quinta-feira, 28 de abril de 2016

Os OVNIs são Mencionados na Bíblia?

A Crucificação, (1350) - Afresco do monastério Visoki Decani, em Kosovo, onde aparecem objetos voadores.

"Não vos esqueçais da hospitalidade, pela qual alguns, sem o saberem, hospedaram anjos." — Hebreus 13:2

Definição: Existem passagens bíblicas que alguns acreditam descrever seres não humanos e espaçonaves extraterrestres despontando no céu; existem também relatos de atos de Jesus que alguns acreditam ser condizentes com os de um visitante alienígena.

O que os crentes dizem: As passagens bíblicas, tanto do Velho quanto do Novo Testamento, contam histórias (ainda que numa linguagem metafórica) de alienígenas e espaçonaves alienígenas visitando a Terra. Além do mais, muitos dos relatos das façanhas de Jesus poderiam ser facilmente interpretados como uma descrição das ações de um extraterrestre.

O que os céticos dizem: Os céticos com inclinação religiosa dizem que tal especulação é uma blasfêmia e que os relatos da Bíblia sobre manifestações celestes são relatos verdadeiros de aparições divinas. Os agnósticos e ateus dizem que tudo na Bíblia é pura fantasia, tudo gerado pela mente dos escritores. As histórias não provam nem uma interação extraterrestre, nem divina, com a humanidade.

Qualidade das provas existentes: Boa.

Probabilidade de o fenômeno ser paranormal: Inconclusiva.

OVNIs na Bíblia?

Alguns ufólogos acreditam do fundo do coração que a raça humana possui progenitores extraterrestres e que toda a simbologia religiosa é uma prova das tentativas do homem antigo de entender e documentar as visitas alienígenas e a aparição de aeronaves extraterrestres na Terra.

Se partirmos do pressuposto de que a linguagem bíblica é figurativa e imagística, e não literal e realista, então a interpretação "OVNI/alien" é, de certa forma, válida.

Êxodo 13:21-22: "O Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvens para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os alumiar; de sorte que podiam marchar de dia e de noite. Nunca a coluna de nuvens deixou de preceder o povo durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite."

Interpretação? Um OVNI guiou Moisés e os judeus para fora do Egito. A espaçonave era cinza-escuro durante o dia e iluminada à noite.

Juízes 20:40: "Mas, quando a nuvem de fumo começou a subir da cidade, os benjamitas olharam para trás e viram o incêndio de Gibeá subir até o céu."

Interpretação? Uma espaçonave levantou voo de Gibeá, e sua fumaça e chamas puderam ser vistas a distância.

Neemias 9:11-12: "Fendestes o mar diante deles e passaram a pé enxuto; mas precipitastes nos abismos todos os que os perseguiam, como uma pedra é atirada às profundezas das águas. Vós os guiastes durante o dia por uma coluna de nuvem, e à noite por uma coluna de fogo, para iluminar o caminho que deviam seguir."

Interpretação? O OVNI que guiou os judeus para fora do Egito abriu o mar Vermelho do alto, provavelmente usando algum tipo de feixe de energia que dividiu as águas e abriu caminho para os israelitas.

Jesus era um extraterrestre? Jesus foi um extraterrestre enviado à Terra como um escoteiro disfarçado? Seria possível que este alien não tivesse a intenção de que toda uma religião fosse criada à sua volta? Eis aqui um olhar sobre algumas das interpretações mais convincentes de que Jesus era um extraterrestre:

Jesus era o Filho de Deus: Jesus nasceu de uma virgem.

Jesus era um ET: Jesus era um ser geneticamente modificado que foi implantado numa mulher humana a fim de nascer na Terra.

Filho de Deus: o anjo Gabriel visitou Maria para lhe contar que ela ficaria grávida do Espírito Santo.

ET: um emissário alienígena visitou Maria para informá-la do implante.

Filho de Deus: a estrela de Belém guiou os três Reis Magos até o local do nascimento de Jesus.

ET: uma nave alienígena atravessou o céu bem à vista de três sentinelas alienígenas cuja missão era monitorar o nascimento do alien/humano.

Filho de Deus: no Evangelho segundo São Mateus 3:16-17, Jesus sobe aos céus nos braços de Deus Pai após ser batizado.

ET: Jesus, o ET, foi teleportado da água por um raio antigravidade, que incidiu sobre ele de uma aeronave alienígena.

Filho de Deus: Jesus caminhou sobre a água.

