Até mesmo os policiais se espantaram com a brutalidade do crime. Charles Watson, velho inofensivo, estava espetado no chão com um forcado de dois dentes enfiado na garganta. De seu peito saía uma foice, outra ferramenta muito usada pelos fazendeiros de Warwickshire.
Os habitantes locais logo começaram a falar sobre a possibilidade de um ritual demoníaco como o das bruxas, porém evidentemente não existiam mais bruxas em fevereiro de 1945, nem mesmo na Inglaterra aniquilada pela guerra.
Como os policiais ingleses dispunham de poucas pistas, pediram o auxílio do famoso inspetor Fabian, da Scotland Yard. Embora Fabian investigasse o caso durante meses, não conseguiu levar um único suspeito perante a justiça.
Quem matou o velho Watson continua sendo um mistério. Mas a Scotland Yard afinal optou pela hipótese de ele ter sido confundido com um bruxo. Certamente o comportamento excêntrico de Watson levantou a suspeita dos vizinhos. Homem taciturno, ele dividia um casebre de telhado de sapé com a sobrinha, e, desdenhando a companhia das pessoas da cidade que freqüentavam o bar local, comprava vinho de maçã em garrafões e bebia sozinho.
Os boatos, contudo, referiam-se a outros hábitos estranhos de Watson. Ele era dado a caminhadas solitárias pelas florestas de Warwickshire, onde era freqüentemente visto a conversar com os pássaros. Dizia o velho que tinha meios próprios de comunicação com eles, Watson também criava sapos em um pequeno jardim. Corria o boato de que os atrelava a arados em miniatura e caminhava com eles pelos campos à noite.
Boatos e suposições à parte, qual era a verdade? Poderia Watson ter sido de fato um bruxo, praticar suas feitiçarias abertamente e provocar a ira de vizinhos atemorizados? Independentemente da crença de cada um, o fato é que em um frio dia de inverno Watson foi brutalmente assassinado sob um salgueiro. O único motivo que a Scotland Yard conseguiu desvendar foi o de bruxaria em primeiro grau.
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Fonte: O Livro Dos Fenômenos Estranhos - Charles Berlitz
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Sonhe e ganhe dinheiro
Os céticos gostam de zombar dos médiuns, dizendo: se a percepção extra-sensorial realmente funciona, por que eles não ganham fortunas nas corridas de cavalos? Na verdade, existem muitas provas de que alguns deles já ganharam bastante dinheiro.
A British Broadcasting Company transmitiu uma série de programas sobre pesquisas mediúnicas em 1934. Entre os participantes estava Edith Lyttleton, ex-delegada junto à Liga das Nações e talentosa médium. Ela devotou toda apresentação ao tema precogitação; terminada a transmissão, solicitou aos ouvintes que relatassem suas próprias experiências.
Em seguida, Edith passou a seguir atentamente e de forma sistemática os casos mais promissores, especialmente aqueles para os quais podia ser encontrada documentação. Surpreendentemente, um número extraordinário de casos foi relatado por pessoas cujas experiências de precogitação tinham relação com corrida de cavalos. Muitas das testemunhas haviam até mesmo usado as informações para fazer apostas. Um dos correspondentes de Edith Lyttleton era uma tal de sra. Phyliss Richards, cuja experiência ocorrera no ano anterior.
- Viajei de Belfast a Liverpool na noite de quinta-feira, 23 de março de 1933, para ver o Grand National, a ser disputado no dia seguinte - declarou a sra. Richards. - Durante a travessia, percebi que esquecera minha capa impermeável e fiquei meio preocupada. Fui dormir e sonhei que estava na corrida, chovia muito e que um cavalo, cujo nome começava com a letra "K" e terminava com "jack", vencera o páreo, embora não tivesse sido o primeiro cavalo a cruzar o disco de chegada.
A sra. Phyliss Richards acabou fazendo uma pequena aposta no cavalo Kellesboro Jack, que cruzou o disco logo atrás de um cavalo cujo jóquei caíra no meio do caminho. E ela ganhou.
Depois de ouvir essa narração, Edith Lyttleton e uma colega conseguiram descobrir um dos personagens aos quais a sra. Phyliss Richards contara o sonho antes da realização do páreo. O homem confirmou inteiramente o fato e também ganhara dinheiro com o "palpite". Edith Lyttleton publicou diversos casos similares em 1937, concluindo que certas pessoas podem tirar grandes proveitos (em todos os sentidos da palavra) levando a sério seus sonhos.
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Fonte: O Livro Dos Fenômenos Estranhos - Charles Berlitz
Arqueologia mediúnica
Jeffrey Goodman iniciou carreira como executivo de pequena companhia petrolífera em Tucson, Arizona. Formado em administração de empresas, ele não se mostrava particularmente inclinado a vôos altos. É por isso que pode causar surpresa encontrá-lo, nos dias de hoje, intercedendo a favor do novo campo de arqueologia mediúnica, em que médiuns talentosos auxiliam a encontrar áreas de escavação promissoras.
A odisséia mediúnica de Goodman começou em 1971, quando ficou sabendo que os antropólogos convencionais acreditavam que a humanidade surgira no continente americano há 16 mil anos.
Goodman achou que essa data era muito recente. Na realidade, ele tinha absoluta certeza de poder encontrar provas de civilização anterior em seu próprio Estado, desde que soubesse onde procurar.
Assim, para levar adiante sua intuição, conversou com Aron Abrahamsen, conhecido médium do Oregon. Sem sair de casa, o médium forneceu diversas descrições de clarividência, que ajudaram Goodman a localizar um leito seco de rio em San Francisco Piaks, além de Flagstaff. Era um local improvável para se procurar uma civilização perdida, pois os cientistas jamais haviam encontrado algum sítio arqueológico ali. Mas Goodman não só ignorou pura e simplesmente esse fato inconveniente, como também pediu ao médium que previsse as formações geológicas que seriam encontradas durante as escavações.
Cavando no local indicado pelo médium, Goodman descobriu objetos de artesanato que teriam sido feitos há, pelo menos, 20 mil anos. O que chega a ser ainda mais surpreendente é que 75 por cento das previsões geológicas de Abrahamsen estavam completamente corretas, não obstante dois geólogos locais terem ridicularizado as palavras dele. O médium do Oregon previu, por exemplo, que os cientistas localizariam camadas de 100 mil anos de idade a uma profundidade de apenas 8 metros. E foi justamente o que eles encontraram.
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Fonte: O Livro Dos Fenômenos Estranhos - Charles Berlitz
A odisséia mediúnica de Goodman começou em 1971, quando ficou sabendo que os antropólogos convencionais acreditavam que a humanidade surgira no continente americano há 16 mil anos.
Goodman achou que essa data era muito recente. Na realidade, ele tinha absoluta certeza de poder encontrar provas de civilização anterior em seu próprio Estado, desde que soubesse onde procurar.
Assim, para levar adiante sua intuição, conversou com Aron Abrahamsen, conhecido médium do Oregon. Sem sair de casa, o médium forneceu diversas descrições de clarividência, que ajudaram Goodman a localizar um leito seco de rio em San Francisco Piaks, além de Flagstaff. Era um local improvável para se procurar uma civilização perdida, pois os cientistas jamais haviam encontrado algum sítio arqueológico ali. Mas Goodman não só ignorou pura e simplesmente esse fato inconveniente, como também pediu ao médium que previsse as formações geológicas que seriam encontradas durante as escavações.
Cavando no local indicado pelo médium, Goodman descobriu objetos de artesanato que teriam sido feitos há, pelo menos, 20 mil anos. O que chega a ser ainda mais surpreendente é que 75 por cento das previsões geológicas de Abrahamsen estavam completamente corretas, não obstante dois geólogos locais terem ridicularizado as palavras dele. O médium do Oregon previu, por exemplo, que os cientistas localizariam camadas de 100 mil anos de idade a uma profundidade de apenas 8 metros. E foi justamente o que eles encontraram.
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Fonte: O Livro Dos Fenômenos Estranhos - Charles Berlitz
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