sexta-feira, 17 de junho de 2016

Charles Addams


O cartunista Charles Samuel Addams, conhecido como o "Mestre do Macabro", nasceu em Westfield, New Jersey, em 07/01/1912, e faleceu em Nova York, em 29/09/1988. Com seu senso de humor irônico e mórbido, ele ficou célebre ao criar nas tiras de quadrinhos personagens que habitavam um mundo particular, com criaturas ao estilo Frankenstein. Suas histórias foram adaptadas para a TV com o nome de "A Família Addams".

Addams trabalhou no departamento de arte de uma revista criminalista e sua função era pintar cruzes pretas nas fotografias indicando o lugar onde havia sido encontrado o cadáver. Seu humor mórbido floresceu na revista "The New Yorker", em 1936, e a sua produção era equivalente à de James Thurber e Peter Arno, com quem trabalhava.

Um ano depois a revista publicaria os seus inspirados cartoons da Família cujas figuras góticas, mais tarde, ganhariam vida numa série feita para a televisão: A Família Addams. Esta série acabou sugerindo outra, igualmente famosa: Os Monstros. Vários de seus cartoons tornaram-se clássicos: o esquiador cujos esquis misteriosamente passam por uma imensa árvore, um de cada lado.

A Família Addams

O abastado advogado Covas Addams / Gomez Alonso Addams, que tinha como passatempo favorito explodir trens de brinquedo, se excitava sempre que sua esposa Mortícia Frump falava em francês. A mulher de visual exótico e expressão macabra era mãe de duas crianças: Vandinha / Wednesday e Feioso / Pugsley, que se divertiam brincando de assassinato.

"São as crianças, querido, voltando do acampamento."

A família também contava com o Tio Chico / Fester, que tinha um vasto conhecimento sobre tudo que é macabro; a vovó, uma espécie de bruxa, mãe de Mortícia; Itt, o primo de Gomez, um sujeito que tem tanto cabelo que não se vê nenhuma parte de seu corpo; o mordomo Tropeço / Lurch, uma criatura enorme, sem expressão e de poucas palavras; e o Coisa, uma mão sem corpo que vivia dentro de uma caixa.

Os Addams tinham como animais de estimação uma aranha, um leão, um polvo e duas piranhas, sendo que Mortícia tratava sua planta carnívora, chamada de Cleópatra, como se fosse um animalzinho.

Adaptada por David Levy e Nat Perrin, a ‘típica família americana’, do ponto de vista macabro, estreou na televisão em 1964, trazendo em seu elenco os atores John Astin, Carolyn Jones, Lisa Loring, Ken Weatherwax, Jackie Coogan, Blossom Rock, Felix Silla e Ted Cassidy.


A série não retrata o humor de Addams, apenas os personagens que ele criou, já que o tom irônico e mórbido vistos nas tiras de quadrinhos foi suavizado para atender os interesses do canal ABC, que pretendia apenas oferecer uma sitcom para toda família com um visual diferente, apoiado na fama que Addams conquistara como cartunista.
Mesmo assim, a série foi bem recebida, registrando cerca de 23.9% da audiência do público alvo, de acordo com o jornal L.A. Times.

“A Família Addams” estreou uma semana antes de “Os Monstros”, da CBS, outra comédia que apresentava uma família ‘diferente’, encabeçada pela criatura de Frankenstein casada com a filha do Drácula. Na competição pela audiência, os Addams perderam para os Monstros, que em sua primeira temporada registrou cerca de 24.7% do público alvo.


Wikipédia / Revista Veja 07/01/2012

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Feitiços Sexuais Encontrados em Papiros Egípcios

Credit: © the Imaging Papyri Project, University of Oxford & Egypt Exploration Society.

Um egiptólogo italiano decifrou em dois papiros de Oxirrinco datados do século III, fórmulas mágicas para feitiços de amor para mulheres e para homens, a fim de subjugar a vontade da pessoa. O descobrimento foi anunciado no site Live Science no dia 20 de maio.

O pesquisador Franco Maltomini da Universidade de Udine, na Itália, conseguiu traduzir papiros que datam de 300 D.C., e descobriu neles dois feitiços sobre amor, sexo e submissão. As fórmulas mágicas para esses feitiços estavam escritas em egípcio antigo e não eram destinados para uma pessoa concreta. Ao ler a fórmula, tinha que se pronunciar (ou escrever) o nome da pessoa a quem o feitiço era destinado. O autor das fórmulas não está indicado.

​Os textos dos feitiços de amor apelam a uma divindade. Aquele que quisesse enfeitiçar uma mulher era aconselhado a queimar algumas substâncias (seus nomes não foram encontrados) no banho, e em seguida, escrever na parede as seguintes palavras: "Enfeitiço-a, terra e água, em nome do demônio que habita em você e (enfeitiço) o destino deste banho, como você brilha, se queima e flameja, assim que você queima [nome da mulher], parida pela [nome da mãe da mulher], até que se torne minha…"

O objetivo da segunda fórmula mágica – subjugar a vontade do homem. Recomenda-se gravar algumas frases "mágicas" em uma placa de cobre e depois a colocar junto com os pertences da pessoa (por exemplo, com sandálias).

Além disso, na parte traseira do papiro estão gravadas algumas receitas médicas. Dor de cabeça, lepra e outras doenças, segundo elas, podem ser tratadas com excrementos de animais.

Os papiros foram encontrados no início do século XX, junto com milhares de outros, entre as ruínas da antiga cidade egípcia de Oxirrinco. Os documentos estão sendo decifrados até hoje.


Mamíferos em Ascensão na Época do Fim dos Dinossauros

Os pequenos mamíferos explodiram em tamanho depois da extinção dos dinossauros.

"Nossos ancestrais da época dos dinossauros eram patéticos. Mamíferos minúsculos e covardes que, oprimidos pelo domínio dos mega-répteis, só serviam de aperitivo. Só estamos aqui por causa de um meteoro no México: foi quando os grandões foram extintos, há 66 milhões de anos". Essa é a história tradicional, talvez mal contada.

A Universidade de Southampton (Inglaterra), num amplo estudo, analisando principalmente dentes do período Cretáceo (o fim da era dos dinos), revelou que em verdade os mamíferos já estavam em ascendência.

Não que fossem capazes de ganhar na queda de braço com dinossauros - eles eram pequenos, com os maiores atingindo o tamanho de um cachorro. Mas os dentes revelam uma imensa variedade de formas e dietas - o que quer dizer que os mamíferos estavam diversificando imensamente, possivelmente tomando nichos ecológicos que seriam ocupados pelos dinos menorzinhos.

Os pesquisadores também ficaram surpresos com a catástrofe que causou a extinção dos dinossauros que também atingiu fortemente os mamíferos e deu uma segurada nessa fase de ascensão. “Eu realmente esperava ver mamíferos mais diversificados imediatamente após a extinção" - afirma o paleontólogo David Grossnickle, condutor do estudo. "Eu não esperava ver nenhuma queda. O que descobrimos não bate com a visão tradicional que, após a extinção, os mamíferos dispararam".

Grossnickle e sua equipe especulam que a razão do sucesso dos mamíferos talvez tenha a ver com o surgimento das plantas frutíferas no Cretáceo, o que beneficiou os insetos e, então, seus principais predadores.

Outro estudo recente mostrou que os dinossauros estavam em decadência, com o número de espécies definhando por 50 milhões de anos até a extinção final.


Yahoo Notícias 10/6/2016 / Fábio Marton - Superinteressante