ET: Jesus, o ET, possuía algum tipo de aparelho antigravitacional que permitiu a ele passar a ideia de estar caminhando sobre a água.

Filho de Deus: Jesus ressuscitou Lázaro dos mortos.

ET: Jesus, o ET, possuía habilidades médicas avançadas que lhe permitiram reviver Lázaro, o qual provavelmente não estava morto, apenas num coma profundo.

Filho de Deus: no Evangelho segundo São João 8:23, Jesus disse a seus seguidores: "Vós sois cá de baixo, eu sou lá de cima. Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo."

ET: "Vocês são terráqueos, eu sou um extraterrestre."

Filho de Deus: Jesus transformou a água em vinho.

ET: Jesus, o ET, possuía algum tipo de aparelho que podia transmutar em nível subatômico as moléculas da água em moléculas de vinho.

Filho de Deus: Jesus multiplicou miraculosamente os pães e peixes.

ET: Jesus, o ET, tinha alguma espécie de aparelho sintetizador de comida de tecnologia avançada que "lia" o original e então era capaz de duplicá-lo completamente tantas vezes quanto alguém desejasse.

Filho de Deus: Jesus passou 40 dias e 40 noites no deserto.

ET: Jesus, o ET, passou 40 dias e 40 noites na nave-mãe relatando suas descobertas terrenas e obtendo um merecido descanso.

Filho de Deus: Jesus ressuscitou dos mortos.

ET: na hora em que os observadores viram Jesus "entregando seu espírito" a seu Pai celeste, seus parceiros alienígenas, que o sobrevoavam da nave-mãe, puseram-no num estado de animação suspensa e depois o "reativaram" quando ele se encontrava deitado na tumba.

Filho de Deus: Jesus ascendeu fisicamente ao céu.

ET: Jesus, o ET, foi "teleportado" para a nave-mãe enquanto seus seguidores observavam. (Esta também foi a forma como sua mãe, Maria, "subiu aos céus".)

Filho de Deus: Jesus falou com Paulo enquanto ele viajava pela estrada para Damasco, e Paulo converteu-se imediatamente ao cristianismo.

ET: Jesus, o ET, falou com Paulo de uma nave espacial, aterrorizando-o e intimidando-o de tal forma que ele concordou de boa vontade em fazer o que quer que a voz mandasse. 


Fonte: Os 100 Maiores Mistérios do Mundo - Stephen J. Spugnesi - Difel 2004

Chuvas Estranhas

Chuva de peixes em Singapura (16/02/1861).

Chuvas de animais, carne ou sangue, são fenômenos aparentemente lendários, relativamente raros, que aconteceram em algumas cidades ao longo da história. Os animais que costumavam cair do céu eram peixes e sapos, e por vezes pássaros. Em certas ocasiões os animais sobreviviam à queda, principalmente os peixes.

Em muitos casos, no entanto, os animais morriam congelados e caiam completamente encerrados em blocos de gelo. Isto demonstra que foram transportados a grandes altitudes, onde as temperaturas são negativas. A violência deste fenômeno é palpável quando caem apenas pedaços de carne, e não animais inteiros.

Na literatura antiga abundam os testemunhos de chuva de animais, ou de chuvas de diversos objetos, alguns deles orgânicos.

Poder-se-ia remontar ao Antigo Egito se se der crédito ao papiro egípcio de Alberto Tulli (cuja própria existência é controversa) e do qual se diz que registraria fenômenos estranhos, como o surgimento daquilo que a literatura sobre fenômenos paranormais interpreta como um OVNI. De modo particular, registra-se também a queda de peixes e pássaros do céu.

Na Bíblia narra-se como Josué e o seu exército foram auxiliados por uma chuva de pedras que cai sobre o exército amorita. A Bíblia evoca outras intervenções celestiais deste tipo, como o surgimento de rãs, numa das dez pragas do Egito (Êxodo 8:5,6).

No século IV a.C., o autor grego Ateneu menciona uma chuva de peixes que durou três dias na região de Queronea, no Peloponeso. No século I, o escritor e naturalista Plínio, o Velho descreveu a chuva de pedaços de carne, sangue e outras partes animais como rã. Finalmente, na Idade Média, a frequência do fenômeno em certas regiões levou as pessoas a crer que os peixes nasciam já adultos nos céus, e em seguida caíam no mar.

Graças à imprensa escrita, na época moderna produziam-se muitos testemunhos, proferidos por um número cada vez maior de pessoas, o que lhes aumenta sua plausibilidade. Indicamos alguns exemplos:

Em 1578, grandes ratos amarelos caíram sobre a cidade norueguesa de Bergen.

