sexta-feira, 4 de março de 2016

O Fantasma da Freira


A residência paroquial de Borley, em Essex, Inglaterra, foi constantemente perturbada, desde o início de sua existência, na segunda metade do século 19. Talvez a aparência fantasmagórica - com seus trinta quartos, a construção era considerada uma monstruosidade arquitetônica - cooperasse para os estranhos eventos. Seus primeiros habitantes, o reverendo Henry Dawson Ellis Buli, sua mulher e catorze filhos, contaram muitas histórias relativas a ruídos estranhos e à frequente aparição do fantasma de uma freira.

Após a morte de Henry, o filho mais velho, Harry Buli, assumiu a residência paroquial de 1892 até 1927, e os inusitados acontecimentos continuaram. O fantasma da freira passou a ser visto com tamanha frequência que a área onde ela aparecia veio a ser chamada de Passeio da Freira. Algumas pessoas chegaram a afirmar que viram um cocheiro sem cabeça em uma carruagem puxada por cavalos que soltavam fogo pelas narinas.

Os habitantes que vieram após, o reverendo e a sra. G. Eric Smith, ficaram ali apenas alguns meses, alegando que os bizarros fenômenos eram o motivo da mudança.

Finalmente, o reverendo Lionel Foyster, sua mulher Marianne e a filha chegaram à residência paroquial. As histórias continuaram, com Marianne insistindo que um fantasma a esbofeteara no rosto e a atirara para fora da cama.

Com o objetivo de investigar, o Laboratório Nacional Britânico de Pesquisas Psíquicas interveio. Seu fundador, Harry Price, colocou anúncio no Times de Londres à procura de pessoas que quisessem fazer vigília na residência paroquial mal-assombrada. O anúncio exigia que os observadores fossem imparciais, críticos e inteligentes, e Price levou quarenta deles até a casa. Novamente, eles declararam ter visto objetos se movimentarem e ouvido ruídos inexplicáveis.

O comandante A. B. Campbell disse ter sido atingido por um sabão em pedra, e outro homem, o filósofo C. E. M. Joad, afirmou ter visto o nível do termômetro descer dez graus, sem qualquer motivo aparente.

Seguiram-se muitas controvérsias. Quando os Foyster saíram em férias, o próprio Price mudou-se para a casa e relatou grande variedade de fenômenos, suficientes para escrever um livro. No entanto, após sua morte, os críticos disseram que Price inventara alguns dos eventos e exagerara outros.

A história ficou mais interessante depois que um incêndio destruiu completamente a residência paroquial, em 1939. O reverendo W. J. Phythian-Adams, cônego de Carlisle, no Canadá, sugeriu que a freira tantas vezes vista não era inglesa, como sempre se acreditara, mas francesa.

Uma mulher chamada Marie Lurie, segundo constava, abandonara o convento para viver com seu amante no século 18. Fugiram para a Inglaterra, porém o amante voltou-se contra ela e a estrangulou. Acredita-se que ele a tenha enterrado no porão da casa que ocupava as terras de Borley, antes da construção da residência paroquial.

Depois do incêndio, os homens que se dedicavam aos trabalhos de escavação descobriram a sepultura, que continha apenas algumas medalhas religiosas e o crânio de uma mulher.

A destruição da casa parece ter eliminado os passeios macabros da freira, mas a história não termina aí. Os membros de um grupo que tentava realizar, recentemente, estudos científicos naquele local, ouviram ruídos esquisitos e inexplicáveis durante a noite, registraram súbita variação na temperatura, viram luzes de origem desconhecida e sentiram odores estranhos.


Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz

Em Águas Profundas


As pessoas que visitam o Museu Topkapi, em Istambul, Turquia, são informadas das crueldades e dos perigos da época em que o Topkapi, construído no alto de um penhasco sobre o Bósforo, era o palácio imperial do sultanato turco. 

Os sultões da Turquia, como os imperadores romanos, exerciam poder de vida e morte sobre seus súditos. Uma das lendas mais desalentadoras a respeito desse arbítrio refere-se ao que acontecia às concubinas imperiais que, infiéis ou insolentes, desagradavam o sultão.

"Abdul, o Maldito", foi governante especialmente notório. Suas infelizes concubinas eram colocadas vivas dentro de um saco cheio de pedras e atiradas nas águas do Bósforo. Contudo, elas não desapareceram totalmente. Anos mais tarde, mergulhadores que trabalhavam em águas profundas nas proximidades do palácio encontraram esses sacos em pé, no fundo do mar, balançando de um lado para outro, como se estivessem vivos, nas frias águas da corrente.

Em 1957, um episódio submarino ainda mais assustador foi vivido por mergulhadores da Tchecoslováquia, no local chamado Lago do Diabo. Os mergulhadores estavam à procura do corpo de um jovem que, presumivelmente, teria morrido afogado quando trafegava com seu barco no lago.

O que eles encontraram, no entanto, em águas profundas, não foi um cadáver mas vários, e nem todos eram seres humanos. Havia soldados vestidos com uniformes de combate, alguns sentados em caminhões ou em carretas de munições, e muitos dos cavalos ainda em pé, com arreios.

Homens, veículos e animais era tudo o que restava de uma unidade da artilharia alemã que, atravessando o gelo durante a retirada germânica na Segunda Guerra Mundial, afundara devido à ruptura da camada de gelo, provavelmente sob bombardeio, e acabara no fundo do lago. As águas extremamente frias e profundas os preservaram por doze anos, em posição e prontos para o combate - porém mortos.


Fonte: Livro «O Livro dos Fenômenos Estranhos» de Charles Berlitz

quinta-feira, 3 de março de 2016

A Teoria do "Astronauta Antigo"


"Acho que, há milhares de anos, alguns extraterrestres criaram, através de mutações deliberadas, nossa inteligência. Isso não contradiz a teoria evolucionista de Darwin. É apenas um passo adiante. Se aceitar isso como teoria, o fato de termos alguns genes extraterrestres em nós, então esses genes irão, algum dia, evoluir e se apresentar." — Erich von Däniken

Definição: A teoria do astronauta antigo afirma que seres extraterrestres visitaram a Terra em algum momento entre 10 mil e 40 mil anos atrás. Eles procriaram com seres humanos, ensinaram aos homens pré-históricos formas de arte e ciência, construíram monumentos e inventaram aparelhos que existem até os dias de hoje. O maior defensor da teoria dos astronautas antigos é Erich von Däniken, cujo livro “Carruagens dos deuses? ”, de 1969, tornou-se um best-seller internacional.

O que os crentes dizem: Os extraterrestres visitaram a Terra num passado distante e a evidência de sua presença pode ser encontrada em artefatos aparentemente inexplicáveis, como uma bateria de dois mil anos de idade, e também em monumentos antigos e sítios arqueológicos como a ilha de Páscoa (Capítulo 31), Stonehenge (Capítulo 83) e as linhas de Nazca (Capítulo 56). Todos os mitos da Criação falam de deuses descendo à Terra em carruagens de fogo. Esses escritores antigos estavam descrevendo o pouso dos extraterrestres.

O que os céticos dizem: Não há evidências de que alienígenas visitaram a Terra e cruzaram com humanos. Nosso DNA mostra que toda a raça humana descende dos hominídeos (Homo sapiens) que viviam na África há aproximadamente 120 mil anos. Se os seres humanos são um híbrido de homem com ET, então onde está o DNA alienígena de 10 mil anos atrás?

Qualidade das provas existentes: Fraca a Boa.

Probabilidade de o fenômeno ser paranormal: Inconclusiva.

A raça humana tem um complexo de inferioridade?

Será que nós, como espécie, nos consideramos tão inferiores e incompetentes que, em vez de nos darmos crédito pelos avanços científicos e artísticos, escolhemos nos voltar para a noção de que os aliens são os responsáveis por tudo, desde nossos monumentos sagrados até nossas baterias?

