sábado, 27 de fevereiro de 2016

Os Caronistas Fantasmas


Em uma noite de inverno em 1965, Mae Doria, de Tulsa, Oklahoma, estava se dirigindo sozinha pela estrada de 70 quilômetros, em direção à casa de sua irmã, em Pryor.

- Enquanto eu seguia pela rodovia 20 - recordou Doria -, a poucos quilômetros a leste da cidade de Claremore, passei por uma escola e vi um menino pedindo carona na beira da estrada. Parecia ter 11 ou 12 anos.

Preocupada com alguém tão jovem sozinho naquela noite fria, Doria parou no acostamento e ofereceu-se para levá-lo a algum lugar.

- Ele entrou no carro, sentou-se a meu lado no banco da frente, e começamos a bater papo sobre aquelas coisas que duas pessoas que não se conhecem normalmente conversam.

Doria perguntou-lhe o que ele fazia por ali, e o garoto respondeu:

- Estava jogando basquete na escola.

O caronista tinha em torno de 1,50 metro de altura, e era bem musculoso.

- A aparência dele era a de um menino que praticava esportes e exercitava os músculos. O garoto era caucasiano, com cabelos castanho-claros e olhos azuis. Sem se dar conta, Mae Doria transportava um caronista fantasma.

O menino, finalmente, apontou para um aqueduto nos arredores de Pryor e pediu:

- Vou descer ali.

Como não estivesse vendo casas nem luzes, Doria perguntou onde ele morava, ao que ele respondeu:

- Logo ali.

Ela tentava determinar onde esse "ali" podia ser, quando o passageiro desapareceu como por encanto. Doria parou o carro imediatamente e pulou para fora.

- Fiquei correndo ao redor do automóvel, quase histérica. Procurei por todos os lugares, de um lado a outro na estrada, para a direita e para a esquerda, e nem sombra do menino. Ele simplesmente evaporara.

Mais tarde, Doria lembrou-se de que o caronista não usava agasalho, a despeito do vento frio do inverno. Uma conversa casual com um empregado de uma empresa pública, dois anos depois do fato, revelou que alguém dera carona àquele garoto fantasma, pela primeira vez, naquele mesmo lugar, em 1936.

Encontro ainda mais estranho envolveu uma morte acidental, pela qual um caronista fantasma foi, pelo menos em parte, responsável. Em fevereiro de 1951, Charles Bordeaux, de Miami, trabalhava no Serviço de Investigações Especiais da Força Aérea, na Inglaterra. Um aviador americano fora alvejado e assassinado em circunstâncias misteriosas, e Bordeaux recebeu a incumbência de investigar o caso.

Ficou sabendo que o guarda de segurança avistara um homem correndo entre dois bombardeiros B-36. Ele gritou "Alto!" três vezes, e, como o homem se recusasse a parar, disparou.

- Eu podia jurar que o acertara, mas, quando cheguei naquela área do aeroporto, não havia ninguém. Ele simplesmente desaparecera.

Na realidade, a bala perdida do guarda atingiu e matou um outro piloto.

Prosseguindo com as investigações, Bordeaux falou com outro oficial, que também estivera no campo de pouso na noite do acidente. Ele comentou que, antes do tiro fatal, estava se dirigindo ao aeroporto, quando viu um homem com uniforme da Força Aérea pedindo carona.

- Depois que o desconhecido entrou - declarou o oficial -, ele me pediu um cigarro. Em seguida, pediu fogo.

O oficial viu o brilho da chama com o canto dos olhos, porém, quando virou a cabeça, o passageiro havia desaparecido em pleno ar, deixando o isqueiro sobre o banco vazio.


Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz
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