terça-feira, 28 de outubro de 2008

O Dedo Médio do Pé Direito

1

Sabe-se que a velha mansão Manton é assombrada. Pessoa alguma de mentalidade aberta duvida disso. A incredulidade restringe-se a esses indivíduos de opinião que ainda serão chamados de excêntricos tão logo a palavra penetre nos recessos intelectuais do Marshall Progressista.
A evidência de que a casa seja assombrada é de dois tipos: o parecer de testemunhas desinteressadas, que alegam provas oculares, e aquele da própria casa. O primeiro pode até ser dispensado ou tratado com os vários níveis de objeção que os mais engenhosos costumam evocar nesses casos. Mas fatos que concernem à observação de todos são materiais e controláveis.

Em primeiro lugar, a mansão Manton não tem sido ocupada por mortais há mais de dez anos, e suas fachadas se acham em lento estado de deterioração – uma circunstância que, por si mesma, os judiciosos não se atreverão a ignorar. Situa-se um pouco fora da extremidade mais solitária da estrada que liga Marshall a Harriston, num descampado que um dia foi uma fazenda e que se acha agora desfigurado pelas ruínas de uma cerca apodrecida e meio coberta pelos espinheiros que infestam um solo pedregoso há muito esquecido pelo arado. A casa mesma se encontra num estado tolerável de conservação, embora muito manchada pelo tempo e a carecer dos cuidados de um vidraceiro – a população masculina menor da região tendo atestado, à sua maneira, certa desaprovação quanto ao fato de haver ali uma residência sem residentes. De formato quase quadrado, tem dois pavimentos e a entrada cortada por um portal que, de cada lado, uma janela de rótulas altas guarnece. Janelas correspondentes na parte de cima, não protegidas por rótulas de madeira, permitem a entrada de luz nos cômodos do pavimento superior. Grama e ervas crescem livremente por toda parte e algumas árvores copadas, que canalizam o vento, e todas inclinadas numa só direção, parecendo fazer um esforço conjunto para fugir. Em suma, como o humorista de Marshall explicou nas colunas do Progressista, “a proposição de que a mansão Manton é assombrada é a única conclusão lógica das premissas”. O fato de que, nessa casa, o sr. Manton julgou por bem, certa noite, se levantar da cama e cortar as gargantas de sua esposa e de seus dois filhos pequenos, mudando-se em seguida para outra parte do país, ajudou sem dúvida a despertar a atenção do público para a perfeita adequação do lugar aos fenômenos sobrenaturais.

A essa casa, numa tarde de verão, chegaram quatro homens numa carroça. Três deles apearam imediatamente, e o que conduzia a carroça amarrou o cavalo ao único mourão remanescente do que fora outrora uma cerca. O quarto permaneceu na carroça.

– Venha – disse um dos companheiros, aproximando-se dele, enquanto os outros se afastavam em direção à casa. – Este é o lugar.

O interpelado não se moveu.

– Por Deus – disse rudemente –, isso é uma peça, e me parece que vocês estão preparando alguma.

– Talvez eu esteja – o outro disse, olhando-o no rosto e falando num tom que continha uma ponta de desprezo. – Você se lembrará, porém, de que a escolha do lugar foi deixada, com o seu próprio assentimento, para o oponente. Obviamente, se está com medo de fantasmas...

– Não estou com medo de nada – o homem interrompeu com uma praga, e saltou para o chão.

Os dois então se juntaram aos outros na porta, que, com dificuldade, devido à ferrugem da fechadura e das dobradiças, já tinha sido aberta por um deles. Entraram. Estava escuro por dentro, mas o homem que destrancara tirou do bolso uma vela e fósforos e acendeu uma luz. Então, destrancou uma porta à direita, enquanto os outros aguardavam. Isso lhes permitiu entrar num cômodo amplo, quadrado, que a vela iluminou precariamente. Uma camada espessa de poeira cobria o piso, abafando em parte o ruído de seus passos. Havia teias de aranha por todos os cantos, pendentes do teto como longas tiras podres que fizessem movimentos ondulatórios no ar perturbado. O cômodo tinha duas janelas em ângulos adjacentes, mas através delas nada se podia avistar senão a madeira interna dos pranchões, a poucas polegadas do vidro. Não havia lareira, nem mobília. Não havia nada, a não ser teias de aranha e poeira. Os quatro homens eram os únicos objetos ali que não faziam parte da estrutura.

