quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Mente Fotográfica
Ted Sérios era conhecido como "o homem da mente fotográfica" - não por causa de sua memória, mas devido à capacidade de imprimir imagens em filmes Polaroid pela pura concentração.
A maior parte do que sabemos do caso nos vem dos relatos do psiquiatra Jule Eisenbud, de Denver, Colorado, que trabalhou com Sérios nos anos 60. Sérios, ex-mensageiro de hotel em Chicago, morou na casa de Eisenbud durante a realização dos experimentos. Seu procedimento normal era olhar para a lente da câmara, frequentemente através de um cilindro de papel preto, e dizer aos pesquisadores quando deviam apertar o disparador. Em geral, uma cena borrada aparecia na foto resultante.
Naturalmente, os céticos afirmaram que a coisa toda não passava de fraude, declarando que o estranho cilindro com o qual Sérios gostava de trabalhar continha uma lente oculta. No entanto, tais críticas não conseguiram explicar todos os detalhes do sucesso do ex-mensageiro.
Uma experiência um tanto intrigante foi imaginada pelo dr. Eisenbud, em 1965. Várias testemunhas reuniram-se em sua casa, e cada uma delas anotou determinada cena em um pedaço de papel. Sérios, que não foi informado das sugestões, simplesmente recebeu ordens de imprimir uma das cenas em filme Polaroid. Isso significava que parte da mente dele precisava receber, mediunicamente, as sugestões, escolher uma delas, e então imprimi-la no papel fotográfico.
Sérios começou sua parte da experiência tomando algumas cervejas, antes de começar a trabalhar, e olhando fixamente para a máquina fotográfica. A imagem que resultou parecia a foto de uma aranha em pose, fora de foco. E não combinava com nenhuma das sugestões dadas pelos convidados. A única que se aproximava era a que trazia escritas em um pedaço de papel as palavras "avião com escalonamento dos planos de voo".
Dois anos mais tarde, quando o dr. Eisenbud lia um exemplar de “The American Heritage of Flight”, encontrou, para sua surpresa, uma série de fotos de aviões biplanos com a asa superior avançada - e a foto anterior de Sérios era idêntica a uma delas.
Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz
Fata Morgana
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| A miragem, como observada no Porto de Messina - The Book of Curiosities (1854) |
O efeito de Fata Morgana, do italiano fata Morgana (ou seja: fada Morgana), em referência à fictícia feiticeira (Fada Morgana) meia-irmã do Rei Artur que, segundo a lenda, era uma fada que conseguia mudar de aparência, é um efeito de ilusão ótica.
Trata-se de uma miragem que se deve a uma inversão térmica. Objetos que se encontrem no horizonte como, por exemplo, ilhas, falésias, barcos ou icebergues, adquirem uma aparência alargada e elevada, similar aos "castelos de contos de fadas".
A Fata Morgana mais célebre é a que se produz no Estreito de Messina, entre a Calábria e a Sicília.
Com tempo calmo, a separação regular entre o ar quente e o ar frio (mais denso) perto da superfície terrestre pode atuar como uma lente refratária, produzindo uma imagem invertida, sobre a qual a imagem distante parece flutuar. Os efeitos Fata Morgana costumam ser visíveis de manhã, depois de uma noite fria. É um efeito habitual em vales de alta montanha, onde o efeito se vê acentuado pela curvatura do vale, que cancela a curvatura da Terra. Também se costuma ver de manhã nos mares árticos, com o mar muito calmo, e é habitual nas superfícies geladas da Antártida.
Os efeitos de Fata Morgana são miragens ditas superiores, diferentes das miragens inferiores, que são mais comuns e criam a ilusão de lagos de água distantes nos desertos ou em estradas com o asfalto muito quente.
O efeito Fata Morgana foi o tema de uma questão no ENEM de 2015 onde especulava-se que este foi o motivo do naufrágio do Titanic. O fenômeno ótico que produz a Fata Morgana é a refração, a reflexão e a difusão da luz. Todos eles são fundamentais para a ocorrência do fenômeno.
Fontes: Wikipédia; The Book of Curiosities, by I. Platts.