Essa não é uma pergunta boba. Erich von Däniken, que lançou exatamente essa teoria em seu livro Carruagens dos deuses de 1969 (entre outros), obteve um sucesso astronômico com o livro, um best-seller internacional, fazendo com que pessoas do mundo inteiro abraçassem a teoria com entusiasmo e algumas até com alívio.

Será que o livro se tornou um sucesso absoluto apenas por curiosidade? Possivelmente. Mas por que a teoria de Von Däniken chamou a atenção de tanta gente? E uma pergunta ainda mais importante: a quão válida é a hipótese?

Toda a teoria do astronauta antigo baseia-se numa simples premissa: fomos visitados.

Se rejeitarmos essa hipótese, então é impossível aceitarmos as conclusões que decorrem dessa tese.

Qual é a prova apresentada para apoiar a ideia de que os aliens visitaram a Terra, cruzaram com seres humanos e ensinaram ao homem primitivo tecnologias que ele, na época, seria incapaz de desenvolver sozinho?

A Bateria de Bagdá é um vaso de barro. Dentro dele, encontra-se um cilindro de cobre preso no lugar com asfalto. E dentro do cilindro há uma haste de ferro com uma ponta de ferro oxidada. Wilhelm Kõnig, o cientista alemão que encontrou o vaso em 1936 enquanto trabalhava num museu iraquiano, descreve o objeto: "Após reunirmos todas as partes e as examinarmos separadamente, torna-se evidente que isso só pode ter sido um elemento elétrico. Só era preciso acrescentar um componente ácido ou alcalino para completar o elemento."

A inserção de qualquer componente alcalino no vaso, como vinagre ou suco de uva, provoca uma descarga elétrica. A Bateria de Bagdá está datada de aproximadamente 250 a.C. Duzentos e cinquenta anos antes do nascimento de Cristo alguém construiu uma bateria que funcionava. E, ainda assim, nossos livros didáticos nos dizem que a eletricidade foi descoberta pelo italiano Luigi Galvani por volta do ano de 1790. Acredita-se agora que a Bateria de Bagdá, a exemplo de outros artefatos de funcionamento semelhante, foi usada para galvanizar estátuas e joias. Ainda não sabemos como os antigos adquiriram o conhecimento necessário para fabricar tais aparelhos.

Igualmente desconcertante é um aparelho conhecido como Máquina de Anticítera, construído por volta de 80 a.C.

A Máquina de Anticítera era um computador primitivo que se acreditava ter sido usado para calcular as posições do Sol, da Lua e dos planetas. É uma caixa de madeira com várias engrenagens redondas e diferenciais e mostradores no topo. O sistema de engrenagens interligadas nesse aparelho de mais de dois mil anos de idade só foi inventado depois de 1500, ao ser usado nos relógios.

Mais uma vez, não sabemos como os antigos adquiriram o conhecimento necessário para construir esse aparelho.

Artefatos como esses dois (e há muitas outras descobertas igualmente surpreendentes) parecem corroborar determinados elementos da teoria do astronauta antigo, isto é, de que seres avançados ensinaram nossos ancestrais sobre astronomia e eletricidade.

Há ainda exemplos de visitas extraterrestres que não se sustentam, sendo os mais notáveis as linhas de Nazca e os monumentos da ilha de Páscoa, ambos já explicados por sólidas pesquisas científicas e arqueológicas.

Hoje em dia, a teoria do "astronauta antigo" é ridicularizada pelos cientistas sérios. Existem explicações para artefatos aparentemente inexplicáveis; só não as encontramos ainda, mas as respostas definitivamente não incluem a noção de uma visita alienígena.

Apesar de tudo, Von Däniken ainda defende suas descobertas, teorias e seu trabalho, e continua a explorar o passado distante e desconcertante da humanidade.

Se algum dia os arqueólogos vierem a se deparar com um artefato verdadeiramente alienígena, todos os livros sobre história e ciência terão de ser reescritos. E Von Däniken já terá tomado a dianteira nesse tipo de trabalho.


Fonte: Os 100 Maiores Mistérios do Mundo - Stephen J. Spugnesi - Difel 2004.