Pareciam bem estranhos à luz amarelada da vela. Aquele que apeara com relutância era singularmente espetacular – poderia mesmo ser chamado de sensacional. De meia idade e compleição robusta, o peito fundo e os ombros largos, olhando-se para a sua figura se diria que tinha a força de um gigante; e, olhando-se para sua aparência, que a usaria como um gigante. Estava barbeado, os cabelos cinzentos aparados rente ao crânio. Sua testa baixa era vincada de rugas em cima dos olhos, rugas que se tornavam verticais ao redor do nariz. As pesadas sobrancelhas negras seguiam o mesmo padrão, exceto ao se curvarem para cima no que, de outro modo, teria sido seu ponto de contato. Afundados por baixo bruxuleavam dois pares obscuros de olhos de cor incerta, mas certamente pequenos. Havia qualquer coisa de ameaçadora na sua expressão, a qual não era ajudada pela boca cruel e pelo queixo largo. O nariz parecia bem, como qualquer nariz, até porque não se espera muito de narizes. Tudo o que havia de sinistro na face desse homem parecia acentuado por uma palidez desumana: era como se ele fosse totalmente exangue.

A aparência dos outros era bastante comum: tratava-se de pessoas que podemos encontrar por aí e esquecer que encontramos. Todos eram mais jovens do que o homem descrito, que aparentemente não mantinha boas relações com o mais velho dos três, o qual permanecia à parte. Evitavam olhar-se um ao outro.

– Cavalheiros – disse o homem que segurava a vela e as chaves –, acho que tudo está bem. Está pronto, sr. Rosser?

O homem que se afastara do grupo acenou com a cabeça e sorriu.

– E você, sr. Grossmith?

O pesadão acenou também, com uma carranca.

– Façam a gentileza de removerem seus trajes exteriores.

Chapéus, paletós, coletes e lenços foram tirados e jogados através da porta, no vestíbulo. O homem da vela fez um sinal com a cabeça, e o quarto – aquele que incitara Grossmith a deixar a carroça – sacou do bolso de seu sobretudo duas longas facas de caça, de aparência mortífera, que extraiu das bainhas de couro.

– São exatamente iguais – disse, estendendo uma para cada um dos protagonistas; pois, a essa altura, até o mais obtuso observador já teria entendido a natureza do encontro. Ia acontecer um duelo de morte.

Cada contendor apanhou uma faca, examinou-a com cuidado à luz da vela e testou a resistência da lâmina e do cabo contra o joelho erguido. Suas pessoas foram examinadas em seguida, cada uma por sua vez, pelo auxiliar do oponente.

– Se lhe apraz, sr. Grossmith – disse o homem que segurava a luz –, faça o favor de ir posicionar-se naquele canto.

Indicou o ângulo do cômodo mais distante da porta, para o qual Grossmith se retirou, seu auxiliar se afastando também com um aperto de mão que nada tinha de cordial. No ângulo mais próximo à porta, o sr. Rosser se colocou de pé; e, após uma consulta cochichada, seu auxiliar o deixou para se juntar ao outro perto da porta. Nesse momento a vela se apagou bruscamente, deixando-os na mais profunda escuridão. Isso poderia ter sido causado pelo deslocamento de ar da porta aberta. Qualquer que fosse a causa, o efeito foi assustador.

– Cavalheiros – disse uma voz que soou estranha naquela nova situação, que afetava as relações entre os sentidos –, cavalheiros, não se movam enquanto não tenham ouvido a porta externa se fechando.

Seguiu-se um som de passos, e então a porta interna se fechou. E finalmente a porta externa bateu com um estrondo que abalou todo o edifício.

Alguns minutos mais tarde, o filho de um fazendeiro, que passava por ali a desoras, avistou uma carroça leve que disparava furiosamente em direção à cidade de Marshall. Declarou que atrás das duas figuras do acento frontal havia uma terceira, de pé, com as mãos agarradas aos ombros curvos dos outros, os quais pareciam lutar em vão para se livrarem desse aperto. Essa figura, ao contrário das outras, se vestia de branco, e teria sem dúvida subido na carroça quando ela passou pela casa assombrada. Como o garoto podia se gabar de considerável experiência anterior com o sobrenatural local, sua palavra pesou como o testemunho de uma autoridade. A história (em conexão com os eventos do dia seguinte) apareceu até no Progressista, com ligeiros retoques literários e uma declaração conclusiva de que os referidos cavalheiros teriam permissão de usar as colunas do jornal para exporem sua própria versão da aventura noturna. Mas esse privilégio nunca foi demandado.

2

Os eventos que culminaram nesse “duelo no escuro” foram bastante simples. Numa certa tarde três rapazes da cidade de Marshall estavam sentados num canto sossegado da varanda do hotel do vilarejo, fumando e discutindo esses assuntos que três rapazes educados de um lugarejo do sul considerariam naturalmente interessantes. Seus nomes eram King, Sancher e Rosser. A uma distância que lhe permitia ouvir, mas sem tomar parte na conversa, sentava-se um quarto. Os outros não o conheciam. Apenas sabiam que, ao chegar na diligência naquela tarde, tinha anotado no registro do hotel o nome de Robert Grossmith. Parece não ter falado com ninguém a não ser com o funcionário do hotel. Dava mostras de não apreciar nenhuma companhia a não ser a de si mesmo – ou, como se expressou a equipe do Progressista, “amplamente dado às más sociedades”. Mas, para sermos justos, seria preciso dizer, quanto ao forasteiro, que a equipe estaria, ele mesmo, muito pouco inclinado a julgar com isenção alguém que tivesse opiniões diferentes, principalmente depois de ter experimentado uma pequena decepção em sua tentativa de obter uma “entrevista”.

– Odeio qualquer tipo de deformidade numa mulher – disse King –, seja natural ou... adquirida. Tenho uma teoria de que a todo defeito físico corresponde o equivalente defeito moral e mental.

– Infiro, pois – disse Rosser gravemente –, que uma senhora a quem falte a superioridade moral de um nariz estaria em maus lençóis se quisesse tornar-se a sra. King.

– É, pode-se colocar dessa maneira – foi a resposta. – Mas, no duro, uma vez joguei fora uma garota das mais atraentes só porque descobri, acidentalmente, que ela tinha sofrido a amputação de um dedo do pé. Minha atitude foi brutal, caso você queira; porém, se eu tivesse me casado com aquela moça, teria me tornado infeliz para o resto da vida, e a teria feito infeliz também.

– Ao passo que – disse Sancher, com uma curta risada –, casando-se com um cavalheiro de opiniões mais liberais, ela escapou com uma garganta cortada.

– Ah, você sabe a quem me refiro. Sim, casou-se com Manton, mas nada sei sobre sua liberalidade. Não tenho certeza, mas ele cortou a garganta dela ao descobrir que lhe faltava aquela coisinha excelente da mulher, que é o dedo médio do pé direito.

– Olhem para esse cara! – disse Rosser, em voz baixa, os olhos fixos no forasteiro.

“Esse cara” estava, obviamente, ouvindo com atenção a conversa.

– Que impudência! – murmurou King. – Que faremos?

– Muito fácil – Rosser respondeu, levantando-se. – Senhor – continuou, dirigindo-se ao forasteiro –, penso que seria melhor que você removesse sua cadeira para o outro extremo da varanda. A presença de cavalheiros não é, com certeza, uma situação a que esteja familiarizado.