Cronologia dos Casos de Vampirismo
Não é possível se fazer um levantamento completo de todos os casos de vampirismo ou presumíveis como tal, mas podemos elaborar uma lista das principais manifestações que originam o processo verbal ou crônica de época.
— Snornik, em Engic: Ao morrer, a mulher de um padre ortodoxo russo confessou-se vampiro.
— Morávia, perto de Olmütz, em Liebava: O vampiro era uma pessoa considerada no local. Um húngaro caçador de vampiros subiu à noite ao campanário da igreja, perto do cemitério, a fim de espiar a saída do vampiro, a quem roubou a mortalha o que provocou uivos de revolta do vampiro. O húngaro convidou-o a vir buscar o seu fato de defunto e, quando este fez menção de subir ao campanário, o húngaro deitou-o da escada abaixo e cortou-lhe a cabeça com a ajuda de uma pá.
— Sjonica: Uma noite, um homem chamado Ibro armou-se de uma faca e foi na mira de um vampiro. A luta não durou quase nada e o morto-vivo escapou-se. Perto da ponte da aldeia o homem volta a apanha-lo, apunhalando-o. No dia seguinte, no sítio onde o vampiro fora ferido, apenas foi encontrado um pouco de sangue, e na lâmina do punhal alguém escreveu uma oração em turco.
— Paris, 1310: A seguir ao concílio de Troyes, em maio de 1310, Filipe O Belo fez exumar o cadáver de Jean de Turo, construtor da torre, e iniciado no «Le Temple», mandando lançar ao fogo o seu corpo um século depois da sua morte.
— Boêmia, em Blow, perto de Cadar (1337): Manifestações vampíricas no claustro de Opatowicze.
— Boêmia, em Lewin (1345): Morte de uma mulher que se dedicava à feitiçaria (morte natural ou suicídio), tendo sido sepultada num cruzamento de duas estradas.
— Alta-Estíria, em Gratz (1451): Bárbara de Cillei ou Barbe de Cillei - amada por Segismundo da Hungria. O seu cadáver foi arrancado à morte graças ao ritual de Eléazar, que detinha o poder Abramelin o Mágico. Shéridan le Fanu inspirou-se em Bárbara de Cillei para o personagem principal da sua obra-prima Carmila, o Drácula feminino.
— Transilvânia, Curtes de Arges (1476): Vlad Draculya – Senhor da Valáquia, rei dos vampiros e cavaleiro da Ordem do Dragão foi enterrado na ilha de Snagov, na Romênia. Segundo investigações arqueológicas recentes, o seu túmulo encontra-se vazio.
— Morávia, em Egwanschitz (1610): Manifestações de vampiros anos a fio.
— Cracóvia, fevereiro de 1624: Mulher-vampiro em Clapardia, perto de Cracóvia.
— Istrie, em Khring (ou Krinck) (1672): A 17 milhas de Laybach, no ducado de Miterburgo, um certo Giure Grando foi enterrado no cemitério local e atormentou durante longo tempo as gentes daquela região.
— Hungria, Medreiga (Medwegya) (1690): Arnold Paole, heiduque de Medreiga, foi importunado por um vampiro nos arredores de Casanova, nas fronteiras da Sérvia turca. Afirmou que só depois de ter ido ao túmulo do vampiro, comido terra do sepulcro e esfregado o corpo com sangue daquele se viu livre de tal obsessão.... Pouco tempo depois morreu num acidente. Dias depois de ser enterrado, fenômenos de vampirismo aconteceram na aldeia. O corpo foi desfeito, mas estava perfeitamente conservado; porém os fenômenos continuaram! Arnold Paole viria a localizar mais dezessete cadáveres de heiduques iniciados em vampirismo. Um verdadeiro desfile de cavalaria das trevas.
— Comuna rural de Metwett sobre Morava (1731): Treze óbitos em seis semanas. São acusadas duas mulheres, mortas há pouco tempo, que durante a sua vida se dedicaram ao culto do vampiro. Miliza, que morreu em idade avançada, e Stanno ainda jovem. A primeira chegada de Montenegro (ocupada então pelos turcos), onde fora contatada por um vampiro. A Segunda vinda da Turquia.
