domingo, 27 de março de 2016

Nina Kulagina e a Telecinésia


Nina Kulagina (30 de julho de 1926 - abril de 1990) foi provavelmente a mais famosa médium da ex-União Soviética. Ela foi conhecida por seus poderes telecinéticos que, segundo dizem, usava para movimentar objetos mentalmente de um lugar para outro.

De fato, filmes contrabandeados sorrateiramente para o Ocidente mostram a famosa médium usando movimentos manuais ou oculares para movimentar uma série de coisas: palitos de fósforo, bússolas, pequenas caixas, cigarros etc. Ela sabe como tirar proveito de todos esses objetos para demonstrar a força de sua mente.

O melhor desses filmes foi feito por Zdenek Rejdak, um pesquisador do Instituto Militar de Praga, que visitou a União Soviética em 1968 para estudar Kulagina e testar seus poderes telecinéticos.

- Depois que nos sentamos a uma mesa - explica Rejdak -, solicitei a Kulagina que se levantasse da cadeira em que se decidira sentar e passasse para o outro lado da mesa. O primeiro teste tinha por objetivo movimentar a agulha de uma bússola, primeiro à direita e depois à esquerda. Kulagina colocou suas mãos aproximadamente 5 a 10 centímetros sobre a bússola e, após um intervalo para concentração, a agulha girou mais de dez vezes. Em seguida, a própria bússola girou sobre a mesa, depois uma caixa de fósforos, alguns palitos isolados, e um grupo de cerca de vinte palitos de fósforo de uma só vez.

Quando a demonstração terminou, o dr. Rejdak colocou uma aliança de ouro sobre a mesa e, segundo ele, Kulagina teve pouca dificuldade em movimentá-la, também.

- Finalmente - disse o cientista tcheco -, eu a vi usar seus poderes de telecinésia para mover alguns copos e pratos.

A despeito da natureza aparentemente fácil desses poderes, Rejdak declarou que a força telecinética de Kulagina parecia guiada por vários princípios padrões. Por exemplo, para ela era mais fácil mover objetos cilíndricos e mais difícil movimentar coisas angulares. Os objetos com os quais ela não tinha familiaridade tendiam a se afastar dela. E quando ela se esforçava para mover os objetos, eles tendiam a se movimentar em exata coincidência com seu corpo, algumas vezes continuando a se mover, mesmo quando ela já havia parado.

A partir do fim da década de 60, alguns pesquisadores ocidentais visitaram a União Soviética para estudar os poderes de Kulagina. O dr. J. C. Pratt e Champe Ransom da Universidade de Virgínia foram os primeiros, e suas observações corroboraram as de Rejdak. Em seu livro ESP Research Today, por exemplo, o falecido dr. Pratt contou como ele observara Kulagina "praticar" seus poderes telecinéticos de sua posição atrás de uma porta ligeiramente aberta.

- Pude ver Kulagina através da porta aberta - declarou ele. - Ela estava sentada do outro lado de uma pequena mesa redonda, voltada para mim, e a caixa de fósforos e a bússola estavam diante dela, sobre a mesa. Depois de algum tempo, percebi que, enquanto mantinha suas mãos abertas em direção à caixa de fósforos, ela se movimentava alguns centímetros pela mesa em sua direção. Ela colocava a caixa de volta no centro da mesa e ela se movia novamente na mesma direção.

Por causa da publicidade que a parapsicologia soviética recebeu no final dos anos 60, os pesquisadores ocidentais foram proibidos de realizar novos testes com Kulagina, mas essa proibição foi cancelada em 1972.

Kulagina ainda realizou algumas demonstrações ocasionais para parapsicólogos estrangeiros, e seu nome foi mencionado em muitos jornais do Ocidente, quando ela foi chamada para ajudar os médicos a cuidar da saúde precária do primeiro-ministro da União Soviética, Nikita Kruschev.


Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz

quinta-feira, 24 de março de 2016

Um Relâmpago em Forma de Bola


Uma série de aparições na pequena cidade de Levelland, Texas, na noite de 2 de novembro de 1957, pode ser classificada como um dos casos mais assombrosos nos anais da ufologia.

O primeiro a notificar as autoridades foi um colono "aterrorizado", chamado Pedro Saucedo. Ele e um amigo estavam passando pela Estrada 116, a pouco mais de 6 quilômetros de Levelland. Eram 22h30 quando um "relâmpago" iluminou um dos lados da estrada.