O homem saltou da cadeira e avançou com as mãos crispadas, as faces brancas de raiva. Todos se colocaram de pé. Sancher deu um passo e ficou entre os dois.

– Você é precipitado e injusto – disse a Rosser. – Este cavalheiro nada fez para merecer tal linguagem.

Mas Rosser se recusou a retirar suas palavras. Pelos costumes da região naquela época, só uma conseqüência seria possível para a quizília.

– Exijo a satisfação devida a um cavalheiro – disse o estranho, que se acalmara um pouco. – Não conheço ninguém nesta região. Talvez você, senhor – e acenou com a cabeça para Sancher – fará a gentileza de me representar nesta questão.

Sancher aceitou o encargo, com alguma relutância, admitamos, pois a aparência e as maneiras do homem não eram inteiramente do seu agrado. King, que durante a conversa mal tirara os olhos do estranho, e que não dissera palavra, consentiu, num aceno, em auxiliar Rosser. E o desfecho foi que, ao se retirarem os protagonistas, um encontro ficou combinado para a próxima noite. A natureza dos procedimentos já estava estabelecida. O duelo de facas num cômodo escuro terá sido certa vez um aspecto mais comum da vida do sudoeste do que poderá voltar a ser algum dia. E o quanto era fina a camada da verniz “cavalheiresco” que recobria a brutalidade essencial do código a partir do qual tais encontros se tornavam possíveis é o que veremos a seguir.

3

À forte luminosidade de um entardecer de verão, a velha mansão Manton mal se poderia conservar fiel às suas tradições. Era da terra – terrena. O brilho do sol acariciava-a calorosa e apaixonadamente, com evidente desprezo por sua má reputação. A grama verde que se esparramava à sua frente parecia crescer não desgrenhada, mas com exuberância natural e feliz, e as ervas floriam como plantas ornamentais. Repletas de luzes atraentes e de sombras e de pássaros de vozes agradáveis, as árvores copadas não mais lutavam para fugir, mas se curvavam com reverência sob seu fardo de sol e de cantorias. Mesmo nas janelas superiores, que não tinham vidros, havia uma expressão de paz e contentamento, proveniente da luz do interior. Através dos campos pedregosos o calor visível dançava com vivo tremor, incompatível com a gravidade que se atribui ao sobrenatural.

Esse era o aspecto sob o qual o lugar se apresentou ao xerife Adams e aos dois homens que tinham vindo de Marshall para dar uma olhada nele. Um desses homens era o sr. King, o auxiliar do xerife; o outro – que se chamava Brewer – era um dos irmãos da falecida sra. Manton. Com base numa benéfica lei do Estado, relativa às propriedades que, tendo sido abandonadas durante algum tempo por donos cuja residência não se pôde localizar, o xerife era o responsável legal pela fazenda Manton e pelas benfeitorias a ela pertencentes. Sua visita atual era apenas para cumprir certa ordem da corte, perante a qual o sr. Brewer litigava a posse da propriedade, na condição de herdeiro de sua irmã doente. Por mera coincidência, a visita foi feita no dia seguinte ao da noite em que o auxiliar King destrancara a casa para um outro e bem diferente propósito. Agora, sua presença ali não era um ato de escolha: tivera ordens de acompanhar seu superior e, no momento, não podia pensar em nada mais prudente do que uma simulada alacridade em obediência ao mandado.

Abrindo com descuido a porta da frente, que para sua surpresa não estava trancada, o xerife espantou-se de ver, sobre o piso do vestíbulo para o qual ela dava entrada, um amontoado confuso de roupas masculinas. O exame mostrou que consistia de dois chapéus e o mesmo número de paletós, de coletes e de lenços, todos em ótimo estado de conservação, não obstante um pouco sujos da poeira em que jaziam. O sr. Brewer também ficou espantado, mas as emoções do sr. King permaneceram misteriosas. Com um renovado interesse em suas próprias ações, o xerife agora destrancava e empurrava a porta à direita, e os três entraram. O cômodo estava aparentemente vazio – não: quando seus olhos se acostumaram à fraca luminosidade, alguma coisa se tornou visível no ângulo oposto da parede. Era uma figura humana – a figura de um homem agachado a um canto. Qualquer coisa na sua atitude fez os intrusos estacaram logo que cruzaram os umbrais. A figura se definiu cada vez mais. O homem se apoiava sobre um joelho, as costas apertadas contra o ângulo das paredes, os ombros erguidos até o nível das orelhas, as mãos diante do rosto, palmas para diante, os dedos abertos e crispados como garras. A face pálida estava voltada para cima, sobre o pescoço contraído, com uma expressão de indizível medo, a boca aberta, os olhos arregalados. Estava morto. No entanto, com exceção da faca de caça, que certamente teria caído de sua mão, não havia nenhum outro objeto no cômodo.

Sobre a poeira grossa que cobria o piso havia algumas pegadas confusas próximo à porta e acompanhando a parede em que esta se abria. Também ao longo de uma das paredes adjacentes, até para além das janelas cobertas por tábuas, se via a trilha feita pelas pegadas do homem antes de chegar àquele canto. Instintivamente, ao se aproximarem do corpo, os três homens seguiram a trilha. O xerife agarrou um dos braços estendidos: estava rígido como ferro, e a aplicação de um pouco de força fez todo o corpo girar sem alterar a relação entre as partes. Brewer, pálido de excitação, olhava atentamente para a face contorcida.

– Deus de misericórdia! – gritou de repente. – É Manton!

– Você tem razão – disse King, numa mal disfarçada tentativa de acalmar. – Eu conhecia Manton. Usava barba cheia e cabelos compridos na época, mas é ele.

Poderia ter acrescentado: “E eu o reconheci quando desafiou Rosser. Contei a Rosser e a Sancher quem ele era, antes de lhe pregarmos esta peça horrível. Quando Rosser deixou este cômodo escuro atrás de nós, esquecendo suas roupas de tão excitado e se pondo a caminho, junto conosco, em mangas de camisa – durante todos esses eventos sabíamos quem era e com quem estávamos lidando, esse assassino covarde!”

Mas o sr. King não disse nada disso. Com o máximo esforço, tentava penetrar no mistério da morte desse homem. Que não tivesse se afastado do canto onde estacionara; que sua postura não era nem de ataque nem de defesa; que tinha deixado cair a arma; que, obviamente, perecera devido ao profundo horror a qualquer coisa que viu – essas eram circunstâncias que a perturbada inteligência do sr. King não podia articular totalmente.

Tateando na escuridão intelectual por uma pista que conduzisse para fora de seu labirinto de dúvidas, seu olhar, dirigido mecanicamente para baixo, como acontece quando ponderamos sobre assuntos graves, caiu por acaso sobre alguma coisa que, à luz do dia e na presença de companheiros vivos, o encheu de terror. No pó que se acumulara durante anos sobre o piso, partindo da porta pela qual eles entraram, atravessando o cômodo e parando à distância de uma jarda do cadáver agachado de Manton, havia três linhas paralelas de pegadas – leves mas bem definidas impressões de pés descalços; as exteriores, de crianças pequenas; as interiores, de uma mulher. Do ponto onde cessavam elas não retornavam: apontavam todas numa só direção. Brewer, que as notara no mesmo instante, se inclinou para a frente, pálido, numa atitude de absorção enlevada.

– Olhem para isso! – gritou, apontando com ambas as mãos para a pegada mais próxima, do pé direito da mulher, no ponto onde ela aparentemente tinha parado. – Falta o dedo médio. É Gertrude!

Gertrude era a falecida sra. Manton, irmã do sr. Brewer.


por Ambrose Bierce
tradução de Renato Suttana

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