— Hungria, Kisilova, a três léguas de Gradish (1738): Um vampiro de nome Peter Plogojowitz espalhou o terror em 1738 na aldeia de Kisilova. Morreram nove pessoas em oito dias.
— Banat, Transilvânia (1755): Uma aldeia de Olmütz é citada, por um escritor, pelos numerosos casos de vampirismo aí ocorridos.
— Sérvia, em Novi-Bazar (1827): As crônicas da época falam de fatos concretos passados com vampiros, sem, contudo, darem pontos de referência.
— La Pierre-Sèche, perto de Salbris, França: Um dos casos mais espantosos relativos a um casal: Paul de Gièvres e Virginie Blanchet, cujo túmulo está visível à beira do lago de Sologne.
— Tucchla (tuchela) (1873): O vampiro era o senhor ilustre da aldeia: Nicolai Macevko.
— District de Stry (1873): Na sequência do caso de vampirismo de Tucchla, o povo do distrito de Stry dirigiu-se (ao fim de se registrarem várias mortes) a um túmulo suspeito em Slavka, destruindo o cadáver.
— Sérvia, Pléternika (1888): Manifestações sangrentas de um vampiro, que foi abatido pela gente da aldeia.
— Hungria, Krasznahorta (18...): No distrito de Rozsnyo, junto à pequena aldeia de Palotz, ergue-se o castelo de Krasnahorka. Em 1241, um pastor descobre uma pedra singular assim como um pequeno tesouro com o qual fez construir um castelo. Numa das salas, num caixão de vidro, está uma mulher vestida de preto, não reduzida a pó, com o braço direito ligeiramente levantado e o dedo indicador misteriosamente apontando...
— Romênia, Crassova (1889): Trinta cadáveres foram trespassados por estacas no seguimento de manifestações vampíricas.
— Transilvânia, Curtes de Arges (19...): Narração de Tinka, velha cigana de pequena aldeia de Capatineni, junto ao castelo de Drácula (narrado ao historiador Florescu). Logo a seguir à morte de seu pai se aperceberam estar-se na presença de um vampiro, uma vez que não se lhe manifestou qualquer rigidez cadavérica. Segundo Tinka, atravessaram-lhe o coração com uma estaca.
— Romênia, Préjam (distrito de Vilces) (1902): Uma criança de 13 anos morta há pouco tempo foi decapitada, depois de lhe trespassarem o coração.
— Iugoslávia, Kneginecc (1936): Diversos casos de vampirismo, atribuídos ao cadáver de uma mulher nova, enterrada no século XIII no castelo de Herdody, em Varazdin.
— Sérvia, Kosovo-Mtohija, (de 1936 a 1940) (de 1947 a 1948): Entre os Tziganes da província de Kossovo-Métohija, aconteceram muitos casos de vampirismo.
— França, Nucourt, a 12 km de Gisors, século XIX: Descobre-se na torre templária de Neaufles um cadáver exangue apresentando no corpo marcas que lembram as que são feitas por tridentes. (Algumas pessoas localizaram este caso como tendo ocorrido no século XVIII.) Em 1974, três túmulos do cemitério de Nucourt foram abertos e esvaziados.
— Grã-Bretanha, Londres, Highgate (1974): Sean Manchester acaba de publicar recentemente um livro sobre o caso do vampiro de Highgate. Várias testemunhas falam de manifestações de origem vampírica, no cemitério de Highgate. Fala-se de um misterioso caixão, vindo da Turquia para Highgate, no século passado.
David Farrant, presidente da British Psychic and Occult Societh, que numa noite celebrou o ritual de invocação ao vampiro, esteve preso durante quatro anos.
Repetiram-se os casos de vampirismo em 1979. Segundo a imprensa britânica, surgiram mais casos de animais exangues nas imediações do cemitério. Farrant está neste momento elaborando um livro sobre o caso de Highgate.
Fonte: Os Vampiros - Jean-Paul Bourre - Publicações Europa-América (1986)
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