domingo, 10 de abril de 2016

As Profecias de Mother Shipton

Mãe Shipton: Gravura impressa em 1804.

Os visitantes que vão a Knaresborough, localizada às margens do rio Nidd, Yorkshire, costumam percorrer o velho poço e a caverna onde viveu Ursula Sontheil. Deformada durante o nascimento, em julho de 1488, Ursula ficou mais conhecida como Mother Shipton, a profetisa que previu a morte de reis e o advento do automóvel, do telefone e do submarino.

A despeito da deformidade física, a jovem Ursula tinha mente ágil, e aprendeu a ler e a escrever com extraordinária facilidade. Aos 24 anos, casou-se com Toby Shipton, de Shipton, York. Sua reputação como paranormal em breve ultrapassou os limites locais e chegou à Inglaterra e à Europa; centenas de curiosos passaram a procurá-la para receber seus versos enigmáticos. Alguns pronunciamentos, porém, não foram tão obscuros; previu:

Carruagens sem cavalos trafegarão,
e os acidentes de angústia o mundo encherão.

O telefone e a televisão por satélite também foram profetizados por Mother Shipton:

Por todo o mundo voarão os pensamentos 
com a rapidez de uns poucos momentos.

As pessoas da época devem ter ficado confusas quando ela redigiu os seguintes versos:

O homem sobre e sob as águas caminhará 
O ferro na água flutuará.

Nos dias de hoje, aceitamos tranquilamente a existência de submarinos e de navios de guerra de ferro.

Mother Shipton previu muitos dos eventos históricos que moldaram o mundo moderno, inclusive a derrota da Invencível Armada espanhola, em 1588:

E os cavalos de madeira do Monarca Ocidental 
serão destruídos pelas forças de Drake, afinal.

Alongando-se um pouco mais, ela antecipou a abertura do Novo Mundo ao comércio inglês, por sir Walter Raleigh:

No mar tempestuoso e bravio
Um nobre velejará
E sem dúvida encontrará
Um novo e belo país
De onde ele trará
Uma erva e uma raiz.

A erva, naturalmente, era o fumo; a raiz, a batata. Mother Shipton morreu em 1561, com a idade de 73 anos, depois de ter previsto, com exatidão e alguns anos de antecedência, o dia e a hora de sua própria morte.


Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz