terça-feira, 10 de maio de 2016

A Abominável Pedra das Neves

À esquerda, a foto de Wooldridge, a seta indica o suposto Yeti. Ao lado, a imagem aumentada

Anthony Wooldridge teve um encontro a sós com o Yeti no norte da Índia. A uma distância de 150 metros, pôde tirar fotografias da criatura, que permaneceu praticamente imóvel por 45 minutos! A evidência causou certa sensação, até que visitas posteriores ao mesmo local constataram que o suposto Yeti era em realidade uma pedra coberta de neve.

Em 6 de março de 1986, os caçadores do "Pé Grande" (O Abominável Homem das Neves) aparentemente tinham, finalmente, encontrado a prova "definitiva" procurada durante longo tempo. Enquanto percorriam o Himalaia, um dos caçadores conseguiu fotografar o Yeti - o equivalente tibetano ao Pé Grande da região noroeste do Pacífico - com sua câmera.

Anthony Wooldridge, um viajante inglês, praticava alpinismo perto do Nepal para estudar a vida da aldeia, quando viu a criatura. Ele corria na neve junto a algumas árvores, quando percebeu estranhas pegadas.

- Fiquei imaginando o que ou quem poderia estar ali naquela floresta comigo - disse ele -, mas não consegui encontrar nenhuma explicação satisfatória. Fiz algumas fotos rápidas das pegadas e saí dali, sabendo que o tempo era precioso se eu quisesse chegar ao meu destino antes que a neve ficasse intransitável. Cerca de meia hora depois, quando saí do meio das árvores, ouvi um ruído surdo seguido por um ronco prolongado.

O explorador continuou a subir a encosta para avaliar o risco, quando viu o Abominável Homem das Neves ao lado de alguns arbustos.

- Em pé, ao lado da vegetação rasteira - explicou Wooldridge -, havia uma criatura com uns 2 metros de altura. - Convencido de que qualquer que fosse aquela "coisa" ela desapareceria rapidamente, Wooldridge fez várias fotos. - Não demorou para que eu percebesse que o único animal remotamente parecido com aquele era o Yeti.

Wooldridge posteriormente submeteu as fotos à International Society for Cryptozoology, que investiga relatos de animais estranhos ou desconhecidos. Sua melhor foto foi publicada na BBC Wildlife, provocando polêmicas. A BBC Wildlife enviou a foto ao dr. Robert. D. Martin, um antropólogo da University College, University of London.

Martin notou que a criatura podia ser um Hanuman Langur, embora esse tipo de animal tenha cauda e seja, geralmente, menor do que a criatura mostrada na foto.

Observações similares desconcertaram o antropólogo John Napier, um conhecido cético com relação ao Pé Grande, que também examinou a foto.

- A possibilidade de que Wooldridge realmente tenha fotografado uma forma de vida anteriormente desconhecida - diz o dr. Napier - é extraordinária, mas perfeitamente lógica.

A evidência causou sensação por algum tempo, até que visitas posteriores ao mesmo local constataram que o suposto Yeti era em realidade uma pedra coberta de neve. Que fosse uma pedra explica por que não se mexeu por 45 minutos. Wooldridge, para seu embaraço, admitiu ter se enganado.


Fontes: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz; Ceticismo Aberto - Hominídeos elusivos.

Os Fantasmas do Voo 401


Depois dos fantasmas da Casa Branca, uma das mais populares histórias de fantasmas dos últimos tempos é o conhecido caso dos Fantasmas do voo 401. 

Bob Loft era comandante do voo 401 da Eastern Airlines no dia em que decolou de Nova York para Miami, na sexta-feira, 29 de dezembro de 1972. Naquela noite, o avião caiu nos Everglades, e mais de cem pessoas morreram, inclusive Loft e Dan Repo, o engenheiro de bordo.

A investigação concluiu que a causa do acidente foi uma combinação de falha de equipamento e erro humano. Terminado o inquérito, peças e componentes do aparelho sinistrado foram recolhidos para serem usados em outros aviões da Eastern.

Pouco depois, começaram os boatos: pilotos e tripulantes em vários voos da Eastern declararam ter visto os fantasmas de Loft e de Dan Repo, que apareciam com mais frequência a bordo do avião número 318. Nos primeiros incidentes, algumas aeromoças acharam que a cozinha inferior, onde a comida era preparada, estava anormalmente fria. Outras sentiram que havia alguém ali com elas, quando estavam sozinhas.

Um dia, um engenheiro de bordo chegou para fazer sua inspeção pré-voo e viu um homem vestido com o uniforme da Eastern. Ele imediatamente reconheceu seu velho amigo, Dan Repo, que chegou a dizer que o engenheiro não precisava se preocupar com a inspeção porque ele já tomara todas as providências. Em um outro voo, o fantasma do comandante Loft foi visto por um piloto e duas aeromoças. Ocasionalmente, Dan Repo ou aeromoças não identificadas eram vistos pelo painel de vidro do elevador da cozinha inferior - e então desapareciam antes da abertura da porta.

Uma investigação informal sobres essas histórias foi dificultada tanto pela recusa dos empregados em falar sobre o assunto quanto por uma série de anotações desaparecidas do avião. Mas os investigadores finalmente descobriram um fato intrigante: muitas peças recuperadas do vôo 401 foram posteriormente usadas no avião número 318.


Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz

D. D. Home: Faquir ou Impostor?

Daniel Douglas Home era capaz de coisas extraordináriasm como sair levitando pela janela (1868)

Daniel Douglas Home, um americano morto em 1886, era amigo de príncipes e reis. Qual o segredo de sua fama? Ele podia entrar em transe, ficando imune ao fogo ou ao intenso calor. Ele não só podia pegar brasas vivas com as mãos, mas também era capaz de transferir sua imunidade aos espectadores, transferindo-lhes as brasas sem causar nenhum dano.

Sir William Crookes, então diretor da Sociedade Britânica de Pesquisas Psíquicas, testemunhou suas façanhas e declarou que Home pegou uma brasa "tão grande quanto uma laranja" e a segurou com as duas mãos.

- Em seguida - prosseguiu -, ele soprou o carvão até surgir uma chama entre os seus dedos.

Crookes inspecionou as mãos de Home antes e depois, mas não conseguiu encontrar nenhum resquício de algum tipo de unguento ou outro tratamento. Ficou mais surpreso ainda ao sentir que as mãos de Home eram macias e delicadas.

- Pareciam as mãos de uma mulher.

Lorde Adare, da Irlanda, amigo íntimo de Home, e autor de um livro sobre a vida do americano, escreveu que certa vez o viu colocar o rosto em uma fogueira e balançar a cabeça de um lado para outro. Home também colocou uma brasa viva na mão de Adare.

- Fiquei com a brasa na mão durante vários momentos, e quase não senti seu calor.

Home professava também outros poderes espirituais. Fazia várias sessões e diziam ser capaz de movimentar objetos.

Certa vez, diante de três testemunhas, ele teria flutuado para fora de uma janela do segundo pavimento de uma casa, e voltado. Uma investigação mais apurada descobriu uma série de falhas na história, inclusive a possibilidade de uma corda escondida ou até mesmo de chantagem de Lorde Adare, que ameaçou revelar seu homossexualismo.

No entanto, ninguém jamais explicou a imunidade de Home ao fogo, testemunhada por muitas pessoas em inúmeras sessões.


Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz