quinta-feira, 3 de março de 2016

O Rapto do Policial


A manhã de 3 de dezembro de 1967 acabou sendo diferente de qualquer outra na vida de Herbert Schirmer, policial de Ashland, Nebraska. O diário de anotações de Schirmer daquele dia continha uma frase bizarra: "Vi um DISCO VOADOR no cruzamento da rodovia 6 com a 63. Acredite se quiser!"

Às 2h30, durante a patrulha de rotina, Schirmer vira o que lhe parecera ser uma grande bola de futebol circundada por luzes vermelhas e brilhantes, nas proximidades do cruzamento das duas rodovias, nos arredores de Asland. Sozinho na viatura, o policial ficou observando em silêncio, enquanto o OVNI se elevou do solo, deixando um rastro de fogo vermelho-alaranjado e emitindo um som agudo semelhante ao de uma sirene.

Ao preencher seu relatório trinta minutos depois, Schirmer consultou o relógio e, de repente, ficou atônito. Ele tinha certeza de que não mais de dez minutos haviam se passado antes de ver o estranho objeto, e agora o relógio marcava 3 horas. O que acontecera com os vinte minutos que faltavam?

Sob hipnose, conduzida pelo dr. Leo Sprinkle, psicólogo da Universidade de Wyoming, o policial conseguiu lembrar de detalhes adicionais do encontro aparentemente inócuo com o disco voador.

- A experiência começou - afirmou Schirmer - quando aquele objeto voador me puxou com o carro até o alto da colina. O carro parou e dois humanóides saíram pela parte de baixo do OVNI.

Uniformizados, eles tinham testa alta, nariz comprido, pele acinzentada e olhos redondos, como os dos gatos. E continuou o policial:

- Um dos alienígenas carregava um instrumento semelhante a uma caixa, que emitia luz verde. Esse ser estranho caminhou ao redor de minha viatura. O outro enfiou o braço através da janela aberta e tocou em meu pescoço. Senti uma dor forte.

Schirmer declarou que o humanóide o tocou e perguntou:

- Você é o policial desta cidade?

- Sim, sou - respondeu Schirmer.

Com voz profunda, sem movimentar a boca, o "líder" dos dois então ordenou:

- Policial, venha comigo.

Dentro da nave espacial, o humanóide mostrou a Schirmer sua fonte de força.

- De mecanismo giratório, era semelhante à metade de um casulo, que emitia cores claras como as do arco-íris.

Ele informou ao policial que a nave empregava "magnetismo elétrico reversível".

- Eles me disseram que tinham vindo à Terra em busca de eletricidade.

O passeio turístico pela nave incluiu também um segundo nível acima da sala de força, onde Schirmer viu muitas coisas.

- Notei vários tipos de painéis e computadores. um mapa na parede, e. uma tela enorme. O mapa mostrava um sol com seis planetas em órbita em outra galáxia. Eles já nós observam há muito tempo.

O líder humanóide tornou a falar:

- Policial, venha comigo.

E Schirmer foi levado para fora da nave.

- O que você acabou de ver e ouvir - disse ele - será esquecido.

Schirmer foi, posteriormente, interrogado pelo University of Colorado Condon Committee, que, na ocasião, realizava uma investigação sobre OVNIs para a Força Aérea. Os participantes do projeto concluíram que o "o relatório do policial sobre a experiência a bordo de um OVNI não foi fisicamente real".

Mas Sprinkle, que conseguiu, por meio da hipnose, fazer com que Schirmer retornasse à experiência, discordou:

- O policial - declarou Sprinkle - acreditou na realidade dos fatos que descreveu.


Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz

O Loch Ness da Irlanda

The sea serpent of County Clare - The Day's Doings (September, 1871) - Mary Evans Picture Library

O mistério da serpente marinha de County Clare está novamente no centro das atenções depois de quase 150 anos. Essa criatura, muitas vezes referida como o monstro Loch Ness irlandês, foi avistada várias vezes no final dos anos 1850 ao largo da costa da Irlanda em County Clare.

O mistério de sua natureza nunca foi resolvido e está em debate novamente agora que o esboço da criatura foi encontrado nos arquivos da Mary Evans Picture Library em Londres, após essa biblioteca começar a digitalizar sua coleção de jornais ilustrados vitorianos.

Uma das primeiras aparições do monstro foi ilustrado em 1850, no Irish Times, quando foi descrito como "se expondo ao sol perto de Kilkee ao largo da costa de Clare."

Então, em setembro de 1871, a Chronicle Limerick publicou um artigo sobre um "grande e assustador monstro marinho" encontrado por um grupo de pessoas, os quais "tiveram seus nervos consideravelmente perturbados pelo aparecimento terrível dessa criatura extraordinária".

A história fez o seu caminho para Londres e, em seguida, no mês seguinte, uma reportagem ainda mais elaborada foi impressa por um jornal ilustrado - o The Day’s Doings - onde o artista fez o desenho acima, emparelhando com um relato dramático dos acontecimentos desse dia:

“Um grupo que ficou no vilarejo de Kilkee, composto por várias senhoras e alguns senhores - um dos quais é um clérigo bem conhecido no norte da Irlanda - tinham saído para uma caminhada, em um lugar conhecido como Diamond Rocks.

De repente, as atenções ficaram presas pelo aparecimento de um monstro extraordinário, que se levantou da superfície da água a cerca de 64 metros do local onde eles estavam. Tinha uma cabeça enorme, um pouco em forma de cavalo, enquanto atrás dela e no pescoço uma enorme juba com aparência de algas; os olhos eram enormes e, evidente, pelo aparecimento de água atrás, um vasto corpo parecia estar abaixo das ondas."


Fonte: Irish Central, 26/01/2016.

As Serpentes Marinhas da Nova Escócia


Há pelo menos um século e meio, os navegantes da Nova Escócia, na costa leste do Canadá, estão encontrando algumas criaturas imensas e de aspecto inusitado. Uma das primeiras aparições de que se tem notícia ocorreu em 1845, quando os pescadores John Bockner e James Wilson viram uma "serpente" de 30 metros de comprimento na baía de St. Margaret. Eles relataram o que viram ao reverendo John Ambrose, que, pouco tempo depois, teve seu encontro pessoal com o monstro.

Em 1855, habitantes de Green Harbour ficaram horrorizados em ver, conforme palavras de um cidadão, "um comprimento hediondo de terror ondulante" perseguir barcos pesqueiros locais, com o aparente objetivo de causar-lhes danos. Enquanto os pescadores procuravam, desesperadamente, chegar à praia, suas famílias limitavam-se a observar a cena, sem nada poder fazer. Certo observador descreveu a criatura em uma edição da revista americana Ballou's, do século 19:

- Perto do que deveria ser a cabeça, havia uma espécie de corcova com uma massa de cabelos longos, como se fosse crina; na parte de trás, por uns 12 ou 15 metros, moviam-se ou giravam, lentamente, as espirais de seu imenso corpo, que mais parecia o de uma serpente. O movimento era realizado em curvas verticais, as contorções das costas subindo e descendo alternadamente, da cabeça à ponta da cauda, deixando para trás um sulco, como os deixados por navios a hélice sobre a superfície vítrea do mar.

Quando a criatura se aproximou mais da praia, observadores puderam ouvir um som, como se houvesse uma válvula de escape pela qual o animal estivesse exalando vapor. Em seguida, eles puderam ver os dentes brilhantes, olhos ameaçadores, escamas azuis na cabeça e nas costas, coloração amarelada na parte inferior. A cabeça que viram tinha 2 metros de comprimento.

A criatura finalmente desistiu da caça, e os exaustos pescadores puderam chegar em segurança à terra firme. Contudo, a serpente foi vista novamente por três homens em um barco, no dia seguinte. Eles remaram para longe o mais rápido que puderam e não foram perseguidos.

Em 1883, seis militares que pescavam na baía Mahone ficaram surpresos quando viram o que parecia ser a versão aumentada de uma "serpente comum", com uma cabeça de quase 2 metros de comprimento, que saía da água. A criatura, que se movia com agilidade, tinha um pescoço tão grosso quanto uma árvore, coloração marrom-escura ou preta e riscas brancas irregulares. Embora não pudessem ver-lhe o corpo inteiro, as testemunhas concordaram que o animal deveria medir em torno de 25 metros de comprimento.

Em 1894, um homem chamado Barry observou um animal similar quando descansava no cais da cidade costeira de Arisaig. A cerca de 40 metros, e com aproximadamente 20 metros de comprimento, a criatura deslocava-se com movimentos "ondulatórios". Uma cauda "semelhante a meia cauda de uma cavala" também era visível.

Relatórios sobre essas lunkers (criaturas marinhas gigantes), como os habitantes da Nova Escócia as chamam, continuaram até os dias modernos.

No dia 5 de julho de 1976, Eisner Penney, da ilha Cape Sable, na Nova Escócia, viu uma criatura imensa e contou a alguns amigos o que vira. Eles riram da história, mas, alguns dias mais tarde, um deles, Keith Ross, juntamente com o filho Rodney, também viu o monstro.

- O animal tinha olhos tão grandes quanto dois pires, com uma terrível coloração avermelhada - narrou ele. - Era possível ver o vermelho naqueles olhos, como se eles estivessem injetados de sangue. O animal estava com a boca escancarada e eu vi duas presas - suponho que eram presas - na mandíbula superior. Aquele bicho passou bem perto de nós. Pudemos ver seu corpo, cerca de 12 ou 15 metros de comprimento, com a pele acinzentada, semelhante à da cobra, cheia de calombos e cracas. Tivemos a impressão de que aquele animal tinha rabo de peixe, isto é, rabo vertical, e não horizontal como o rabo da baleia.

O barco de Ross afastou-se dali e, em pouco tempo, perdeu a criatura de vista em um nevoeiro. Ele detectou outro barco através do radar, e dirigiu-se para lá.

Ironicamente, Eisner estava naquele barco. Quando Ross contou a ele o que acabara de ver, os dois ouviram o animal passando por eles, a pouca distância. A criatura foi vista novamente, alguns dias mais tarde, pelo pescador Edgar Nickerson.

Ninguém faz a mínima idéia do que possam ser tais criaturas, embora animais similares já tenham sido vistos em todo o mundo. No século passado, essas aparições, chamadas de "serpentes marinhas", eram motivo de acirradas controvérsias entre zoólogos. Deixando de lado as polêmicas, podemos afirmar que essas lunkers da Nova Escócia não são serpentes, nem mesmo serpentes gigantes. As cobras não ondulam verticalmente. Além disso, evidentemente, elas não têm caudas de peixe.


Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz