quinta-feira, 17 de março de 2016
Baalbek, Cidade de Gigantes?
Nas planícies do Jordão, perto do mar Morto, onde ficavam as cidades de Sodoma e Gomorra, podemos ver as magníficas ruínas da cidade de Baalbek, antiga Heliópolis, cujo nome deriva de Baal, deus da fertilidade adorado pelos antigos fenícios. O indício mais proeminente do passado de Baalbek é uma gigantesca acrópole de pedras, inigualada na antigüidade pelos pesados blocos usados em sua construção.
Os blocos de Baalbek são inigualados até hoje, o que faz com que algumas pessoas especulem que eles podem ter servido como plataforma para pouso de espaçonaves extraterrestres. O que mais blocos de pedra com 20 metros de comprimento, 4 de altura, 3 de espessura, e pesando até uma tonelada poderiam suportar?
Os gigantescos monolitos de Baalbek foram cortados manualmente, laboriosamente transportados por 800 metros, e então elevados a uma altura de 6 metros do solo para proporcionar uma base virtualmente irremovível para quê?
Podemos talvez encontrar uma pista no relato bíblico dos antigos habitantes de Baalbek, em Números, Antigo Testamento, capítulo 13-14, versículos 31, 32, 33. Enquanto caminhava pelo deserto, Moisés enviou seus homens a Canaã para determinar quais seriam as chances de uma invasão.
(...) Os homens que o haviam acompanhado disseram:
"Não podemos marchar contra esse povo, visto que é mais forte do que nós". E puseram-se a difamar diante dos filhos de Israel a terra que haviam explorado: "A terra que fomos explorar é terra que devora os seus habitantes. Todos aqueles que lá vimos são homens de grande estatura. Lá também vimos gigantes (os filhos de Enac, descendência de gigantes). Tínhamos a impressão de sermos gafanhotos diante deles e assim também lhes parecíamos".
Nossa mente corre solta quando começamos a imaginar as possibilidades de antigos gigantes trabalhando com objetivos extraordinários, sobre os quais não temos nenhuma informação precisa. Mas o fato de as monumentais pedras de Baalbek estarem erigidas tão perto das cidades destruídas de Sodoma e Gomorra pode ser mais do que uma simples coincidência. (???)
Vamos dar uma paradinha aqui em nossa leitura, tomar uma xícara de café, ou mesmo uma dose de qualquer bebida de sua preferência, e refletir o que lemos aqui. Tem cabimento?
Infelizmente ou felizmente há controvérsias sobre esse artigo extraído do livro de Charles Berlitz. Há alguns anos houve uma verdadeira febre na internet em relação a supostas fotos de arqueólogos que teriam descoberto esqueletos de gigantes no Oriente Médio.
No meio teológico houve fervor maior, uma vez que estaria comprovada a palavra existente na Bíblia de que há um tempo muito distante os homens tinham tamanho inimaginável.
Já de cara podemos dizer que as fotos são falsas. Foram criadas por membros do site Worth 1000, que promoveram um concurso de manipulação de fotografias digitais. O objetivo era criar a farsa fotográfica com maior perfeição, e pelo jeito o autor da obra conseguiu. Inclusive muitas das farsas fotográficas que circulam pela web como verdades verdadeiras têm origem neste grupo.
Fontes: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz; Climatologia Geográfica (28/09/2014).
O Fantasma do Great Eastern
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| O SS Great Eastern - Magazine illustration (circa 1877) - Gravura da Wikipedia. |
O Great Eastern foi, sem dúvida, um dos maiores navios a singrar os sete mares. Foi, também, uma das embarcações mais amaldiçoadas de que se tem notícias, assombrada desde o início pelo fantasma de um operário que ficou emparedado em seu casco duplo.
Seu criador, Isambard Kingdom Brunel, já era um bem-sucedido empreiteiro construtor de pontes e ferrovias, quando concebeu a idéia de uma cidade flutuante que ligasse Londres ao resto do mundo. Arquitetos navais já haviam projetado e construído transatlânticos de passageiros que deslocavam quase 3 mil toneladas. Mas o Great Eastern de Brunel transformava em barcos insignificantes todos os navios construídos até então.
Na verdade, com um deslocamento calculado de 100 mil toneladas, ele envergonhava qualquer outra embarcação. Dez grandes caldeiras, acionadas por 115 fornalhas, acionavam suas rodas de pás de 17 metros e uma hélice de apoio de 8 metros.
Cinco tremonhas levavam o carvão para suas fornalhas, por ação gravitacional. O Great Eastern tinha sistemas auxiliares em número suficiente para dar apoio a uma pequena marinha, inclusive dez âncoras de 5 toneladas cada uma, seis enormes mastros e velas, e seu próprio gasômetro para iluminação.
No entanto, o navio pareceu ser assombrado desde o início. Para o lançamento do maior navio do mundo, Brunel convidou o exército de operários que o haviam construído. Um dos que não compareceu foi o taciturno trabalhador do estaleiro que trabalhara no casco duplo.
