quarta-feira, 8 de junho de 2011

Mokele-mbembe

O Mokele-mbembe é um alegado dinossauro saurópode vivo que habita os pântanos da região Likouala na Republica do Congo. O animal foi alegadamente encontrado por pigmeus locais que deram o nome à criatura, que significa, segundo diferentes fontes, "arco-iris", "aquele que para o curso dos rios" ou "animal monstruoso".

O mokele mbembe é alegadamente do tamanho de um elefante (a presa favorita dos pigmeus locais) com um longo e reptilineo pescoço. A criatura, diz-se, não tem pelos, é avermelhada ou acastanhada, com uma longa cauda. As marcas em terra são de um pé com 3 garras. Mas parece passar a maior parte do tempo na água.

O primeiro registro a respeito de Mokele-mbembe está no livro The History of Loango, Kakonga, and other Kingdoms in Africa, escrito em 1776, pelo abade Lievain Bonaventure Proyart, a respeito de um grupo de missionários que teriam encontrado as marcas das patas de um enorme e desconhecido animal na selva.

Em 1909, Carl Hagenbeck, naturalista, após ouvir de Hans Schomburgh sobre um animal que vive no pântano do Congo, que é metade elefante e metade lagarto, e de Joseph Menges, naturalista, tratar-se de um animal parecido com um dinossauro, semelhante a um brontossauro, formou uma expedição e foi à Africa, mas abortou-a em virtude de doença e a hostilidade do povo.


Em 1913, o capitão Von Stein zu Lausnitz foi informado pelos nativos que temiam Mokele-mbembe, o qual vagaria pelos rios Ubangi, the Sangha, e Ikelemba. O animal era de pele amarronzado, do tamanho de um elefante, com um comprido e flexível pescoço. Alguns o descreveram com uma comprida e muscular cauda como um crocodilo. Derruba canoas, ataca os animais, os quais não são comidos por Mokele-mbembe.

Em 1920, a expedição The Smithsonian Institution encontrou inexplicáveis pegadas e ouviu rugidos que não foram identificados, mas seriam de animais desconhecidos, vindos da selva. Nessa expedição aconteceu uma tragédia: o trem estava atravessando uma área inundada, quando os nativos aflitos disseram que viram Mokele-mbembe, a locomotiva descarrilhou e 4 pessoas da expedição foram esmagadas e outras dezenas de pessoas ficaram feridas.

Em 1932, Ivan T. Sanderson, zoólogo e biólogo, e Gerald Russel, estavam navegando no rio Mainyu, viram uma cabeça como a de um lagarto, escura e brilhante, um pescoço como a de um cisne, comprido, que os encarou por um breve segundo, após foi-se embora. Nunca mais o sr. Sanderson o viu.

Em 1976, James Powell, herpetologista, viajou ao Gabão para estudar os crocodilos, e o povo Fan lhe contou sobre N'yamala, um enorme animal que habitava os rios próximos. Michael Obang lhe contou que em 1946, N'yamala teria aparecido, e o reconheceu ao ver um livro sobre dinossauros, apontado-lhe o diplodocus.

James Powell contou os fatos ao Dr. Roy P. Mackal, um biólogo The University of Chicago e vice-presidente The International Society of Cryptozoology.

Em 1979, ambos foram para a região de Likouala, e no norte da cidade de Impfondo, encontraram-se com o reverendo Eugene Thomas, de Ohio, um missionário desde 1955, que confirmou sobre as histórias de Mokele-mbembe. Mostrando aos nativos o livro sobre os dinossauros, reconheceram em Mokele-mbembe um apatasaurus e diplodocus. Descreveram que o animal tem a cabeça como a de uma cobra, uma comprida e fina cauda, um corpo aproximado-se do tamanho de um elefante, ou pelo menos a de um hipopótamo; as pernas são curtas, as patas traseiras possuem 3 unhas; tem pele marrom-avermelhada; uma crista que sai do topo da cabeça e desce ao longo do pescoço.

Todos concordaram que seu habitat é o lago do pântano e os rios, e raramente são vistos.

Em 1981, o Dr. Roy P. Mackal retornou com uma expedição e ficou sabendo que os pigmeus Bagombe haviam matado um Mokele-mbembe, em 1960. Quando a expedição estava percorrendo o rio Likouala-aux-Herbes, ao sul da cidade de Epena, abruptamente uma grande criatura submergiu e uma grande onda se formou batendo na canoa do dr. Mackal.

Também em 1981, Herman Regusters e sua esposa, Kia, teriam visto uma cabeça como a de uma cobra sobre um gracioso pescoço submergindo no Lake Tele, e Marcellin Agnagna, um biólogo congolês, e as pessoas que compunham a expedição, em 1983, também o teriam avistado, e tinha uma pequena cabeça como a de um lagarto, pescoço comprido. Teria filmado o animal, mas esqueceu-se de colocar a lente da sua Super-8 para filmagem a longa distância. Dessa forma, privou o mundo da imagem de Mokele-mbembe.

Em 1985, William J. Gibbons, formou uma expedição em busca de Mokele-mbembe, atravessaram a cerrada selva e não o viram. Entretanto, encontraram uma espécie de macacos que foram classificados como uma nova sub-espécie, Cerocebus galeritus, cujas pele e cabeça foram oferecidos ao British Museum of Natural History, de Londres.

Voltou à África em 1992, em 1994, em 2000 e 2002, sempre entrevistando os nativos, os quais afirmam a existência de Mokele-mbembe.

Em 1987, a tentativa da expedição japonesa de filmar o animal frustou-se.

Em 1990, o explorador Redmond O'Hanlon concluiu que as pessoas que contaram ter visto o animal devem tê-lo confundido com elefante selvagem, atravessando rio com sua tromba erguida.

A comunidade científica e os criptozoólogos continuam formando as expedições à procura do Mokele-mbembe e acreditam que ele será encontrado.

É uma questão de tempo; em alguns casos obtém-se primeiro a fotografia do animal avistado, por exemplo o elefante anão africano,o qual está sendo procurado pelos criptozoólogos e a comunidade científica, descrito em 1.906, pelo professor Theodor Noack, e em outros casos como o do Mokele-mbembe não há sequer uma fotografia, ou mesmo um desenho.

Fontes: http://www.skepdic.com/brazil/mokele.html; http://criptopage.caixapreta.org/secao/criptozoologia/cripto_mokele_mbembe.htm