- Não pensamos muito naquilo - declarou Saucedo, posteriormente -, mas aí o relâmpago se elevou do campo e começou a vir em nossa direção, aumentando a velocidade. Quando chegou mais perto, os faróis de meu caminhão apagaram e o motor morreu. Pulei para fora e me deitei no chão, quando a coisa passou diretamente sobre o caminhão fazendo um barulho atordoante que mais parecia uma tempestade de vento. A coisa produziu um ruído semelhante ao de um trovão, e meu caminhão chegou a balançar. Senti um forte calor.

O que Saucedo chamou de "a coisa" era um objeto em formato de torpedo, com aproximadamente 60 metros de comprimento. O patrulheiro A. J. Fowler, que atendeu ao chamado, achou que Saucedo estivesse bêbado e não deu maior atenção ao fato. Mas, menos de uma hora depois, "a coisa" estava de volta. Dessa vez quem estava ao telefone era Jim Wheeler. Ele também estivera na Estrada 116 quando encontrou um OVNI em forma de ovo de 60 metros bloqueando a pista. Quando Wheeler se aproximou do objeto, seus faróis apagaram e o motor do carro morreu.

Antes do final da manhã do dia seguinte, cinco outros motoristas nas proximidades de Levelland relataram experiências similares: um grande objeto brilhante, semelhante a um ovo, pousado na estrada ou pairando ali por perto, e a falha do sistema elétrico de seus veículos, que voltaram a funcionar normalmente quando o OVNI foi embora.

O mais incrível dessas aparições lendárias de Levelland é o fato de que o Projeto Blue Book, da Força Aérea dos EUA, após um exame superficial, "solucionou" o problema atribuindo o fenômeno a um relâmpago em forma de bola!


Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz

Chovendo Peixes

Uma gravura de 1555: chuva de peixes.

No século passado, a Academia Francesa de Ciências declarou que os meteoros não existiam. Os camponeses que declaravam ter visto pedras caindo do céu, disseram os acadêmicos, estavam simplesmente imaginando coisas.

O barão de Cuvier, naturalista francês que formulou as leis da anatomia comparada e lançou as bases da paleontologia animal, declarou categoricamente:

- Pedras não podem cair do céu, porque não existem pedras no céu.

Nos dias de hoje, a ciência responde de forma similar aos difundidos relatórios de peixes cadentes. Como não existem peixes no céu, objetam os cientistas ortodoxos, como eles poderiam cair das nuvens?

Se tais histórias forem verdadeiras, os peixes devem ter sido sugados para fora da água por um redemoinho de vento, transportados a pequenas e grandes distâncias, e então despejados no quintal de alguém.

O fato inegável é que peixes, realmente, caem do céu. A cidade de Cingapura, por exemplo, foi abalada por um terremoto no dia 16 de fevereiro de 1861 e, durante os seis dias seguintes, caiu uma chuva torrencial. Depois que o sol surgiu, no dia 22, o naturalista francês François de Castlenau olhou pela janela.

- Vi uma grande quantidade de malaios e chineses enchendo cestos com peixes, apanhados nas poças de água que cobriam o chão - declarou.

Ao perguntar àquelas pessoas de onde tinham vindo tantos peixes, elas simplesmente apontaram para cima. A "chuva de peixes", envolvendo peixes-gatos, uma espécie de peixes nematógnatos (sem escamas) encontrados no local, cobriu uma área de mais de 20 hectares.

Quase um século mais tarde, no dia 23 de outubro de 1947, o biólogo marinho D. A. Bajkov tomava seu café da manhã em Marksville, Louisiana, quando começou a chover.

Pouco depois, as ruas estavam repletas de peixes. Bajkov identificou-os:

- Eram peixes-luas, peixes fluviais de olhos saltados, e percas de até 23 centímetros de comprimento.

Esses peixes foram encontrados também nos telhados, já mortos, mas ainda comestíveis.

Os peixes não são a única matéria animada a cair do céu. Aqueles que registram esse tipo de anomalia também já relataram dilúvios de pássaros, rãs, ratos, cobras, sangue, e até mesmo pedaços de carne crua, sugerindo que os céus podem guardar outras variedades de alimentos, além do maná que, segundo a Bíblia, teria caído para alimentar os israelenses.


Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz