domingo, 10 de janeiro de 2016

The Illustraded Police News

Illustrated Police News 9 November 1867. Villarina, Spain, "Extraordinary discovery of two skeletons in a theater"

"The Illustrated Police News" é o nome de um semanário ilustrado e de um dos primeiros tabloides britânicos. Em suas páginas, com frequência, se publicavam notícias detalhadas, sensacionalistas e melodramáticas, com ilustrações de assassinatos e cenários de crimes. A primeira publicação foi no ano de 1864, e a última em 1938.

Esse semanário se inspirou na revista "The Illustrated London News", publicação que oportunamente se iniciou em 1842, revelando assim, com o correr dos anos, que um jornal com ilustrações era popular, vendendo muito. As ilustrações e a apresentação, em alguns aspectos, lembravam aos "Penny Dreadfuls", publicações de ficção e terror que eram vendidas na Inglaterra do século 19. Por serem histórias que custavam um centavo, tinham como apelido "centavos do terror".

No ano de 1888, "The Illustrated Police News" ganhou uma clara reputação de sensacionalista, devido aos artigos ali publicados sobre o conhecido caso de Jack o Estripador.

E no século XX, o citado jornal publicou inúmeros artigos sobre a questão dos imigrantes estrangeiros, promovendo assim atitudes xenófobas entre seus leitores.

No filme de 2011 intitulado "Sherlock Holmes: A Game of Shadows", aparecem cenas onde se mostram e se leem exemplares do Police News.


Fonte: Wikipédia.

sábado, 9 de janeiro de 2016

Arthur Rackham

Arthur Rackham (Londres, 19 de setembro de 1867 – Surrey, 6 de setembro de 1939) foi um criativo ilustrador de livros. Nasceu em Londres, de uma família de 12 filhos. Aos 18 assumiu o cargo de escriturário na Westminster Fire Office, ao passo que estudava na Escola de Arte Lambeth.

Em 1892 largou seu emprego e começou a colaborar para o The Westminster Budget como repórter e ilustrador. Suas primeiras ilustrações foram publicadas em 1883. Desde então até sua morte, em 1939, seria conhecido por ilustrar inúmeros livros.

Rackham ganhou a medalha de ouro na Exibição Internacional de Milão, em 1906, e outra na Exposição Internacional de Barcelona, em 1911. Seus trabalhos foram incluídos em numerosas exibições, incluindo a do Louvre em Paris, em 1914. Morreu de câncer em 1939, em sua casa situada no pequeno vilarejo de Limpsfield, Surrey.

The Fairy Tales of the Brothers Grimm, 1909, Illustrated by Arthur Rackham, English, 1867–1939

Entre seus trabalhos mais conhecidos figuram livros infantis como os "Contos dos Irmãos Grimm" (1900), "Rip van Winkle" (1905), "Peter Pan" (1906) e "Alice no País das Maravilhas" (1907), entre outros.

Rackham também realizou ilustrações para livros orientados para leitores adultos, como "Sonho de uma noite de verão" (1908), "Undine" (1909), contos de Edgar Allan Poe e o texto da ópera de Richard Wagner "O Anel do Nibelungo" (1910).


Fonte: Wikipédia.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Fawcett e a Cidade Perdida


Em 1925, o explorador britânico Coronel Percy Harrison Fawcett (1867 – 1925) desapareceu quando empreendia uma expedição para procurar por uma civilização perdida, supostamente o Eldorado, na Serra do Roncador, Brasil.

Entre os anos de 1906 e 1924, Fawcett realizou sete expedições na Bolívia e no Brasil. Em 1925 convenceu seu filho mais velho, Jack Fawcett, a acompanhá-lo em uma missão em busca de uma cidade perdida, que chamara de "Z". Fawcett estava certo de que essa cidade existia na Serra do Roncador, nordeste do Mato Grosso, e que ele acreditava ser originária da Atlântida (sua saga e desaparecimento foram decisivos na criação do personagem Indiana Jones). Estava fascinado com a possibilidade de encontrá-la, depois de ter recebido de presente uma estatueta de basalto negro, de 25 cm de altura, de H. Rider Haggard, o autor de "As Minas do Rei Salomão" (ao que parece ela foi perdida na expedição). Em uma carta dirigida a jornais de todo o mundo, dizia:

"Não duvido um só instante da existência dessas velhas cidades. Por que haveria de duvidar? Eu mesmo vi parte de uma delas - e essa é a razão pela qual achei que deveria fazer novas expedições. As ruínas parecem ser de um posto adiantado de uma das grandes cidades as quais estou certo serão descobertas juntamente com as outras se a expedição for bem preparada com uma pesquisa profunda sobre o assunto. Infelizmente não posso induzir os cientistas a aceitarem até mesmo a hipótese de que há indícios de uma antiga civilização no Brasil. Viajei por lugares ainda não explorados, os índios têm me falado de construções antigas, seu povo e mais coisas estranhas existentes nesses locais. Se tiver bastante sorte, conseguir atravessar a região de índios selvagens e regressar vivo, terei condições de ampliar imensamente o nosso conhecimento histórico." Percy H. Fawcett, 1925.

Ao falar da estatueta que ganhara ele afirmava:

"Existe uma propriedade particular nessa imagem de pedra, e todos podem sentir ao tocá-la com a mão. Estranhamente, uma corrente elétrica atravessa o braço da gente, causando um choque tão forte que muitas pessoas a largam de imediato. A razão dessa energia eu desconheço. Acredito sinceramente que ela veio de uma das cidades perdidas. Quando descobrir os significados existentes nela, descobrirei também o caminho para chegar no lugar de onde se originou."

Antes de partir, Fawcett enviou uma mensagem telegráfica para sua esposa, em 29 de maio de 1925, dizendo que estava prestes a entrar em território inexplorado, acompanhado somente do filho e de um amigo de Jack chamado Raleigh Rimmell. Partiram para atravessar a região do Alto Xingu e nunca mais voltaram.

Fawcett começou a acreditar que a estatueta possibilitava a ele a conexão com um espírito feminino chamado "Sith" que o chamava para encontrar a cidade perdida de Z.

Ao que parece, quando Fawcett partiu para encontrar Z com seu filho e um amigo de seu filho, foi através do financiamento de um grupo de apoio chamado "The Glove". Segundo contam, ele acreditava que seu filho seria adorado como um deus quando descobrisse Z.

Um psicometrista (psicômetro é um tipo de sensitivo que consegue ler impressões energéticas em objetos) foi consultado para tentar descobrir a origem do ídolo. Em um ambiente totalmente escuro a estatueta foi colocada em suas mãos (ele nunca tinha visto a estátua antes). Então ele disse: "Vejo em terras distantes várias pessoas vivendo em uma cidade, uma civilização adiantada. Existem enormes templos ornamentados com figuras de um grande olho. Em um desses templos existe a figura de um sacerdote parecido com esta estátua que seguro nas mãos. Há um monarca e muitos escravos - vejo também um vulcão e parece que ele foi a causa da destruição dessa civilização..."

Depois o sensitivo acrescenta este aviso: "Eis o importante sobre esta imagem, sua posse é maléfica para aqueles que não lhe têm afinidade e eu posso dizer que é perigoso zombar dela."

Então o que aconteceu com Percy Fawcett? Declarações sobre o seu destino e de seus companheiros são, simplesmente, bizarras: comidos por animais selvagens, mortos por tribos hostis, ou assimilados a uma tribo. Crianças indígenas de olhos azuis avistadas tornou-se lugar comum e muitos afirmavam tê-lo visto, mais tarde, em meados da década de 30. Alguns restos foram encontrados na selva, corroborados pela história da tribo, que alegava tê-lo matado, mas nenhuma se confirmou. Sem falar dos ufólogos, os teóricos da Terra oca, e os ocultistas. De acordo com eles, ele foi raptado por ovnis para descobrir Atlântida ou vive em um império subterrâneo, com 28 crianças e seu filho mais velho armado com uma lança de ouro. Sua família tentou um contato com ele através de médiuns e alegou estar se comunicando, mais tarde, nos anos quarenta. Mas ele nunca foi encontrado, morto ou vivo.

Em 1952, seis anos depois de contatados pelos irmãos Cláudio e Orlando Villas Boas, do Serviço de Proteção ao Índio, os índios Kalapalo revelaram ter matado exploradores que haviam passado por ali, muitos anos antes, provavelmente Percy Harrison Fawcett, Jack Fawcett e Raleigh Rimmell.

Segundo Noel Villas Boas, filho de Orlando, Fawcett - chamado pelos índios de "mingueleze", suposta interpretação de "mim inglês"- foi morto por seu comportamento hostil. Ele teria reclamado do lugar oferecido para dormir, batendo em um indiozinho que mexera em suas coisas. As crianças são, praticamente, intocáveis entre os índios. Ao subir um barranco, o inglês sofreu um golpe de borduna - espécie de tacape usado para caça - na cabeça. Morto, caiu abraçado ao tronco de uma árvore. Foi enterrado, ali mesmo, em cova rasa. Jack e Rimell teriam sido flechados e jogados no rio.

Os irmãos Villas Boas localizaram o local onde teria sido enterrado o explorador inglês. Os ossos encontram-se hoje no Instituto Médico Legal da Universidade de São Paulo. Foi analisado o DNA mitocondrial, mas a família Fawcett se recusou a submeter-se ao exame e resolver, definitivamente, o mistério. Brian, filho de Fawcett teria dito aos irmãos Villas Boas numa viagem ao Brasil: "Não vou trocar meia dúzia de ossos pela lenda do meu pai".


Fonte: Percy Fawcett e a Cidade Perdida