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| Great Eastern, 12 November 1857 - Robert Howlett (1831-1858) - Museum of Fine Arts, Boston |
A cerimônia de batismo não saiu exatamente de acordo com os planos, pois o tamanho e o peso do Great Eastem emperraram o mecanismo que deveria fazer o navio deslizar até a água. Ele provavelmente jamais teria sido lançado ao mar, se marés surpreendentemente altas não o tivessem feito flutuar pelo Tâmisa.
Porém, logo após esse pequeno sucesso, a Great Eastern Steam Navigation Company de Brunel foi à falência - e o próprio Brunel morreu. Na verdade, no dia de sua morte, o capitão reclamou a seu engenheiro-chefe, dizendo:
- Meu sono foi rudemente perturbado por marteladas constantes provenientes dos porões.
Após esse fantasmagórico incidente, uma das chaminés do Great Eastern explodiu, matando seis tripulantes e destruindo o grande salão.
Embora sua sorte tenha melhorado momentaneamente, na quarta travessia do Atlântico do luxuoso navio de passageiros uma forte tempestade avariou suas rodas de pás. Os ventos foram tão fortes que chegaram a soltar os botes salva-vidas. Novamente, a despeito dos fortes ventos, as misteriosas marteladas ainda podiam ser ouvidas, vindo dos porões.
O Great Eastern conseguiu chegar a um porto, mas como navio de passageiros ele estava acabado. Seus últimos armadores tiveram dificuldades até mesmo para vendê-lo como sucata.
Em 1885, quando estava finalmente sendo desmontado, os soldadores fizeram uma aterrorizante descoberta. Ao lado de uma bolsa de viagem de ferramentas enferrujadas havia o esqueleto do operário do estaleiro, alojado entre as paredes de ferro do casco duplo do Great Eastern.
Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz
Psicografia em Glastonbury Abbey
Glastonbury, em Somerset, Inglaterra, figura com destaque no folclore e nas antigas tradições do local. Historiadores afirmam que o rei Arthur foi enterrado na Abadia de Glastonbury. A lenda cristã diz que São José de Arimatéia trouxe o Santo Graal a Glastonbury e plantou um espinheiro que ainda pode ser visto no local. Além disso, Glastonbury é, segundo dizem, o lugar onde as pessoas que se dedicam ao campo da "arqueologia mediúnica" fizeram suas descobertas mais surpreendentes.
Em 1907, a Abadia de Glastonbury, um monte de ruínas negligenciadas e cobertas de mato, foi adquirida pelo governo estadual e colocada aos cuidados da fundação Fé Diocesana, que pretendia fazer escavações no local. A fundação entregou os trabalhos à Sociedade Arqueológica Somerset, que escolheu para chefiar as escavações um promissor arquiteto eclesiástico de Bristol, chamado Frederick Bligh Bond.
Os clérigos e as outras pessoas envolvidas no projeto desconheciam que Bond era membro da Sociedade de Pesquisas Psíquicas, assim como seu amigo, o capitão John Bartlett. Os dois concordaram em empregar a habilidade de psicografia de Bartlett, pela qual os espíritos supostamente se comunicavam com o mundo dos vivos por meio da caneta do capitão, para escavar Glastonbury. Às 16h30 de 7 de novembro de 1907, a experiência teve início.
- Você pode nos dizer alguma coisa sobre Glastonbury? - perguntou Bond.
Bartlett respondeu traçando plantas da abadia, inclusive com medidas, e redigindo mensagens em uma mistura de latim vulgar e algumas palavras que pareciam pertencer aos primórdios da língua inglesa, aparentemente ditadas por monges havia muito falecidos. Muitas das coisas que aprendeu foram diametralmente opostas ao conhecimento anterior de Bond, mas mesmo assim ele seguiu em frente.
As descobertas começaram a surgir. Primeiro, uma capela jamais suspeitada na ala leste da abadia, em seguida uma passagem desconhecida, depois um recinto abobadado de planta poligonal e uma cripta.
A capacidade de Bligh Bond foi celebrada nos círculos arqueológicos e eclesiásticos - até 1918, quando ele revelou em seu livro The Gate of Remembrance como os espíritos dos monges o haviam levado a suas descobertas. As autoridades, horrorizadas, iniciaram um movimento para destituir Bond de seu cargo, e conseguiram. Em seguida, removeram ou alteraram muitos dos registros arqueológicos que ele deixou no local, e chegaram até mesmo a proibir a venda de seus livros na abadia.
A despeito do registro de impressionantes descobertas mediúnicas de Bligh Bond na abadia, e de seu amor pessoal pelo local, ele foi expulso de Glastonbury por pessoas de mentalidade estreita simplesmente porque empregou técnicas não convencionais para revelar suas maravilhas.
Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz
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