Segundo um tal John Collinges, uma chuva de sapos fustigou a aldeia inglesa de Acle, em Norfolk. O taverneiro do lugar retirou-os às centenas.

Numa cidade do Essex, Inglaterra, aconteceu uma chuva de peixes como salmões, arenques e pescadas. Os peixes foram vendidos pelos comerciantes locais.

Em 11 de Julho de 1836, um professor de Cahors enviou uma carta à Academia de Ciências Francesa, que dizia:

"Esta nuvem trovejou sobre o caminho, a umas sessenta toesas de onde estávamos. Dois cavalheiros que vinham de Toulouse, nosso destino, e que estiveram expostos à tormenta, viram-se obrigados a usar os seus abrigos; mas a tormenta os surpreendeu e os assustou, já que se viram vítimas de uma chuva de sapos! Aceleraram a sua marcha e apressaram-se; ao encontrar a diligência contaram-nos o que lhes acabava de acontecer. Vi então que a sacudir seus abrigos diante de nós, caíram pequenos sapos." — Fragmento da carta de M. Pontus, professor de Cahors, dirigida a M. Arago.

A 16 de fevereiro de 1861, a cidade de Singapura sofreu um sismo, seguido de três dias de abundantes chuvas. Após o final das chuvas, nos charcos havia milhares de peixes. Alguns afirmaram tê-los visto cair do céu, embora outros se mostrassem mais reservados ao dar o seu testemunho. Quando as águas se retiraram, se encontraram outros peixes nos charcos que tinham secado, notavelmente em lugares que não tinham sofrido inundações.

A revista “Scientific American” registra um aguaceiro de serpentes que chegavam às 18 polegadas de comprimento (cerca de 45 cm) em Memphis, em 15 de janeiro de 1877.

Nos Estados Unidos, se registraram mais de quinze eventos de chuvas de animais, apenas no século XIX.

Em junho de 1880 abateu-se uma chuva de codornas sobre Valência.

Em 7 de setembro de 1953, milhares de rãs caíram do céu sobre Leicester, em Massachusetts, Estados Unidos.

Em Birmingham ocorreu uma chuva de sapos em 1954.

Em 1968, os diários brasileiros registraram uma chuva de carne e sangue, numa área relativamente grande.

Canários mortos caíram na cidade de St. Mary's City em Maryland, Estados Unidos, Janeiro de 1969. Segundo o diário Washington Post de 26 de janeiro desse ano, o voo dos canários interrompeu-se subitamente, como se tivesse acontecido uma explosão, que ninguém viu nem escutou.

Em 1978, choveram caranguejos na Nova Gales do Sul, na Austrália.

Em 2002, choveram peixes numa aldeia nas montanhas do interior da Grécia. O diário "Le Monde" escreveu:

"Atenas não é sempre bela, e menos ainda o são as montanhas no norte de Grécia. Mas as tormentas têm às vezes o bom gosto de ajudar a sorrir e a sonhar. Na terça-feira choveram centenas de pequenos peixes na aldeia de Korona, nas altas montanhas" — Georges, Pierre. Poissons volent. Le Monde, 13 de dezembro de 2002

Em 2007, choveram pequenas rãs em El Rebolledo (província de Alicante, Espanha).

Em 2010, choveram pequenos peixes brancos, muitos deles ainda vivos, em Lajamanu, localidade de 669 habitantes, no norte da Austrália.

Na noite de passagem de ano de 2010 para 2011, mais de três mil aves da espécie tordo-sargento caíram mortas em Beebe, no Arkansas, possivelmente devido ao pânico que o fogo-de-artifício causou nos animais.

Teorias científicas

Um tornado pode ser o responsável pela captura de animais e a posterior queda a grandes distâncias do seu lugar de origem.

Contrariamente à generalidade dos seus colegas contemporâneos, o físico francês André-Marie Ampère considerou que os testemunhos de chuva de animais eram verdadeiros. Ampère tentou explicar as chuvas de sapos com uma hipótese que depois foi aceita e refinada pelos cientistas. Perante a Sociedade de Ciências Naturais, Ampère afirmou que em certas épocas os sapos e as rãs vagabundeiam pelos campos em grande número, e que a ação dos ventos violentos pode capturá-los e dispersá-los a grandes distâncias.

Mais recentemente, surgiu uma explicação científica do fenômeno, que envolve trombas marinhas. Os ventos que se acumulam são capazes de capturar objetos e animais, graças a uma combinação de depressão na tromba, e da força exercida pelos ventos dirigidos no seu sentido.

Em consequência, estas trombas, ou mesmo tornados, poderão transportar animais a alturas relativamente grandes, percorrendo grandes distâncias. Os ventos são capazes de recolher animais presentes numa área relativamente extensa, e deixam-nos cair, em massa e de maneira concentrada, sobre pontos localizados.

Mais especificamente, alguns tornados e trombas poderiam secar completamente um pequeno lago, para deixar cair mais longe a água e a fauna contida nesta, na forma de chuva de animais.

Esta hipótese aparece reafirmada pela natureza dos animais destas chuvas: pequenos e leves, geralmente surgidos do meio aquático, como batráquios e peixes. Também é significativo o fato de que, com frequência, a chuva de animais seja precedida por uma tempestade. No entanto, há alguns pormenores que não puderam ser explicados. Por exemplo, que os animais por vezes estejam vivos mesmo depois da queda, e alguns em perfeito estado. Outro aspecto é o de que normalmente cada chuva de animais se manifeste com uma só espécie de cada vez, quase nunca as misturando nem incluindo algas ou outras plantas. Como nota William R. Corliss:

"... o mecanismo de transporte, qualquer que seja a sua natureza, prefere selecionar uma só espécie de peixe ou rã, ou aquele animal que esteja no menu do dia."

Em alguns casos, certas explicações científicas negam a existência de chuvas de peixes. Por exemplo, no caso da chuva de peixes em Singapura de 1861, o naturalista francês Francis de Laporte de Castelnau explica que o aguaceiro ocorreu durante uma migração de peixes-gato, e que estes animais são capazes de se arrastar sobre a terra, para ir de um charco a outro; como as enguias, que podem percorrer vários quilómetros nos prados úmidos, ou os lúcios que vão reproduzir-se nos campos inundados. Além disso, explica que o fato de ter visto os peixes no solo imediatamente após a chuva não é mais que uma coincidência, já que normalmente estes animais se deslocam sobre o solo úmido rastejando, depois de uma chuvada ou de uma inundação.

Rãs e sapos se deslocam pulando, em meio a um tornado esse comportamento pode tornar mais fácil a "captura" destes animais pelos fortes ventos, o que não ocorreria por exemplo com mamíferos que se escondem das tempestades em tocas. Quanto ao fato das chuvas serem sempre restritas a uma determinada espécie de animal e de não ser acompanhada pela queda de outros organismos aquáticos, dois fatores devem ser levados em consideração.

O primeiro que muitas espécies de uma mesma família taxonômica (ranidae por exemplo) competem entre si, não habitando uma mesma área, onde porventura ocorreria a captura. O segundo que animais de espécies muito diferentes teriam densidades e aerodinâmicas também muito diferentes o que faria com que, caso fossem capturadas juntas por fortes ventos ou trombas d’água, seria grande a possibilidade de que caíssem sobre a terra em pontos diferentes.

Pluie de poissons, gravure d'O. Magnus, 1555

Explicações antigas

Desde há muito tempo, a ciência tem descartado muitas das explicações que são dadas; são consideradas exageradas, pouco viáveis ou não comprováveis.

Em 1859, um testemunho de uma chuva de peixes na aldeia de Mountain Ash, em Gales, enviou uma espécie ao Jardim Zoológico de Londres. J. E. Gray, diretor do Museu Britânico, declarou que "a luz dos fatos, o mais provável é que se trate de uma partida: um dos empregados de Mr. Nixon lhe esvaziou em cima um balde cheio de peixes, e este último pensou que caíam do céu".

Logicamente, as chuvas de animais estiveram sem explicação científica durante muito tempo, enquanto se desenvolviam hipóteses que iam desde as tentativas lógicas de explicar o fenômeno, até às mais absurdas. No século IV a.C., o filósofo grego Teofrasto negou a existência de chuvas de sapos, explicando simplesmente que os sapos não caem durante a chuva, mas esta última os faz sair da terra.

No século XVI, Reginald Scot aventurou-se a dar uma hipótese. Segundo ele, "é certo que algumas criaturas são geradas de maneira espontânea, e não necessitam de pais. Por exemplo, (....) estas rãs não vinham de nenhuma parte, foram transportadas pela chuva. Estas criaturas nascem dos aguaceiros…".

No século XIX pensava-se que a evaporação da água levava os ovos de rã para as nuvens, onde eclodiam e caíam à terra num aguaceiro.

Chuva de cães, gatos e garfos. Caricatura inglesa do séc. XIX

Explicações contemporâneas alternativas

Entre as explicações não científicas do fenômeno, se encontram as interpretações sobrenaturais. Ainda assim persistem as que alegam intervenções de seres extraterrestres. Nas hipóteses sobrenaturais, que podem ser de natureza religiosa, dependendo do tipo de objeto ou animal que cai na terra, o fenômeno é perceptível e seria um castigo, como o caso das pedras que caíram sobre o exército amorita no Antigo Testamento, ou como um sinal providencial de bondade divina, quando se trata de animais comestíveis.

Algumas das hipóteses, impossíveis de provar, são sobre a intervenção de entes extraterrestres, e descrevem estes visitantes reconhecendo grandes quantidades de animais como lastro, para depois os deixar cair antes de abandonar o nosso planeta. As chuvas de sangue e carne estariam vinculadas a uma seleção feita pelos visitantes, para aligeirar os seus armazéns.

Igualmente esotéricas, há hipóteses baseadas na existência de várias dimensões e planos espaço-temporais. Estas hipóteses aceitam a priori a possibilidade do teletransporte, para tentar explicar o porquê dos animais se encontrarem ali onde não deveriam estar. O jornalista Charles Hoy Fort propôs algumas destas hipóteses.

Segundo Fort, existiu no passado uma força capaz de transportar os objetos de modo instantâneo, que já não se manifesta senão em ações desordenadas, como as chuvas de peixes. Outra hipótese com força tem por base a suposta existência de um "mar superior dos Sargaços", uma espécie de reservatório celestial que aspira e esculpe os objetos terrestres.

Referências a chuvas de animais na linguagem e arte

A referência mais conhecida do fenômeno é a expressão em língua inglesa "it's raining cats and dogs" (chove gatos e cães) que se encontra pela primeira vez na forma escrita na obra de Jonathan Swift, "A Complete Collection of Polite and Ingenious Conversation", publicada em 1738, mas cuja origem permanece incerta. Uma explicação será dada pelo francês arcaico "catadoupe" (queda de água, cascata). Outra explicação será a de que na Idade Média, as fortes chuvas varriam os corpos de gatos e cães mortos no cimo dos telhados, fazendo-os cair na rua...

Muitas línguas possuem igualmente expressões deste tipo, mas nada prova que estas expressões sejam inspiradas na realidade. Mesmo assim, o galês tem uma expressão que se pode traduzir por chovem velhas e paus, em alemão há chuva de cachorros e em polaco de rãs.

Literatura e cinema

A documentação mais completa de chuvas de animais deve-se ao jornalista Charles Hoy Fort (natural dos Estados Unidos) que consagrou a sua vida de jornalista aos fenômenos inexplicados. A Biblioteca nacional de Nova Iorque conserva mais de 60 000 fichas feitas por este autor, das quais muitas sobre casos de chuva de animais.

No cinema, Paul Thomas Anderson levou a tela uma chuva de sapos no seu filme "Magnolia". Assiste-se igualmente a uma chuva de peixes no primeiro longa-metragem do realizador francês Luc Besson, "Le Dernier Combat", e na adaptação cinematográfica de "Chapeau melon et bottes de cuir" de Jeremiah Chechik.

No seu livro "Sido", a romancista Colette conta-nos uma chuva de rãs, esquentadas:

"Ao passarem as nuvens, tomei um banho sentada, Antoine molhado, e a capa cheia de água, uma água quente, uma água a dezoito ou vinte graus. E quando Antoine quis virar a capa, o que encontramos? Rãs minúsculas, vivas, pelo menos trinta trazidas pelos ares por um capricho do Sul, por uma tromba de água quente, um desses tornados que em espiral reúne e leva a cem lugares um penacho de areia, sementes, insetos …".

Em "Le Capitaine Pamphile" de Alexandre Dumas, a evocação da chuva de sapos nos jornais suscita um delírio imaginativo de uma das personagens:

"... lembrava-se de ter lido, alguns dias antes, sobre o episódio de Valenciennes, que esta cidade fora local de um fenômeno fortemente singular: uma chuva de sapos caíra com trovoada e relâmpagos, e em tal quantidade, que as ruas da cidade e os tetos das casas estavam cobertos. Imediatamente depois, o céu, que duas horas antes era cor de cinza, era agora azul índigo. O contratado do Constitutionnel olha para cima, e, vendo o céu negro como tinta e Tom no seu jardim, sem saber o modo como ele tinha entrado, começou a acreditar que um fenômeno parecido com o de Valenciennes estava a ponto de se repetir, com a única diferença de que em vez de sapos, choveria ursos. Um não era mais surpreendente que outro; o granizo era mais grosso e perigoso: e é tudo." — Alexandre Dumas, Le Capitaine Pamphile, cap. VIII.




Texto extraído e adaptado do link Wikipédia - Chuva de Animais, onde se encontra toda a referência bibliográfica sobre o assunto.

Arca da Aliança - Análise


"Abriu-se o templo de Deus no céu e apareceu, no seu templo, a arca do seu testamento. Houve relâmpagos, vozes, trovões, terremotos e forte tempestade."

Definição: Segundo o Velho Testamento, a Arca da Aliança era um baú que continha os Dez Mandamentos escritos em tábuas de pedra e oferecidos a Moisés por Deus. A Arca era carregada pelos hebreus durante suas andanças pelo deserto.

O que os crentes dizem: A Arca da Aliança era real, os Dez Mandamentos encontravam-se dentro dela e ela podia ou não conter o sangue de Cristo em sua tampa.

O que os céticos dizem: A Arca da Aliança é uma lenda bíblica, a probabilidade de sua existência é bem pequena.

Qualidade das provas existentes: Inconclusiva.

Probabilidade de o fenômeno ser paranormal: Inconclusiva.

A primeira menção à Arca da Aliança na Bíblia ocorre no Livro do Êxodo, quando Deus deu a Moisés as instruções e dimensões específicas para a construção da Arca:

Farão uma arca de madeira de acácia. Seu comprimento será de dois côvados e meio, sua largura, de um côvado e meio, e sua altura, de um côvado e meio.

Tu a recobrirás de ouro puro por dentro, e farás por fora, em volta dela, uma bordadura de ouro.

Fundirás para a arca quatro argolas de ouro, que porás nos seus quatro pés, duas de um lado e duas de outro.

Farás dois varais de madeira de acácia, revestidos de ouro.

Passarás os varais nas argolas fixadas aos lados da arca, para se poder transportá-la.

Uma vez passados os varais nas argolas, delas não serão mais removidos.

Porás na arca o testemunho que eu te der.

Uma caixa de madeira, revestida de ouro e carregada por varais inseridos através de argolas.

Deus então continuou suas instruções, detalhando a tampa e os dois anjos que guardariam a Arca:

Farás também uma tampa de ouro puro, cujo comprimento será de um côvado e meio, e a largura, de um côvado e meio.

Farás dois querubins de ouro; e os farás de ouro batido, nas duas extremidades da tampa, um de um lado e outro de outro, fixando-os de modo a formar uma só peça com as extremidades da tampa.

Terão estes querubins suas asas estendidas para o alto, e protegerão com elas a tampa, sobre a qual terão a face inclinada.

Colocarás a tampa sobre a arca e porás dentro da arca o testemunho que eu te der.

Ali virei ter contigo, e é de cima da tampa, do meio dos querubins que estão sobre a arca da aliança, que te darei todas as minhas ordens para os israelitas.

As pessoas que acreditam na Bíblia dizem que estas passagens confirmam a construção e, portanto, a existência da Arca da Aliança. Muitos historiadores garantem que a Arca provavelmente existiu, mas que deve ter sido destruída quando os babilônios atacaram Jerusalém em 587 a.C. e destruíram o Templo.

E quanto às afirmações de que a Arca era um "capacitor espiritual" que canalizava os poderes de Deus e podia ser usada pelos fiéis para derrotarem seus inimigos? Essa foi a premissa usada por Steven Spielberg em seu filme de 1981 "Os Caçadores da Arca Perdida". Não há como confirmar tal teoria, uma vez que a localização atual da Arca, se é que ela na verdade existiu, é desconhecida.

No entanto, segundo a Bíblia, a Arca já não se encontra mais na Terra. Ela está no paraíso (veja a epígrafe), e se isso for verdade, as tentativas arqueológicas de encontrá-la são um exercício inútil.

Todavia, a importância teológica da Arca que contém as tábuas de pedra dadas a Moisés por Deus é incalculável e, por conseguinte, a busca continua.

De várias formas.


Fonte: Os 100 Maiores Mistérios do Mundo - Stephen J. Spugnesi - Difel 2004