sábado, 9 de julho de 2011

Serpente marinhas - II

A serpente marinha vista pelo Daedalus (1848)
A primeira tentativa de descrever as serpentes marinhas como figuras da história natural está no trabalho de 1555, de Olaus Magnus, arcebispo católico de Uppsala, Suécia e tem a simples definição : "seres imensos, parecidos com uma cobra, preta em cima, mais clara embaixo e move-se em ondulações verticais".

Bem mais elaborado, o livro de Bernard Heuvalmans, de 1966, "Na Esteira das Serpentes Marinhas", estuda 587 relatos e conclui que "Serpente Marinha" é um termo genérico que cobre vários animais marinhos não reconhecidos, entre eles : Animais de pescoço comprido, / Cavalos D`água, / Animais com muitas corcovas,/ Animais com muitas barbatanas, / Super Lontra, / Super Enguia.

Segundo o autor esses traços, supostamente anômalos, tinham que ser levados em consideração porque apareciam com muita freqüência nas descrições.O mais famoso de todos os relatos de serpentes marinhas durou 20 minutos e envolveu o capitão e a tripulação da fragata Daedalus em 6 de agosto de 1848. 

Mas não havia gargalhada que interrompesse as aparições anunciadas em todo o mundo, apesar de constranger alguns informantes. Quando o grande estadista americano Daniel Webster viu uma serpente marinha enquanto pescava no litoral de Massachusetts, implorou ao amigo Henry David Thoreau : "Pelo amor de Deus, não conte a ninguém, porque se souberem que eu vi uma serpente marinha, estou perdido".

Fonte: http://www.portaldascuriosidades.com/forum/index.php?topic=1302.0

Serpentes marinhas

Serpente em ilustração de outra edição da História dos Povos do Norte, de Olaus Magnus.
As serpentes marinhas, geralmente avistadas por marinheiros, são uma das mais insistentes das lendas do mar. Céticos costumam identificá-las como observações de lulas gigantes, elefantes-marinhos, golfinhos nadando em fileiras, baleias de comportamento incomum, formações incomuns de ondas, canoas emborcadas e outros objetos flutuantes. Por estranho que pareça, a maioria daqueles que ainda hoje consideram seriamente a possibilidade de sua existência tendem a pensar que se tratam de espécies desconhecidas de mamíferos e não de répteis ou peixes. A razão é que a maioria dos testemunhos afirma que elas se movem com ondulações verticais, o que é típico de mamíferos: répteis e peixes se movem com ondulações horizontais.

Ao longo dos séculos XIX e XX, houve mais de 1.200 observações de supostas serpentes marinhas, cujas descrições freqüentemente são muito diferentes entre si. Para aqueles que acreditam na existência desses animais, isso pode ser um indício de que se trataria não de uma só espécie desconhecida, mas de várias. Vários esquemas de classificação das serpentes marinhas foram propostos para dar conta dessa variedade.

Esta classificação foi originalmente proposta em Le Grand-Serpent-de-Mer, le problème zoologique et sa solution. Paris: Plon, 1965:

1) Serpente-de-pescoço-longo (Megalotaria longicollis): Um leão-marinho de 18 metros, de pescoço comprido e cauda curta. Pelo e bigodes relatados. Cosmopolita; 2) Cavalo-marinho (Halshippus olai-magni): Um pinípede com 18 metros de comprimento, cabeça de cavalo, pescoço médio e olhos grandes.

Serpentes celestes

Da Antigüidade ao século XIX, algumas aparições de enormes dragões ou cobras celestes, vez que outra, chegaram à imprensa. Essas histórias aparecem pela primeira vez em fontes medievais.

Conforme, por exemplo, o Anglo-Saxon Chronicle, em 793 d.C., "surgiram portentos terríveis...Eram lampejos excepcionais de luz, e dragões ferozes apareceram voando no ar, e logo seguiu-se a fome". 

Dezenove anos antes, em 774, "sinais vermelhos apareceram no céu depois do poente, e serpentes horríveis foram vistas em Sudsexe, com grande espanto", escreveu Henry, Arcediago de Huntington, em História Anglorum.

"No difícil período de 1857-58", havia histórias de uma serpente marinha que sobrevoava um barco a vapor do Rio Missouri, lentamente, como se fosse aterrissar.

A última história de serpente do século XIX foi contada no Frederick News, jornal de Maryland, em 29 de novembro de 1883: "Certa manhã, às 6h30, estava ‘R.B.’ no alto de uma colina quando viu, por cima do Monte Catoctin, um dragão monstruoso com globos oculares brilhantes e, para fora da mandíbula escancarada, uma língua que entrava e saía feito uma labareda".

Fonte: http://enigmasdomundo.blogspot.com/2008/11/serpentes-celestes.html