítimas.

03 - Show de horrores

O “show de horrores” era a exposição de raridades ou aberrações da natureza - como seres humanos excepcionalmente altos ou baixos, pessoas com características sexuais secundárias de macho ou fêmea ou outras com doenças e condições extraordinárias - e performances que esperavam ser chocantes para os espectadores.

Provavelmente, o membro mais famoso da um show de horrores é o Homem Elefante (foto ao lado). Joseph Carey Merrick (05 de agosto de 1862 - 11 de abril de 1890) era um inglês que ficou conhecido como "O Homem Elefante" por causa de sua aparência física causada por um distúrbio congênito. Seu lado esquerdo estava inchado, distorcido levando-o a usar uma máscara durante a maior parte de sua vida. Não há dúvida de que os “freak shows” vitorianos foram um dos mais arrepiantes aspectos da sociedade da época.

02 - Memento mori

Memento mori é uma expressão latina que significa "lembre-se que você vai morrer". Na era vitoriana, a fotografia era uma arte ainda jovem e extremamente cara. Quando um ente querido morria, seus parentes, às vezes, tiravam sua foto e, muitas vezes, posando com os membros da sua família.

Para a grande maioria dos vitorianos nunca fotografados em vida, esta era a primeira e derradeira vez...

Nestas fotos post-mortem, o efeito de vida foi, por vezes, valorizado sustentado os olhos do ente querido com as pupilas abertas ou pintando depois sobre as impressões fotográficas e inclusive, muitas dessas imagens têm uma tonalidade rosada adicionada às faces do cadáver.

Os adultos eram comumente colocados em cadeiras ou mesmo apoiados em alguma coisa para serem desenhados em quadros. As flores também eram usadas como adereço comum no post-mortem de fotografia de todos os tipos.

Na foto à esquerda, o fato de que os pais ao lado de sua menina morta não consigam conter um leve movimento, faz com que fiquem um pouco turvos devido ao longo tempo de exposição. Com a menina não acontece esse problema. Isso é assustador, é triste, é mórbido!  

 01 - Rainha Vitória

A rainha Vitória tem a posição número um em nossa lista, porque a época é derivada de seu nome e, francamente, ela também era assustadora. Quando seu marido Albert morreu em 1861, ela entrou em luto - vestindo túnicas negras até sua própria morte depois de muitos anos - e esperava que toda nação também a fizesse. Ela evitou aparições públicas e raramente pôs os pés em Londres nos anos seguintes. Sua reclusão lhe rendeu o nome de "Viúva de Windsor." Seu reinado sombrio lançou uma mortalha escura na Grã-Bretanha e sua influência foi tão grande que todo o período foi repleto de bizarrices.

Ironicamente, uma vez que Vitória não gostava de funerais negros, quando de sua morte, Londres foi enfeitada em roxo e branco.

Fonte: http://www.smashinglists.com
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